A cavalgada - por Rubens Silva

A cavalgada - por Rubens Silva

A Cavalgada

 

            Muito cedo os cavaleiros começaram a se movimentar. Escovando o pelo dos animais. Limpando e lustrando as celas. Preparando a indumentária necessária para a Cavalgada do dia das mães. Engraçado! Homenagear as mães com uma Cavalgada! Mais engraçado ainda é que não havia nenhuma mãe na cavalgada. Elas ficaram em casa a espera dos maridos que certamente voltariam tarde, cansados e com fome. Mesmo assim aprovaram a idéia.

            O ponto de reunião foi na fazenda “Baraúna”. Distante da cidade cerca de dez quilômetros. Havia no local um bar, com uns três ou quatro congeladores, abarrotados de cerveja. Na cozinha o “Mocotó” espargia o seu cheiro saboroso. Dava água na boca. Meio-dia, todos já estavam com fome. Mas, tinham que esperar a chegada da turma que vinha de uma fazenda próxima. Era preciso ter paciência.

            Os cavalos saltitantes, talvez impacientes também com a espera, mascavam os freios às sombras das árvores próximas. De repente alguns foguetes, assustaram os presentes e os cavalos. Os cachorros trataram de se esconder no interior das casas ou em baixo dos bancos de madeira. Até que finalmente serviram o bendito, cheiroso e tão esperado “Mocotó”.

            - Vamos gente comer um “mocotozinho” com farinha de mandioca para enganar o “estambo”! – bradou um dos peões da fazenda.

            Imediatamente a peonada se aglomerou ao redor de cinco panelas grandes de pressão e um tacho de bronze enorme onde estava a farinha de mandioca. Pratos e talheres plásticos para não correr o risco de quebrar. Eu que estava no local só para fazer uma cobertura fotográfica do evento também entrei na fila. Mandei minha dieta para o inferno e comi. Não devia. Mas, fazer o que? Não sou de ferro.

            Começou então a cavalgada. Depois do almoço é claro.

            Na frente do cortejo empunhando a Bandeira Brasileira o primeiro mandatário do município que também foi convidado para participar da homenagem às mães. A poeira tomava conta da estrada ao movimento dos cascos dos cavalos. Acompanhando o cortejo viajei em um “corsa” parando de vez em quando em pontos estratégicos para bater as fotos. Até que chegamos à localidade denominada “Barra”. Ali, nas proximidades de um campo de futebol, o que esperava os cavaleiros era um bom churrasco. Fumegando de longe numa churrasqueira improvisada.

            A cerveja, de novo passeando solta. Não havia outra alternativa. O jeito era beber também. Depois do churrasco, cada qual pegou seu cavalo e seguiu seu destino. O cinegrafista e eu fotógrafo, responsáveis pela divulgação da cavalgada, fomos obrigados a acompanhar a comissão e alguns convidados até o fim. Ai não havia outra solução.  Fomos obrigados a comer mais umas duas galinhadas até por volta das vinte e duas horas. Quando exaustos também chegamos às nossas casas. Eta cavalgada boa tchê!

 

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