Textos poéticos do autor Maurício Duarte

Textos poéticos do autor Maurício Duarte

Fiquei em 2o. lugar no 12o. Prêmio Nacional de Poesia - Cidade Ipatinga no âmbito do 14o. Circuito de Literatura do Clube de Escritores de Ipatinga . 2015

Os poemas do grupo denominado Distúrbios são esses:

 

A espera

Longe, muito longe,
está minha espera.
E é Afrodite
que espero e que
me espera doutro
lado do espelho...

Não é Alice que
já foi embora anos
atrás, minha infância.
Porém, a filosofia
estética insiste
em se esconder...

A arte não é mais
do que investimento.
E não há fé entre
os habitantes da Lua,
esses miseráveis da
espera do longe...

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

 

A vida que não volta atrás

Vórtices em uníssono.
Cabeça de Saddam Hussein:
“a Mãe de todas as batalhas”,
com desenho do South Park...

Osama Bin Laden em vídeo
ameaçando o Ocidente,
as torres desabando por
controle remoto, não por aviões...

Vítimas da guerra suja,
refugiados em profusão.
O menino morto na praia.
Limites que não existem mais...

Rabi, cura-me, cura-me.
Cada um cuida do seu
rabinho, ninguém cuida da
vida que não volta atrás...

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

 

O gongo da transcendência

Enquanto dobra o
Cabo da Boa Esperança,
o velho torna-se o 
jovem; sua é a alma
do mundo, não há
mais nada a perder.

Exemplo das inquietudes
de Loki, o deus da
mentira; a vida passa
com suas meias verdades
que nos trazem memórias
e apagam tudo de ruim.

Quanto mais distante,
mais bonito fica na
saudade de quem já
experimentou, a ferro
e fogo, todas as
mortes em vida.

O velho e o jovem
são e não são, estão
e não estão, sendo esse
o gongo da transcendência
que o Oriente tanto
preza e a gente despreza.

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

Quando

Quando Galilei Galileu
foi condenado pela
audácia de pensar,
pôneis azuis e unicórnios brancos
não trotavam livres nas florestas...

Quando Joana D´Arc
foi queimada viva
na fogueira do poder,
as cabeças de elfos não
carregavam coroas douradas...

Quando Edward Snowden
é um exilado na Rússia, 
não há nem sombra de
valquírias que possam
fazer valer guerreiros na morte...

Quando Ahmed Mohamed
é algemado e preso
por levar um relógio digital
para a escola, nos EUA,
não há mais magia de alquimistas...

Quando nem silfos do ar,
nem ondinas do mar
se atrevem a dar as caras;
os poucos gnomos da terra e
salamandras do fogo já se foram...

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

Vontades

Vestígios de ancestrais
são achados em algum lugar.
Os da Atlântida 
nunca são encontrados...

Especialmente hoje
estive taciturno,
mas não me pergunte porque...

Aquarelas são tão
bonitas quando
só insinuam...

Municípios arborizados
poderiam fazer parte
das cidades lunares...

Tudo isso são desejos
ou simples ansiedades,
que vem e vão, sem nexo...

Mas eu acredito que
minhas vontades serão
descartadas sim.
Ad infinitum...

 

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

 

 

 

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