A Chuva - por Antonio Eustáquio Marciano

A Chuva - por Antonio Eustáquio Marciano

A CHUVA

 

É noite, eu, no leito, ao me recolher,

Rezo a Deus e agradeço, por inteiro.

Por seu amor, mais um dia pude viver.

E em paz, afago o meu travesseiro.

 

Do meu quarto, onde está o meu sagrado,

Ouço a chuva, lá fora, o chão acariciando.

Ela é insistente, bate de leve, no telhado.

E eu sinto o cheiro, das telhas se molhando.

 

A chuva atrita a pedra do meu quintal,

É, para mim, uma longa e bela serenata.

Os sons são diversos, numa sinfonia celestial.

À luz da rua refletem os pingos cor de prata

 

Céu que cai na terra em pingos de luz brilhante,

Que se esparramam como a entoar um hino.

É Deus que ouço, pois o meu Deus é cantante.

Canta ninando o mundo pequenino.

 

A minha irmã chuva molha, dá vida e esperança.

Ação divina a lavar e purificar a humanidade.

Também minha alma deseja, nesta divina dança,

Ser plena, santa, viva de amor, de paz e de verdade. 

 

 

 

 

 

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