A dor cruel - por Anchieta Antunes

A dor cruel - por Anchieta Antunes

A     D O R      C R U E L

 

Vi a dor cruel

rasgando as entranhas

do meu amigo Chico,

vi o brilho morto

de seu olhar distante,

perdido no  baú das desilusões.

 

“Minha Pombinha”

assim ele a chamava;

chamava a sua Claudia,

a esposa, a companheira,

confidente, amiga,

protetora, sábia;

a cumplicidade entre os dois

permeava uma vida nobre

de entendimento, de postura,

e confiabilidade.

 

Os  dois sorviam

da mesma água de vivência

em comum, para saciar

a mesma sede de vida,

de louvor a Deus,

convalescendo

cada mazela diária,

curando as raízes

dos pensamentos

profanos,

na liturgia da cura

espiritual,

alimentada

pela fé.

 

Fé no invisível,

na crença do divino,

fé na força de cada um;

no espírito forjado dia a dia.

na procura de novas verdades,

antes do anoitecer dos tempos.

.

Chico está sofrendo

a ausência de sua

segunda pele,

de seu primeiro amor,

de seu sonho harmonioso,

seu riso espontâneo

sua razão existencial.

 

Ele apenas espera

o reencontro glorioso

no espaço sideral,

na nuvem dos anjos,

nas asas da felicidade eterna,

encontrada na vida após vida.

 

Chico quer,

Chico vai

novamente

encontrar-se

com seu

único amor.

 

Boa viagem

meu amigo

unam-se

dois em um

pelo restinho

da eternidade.

Anchieta  Antunes

Dezembro – 15/2014.

 

 

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