A Esperança de Joana - por Fernanda Comenda

A Esperança de Joana - por Fernanda Comenda

A ESPERANÇA DE JOANA

 

Era fim de semana, Joana sentia-se triste. Estava sozinha... zangara-secom os pais,  não lhe apetecia falar com ninguém...

Saiu de casa, caminhou sem destino, sofria...

Já passava da meia-noite, quando regressou a casa. Os pais tinham saído.Ligou a televisão e sentou-se confortavelmente no sofá. Olhava para a televisão mas nada via, parecia vidrada no ecrã, no entanto,  o seu pensamento estava noutro local, muito longe dali…pensava no seu namorado que se encontrava no estrangeiro. O que estaria ele a fazer, como estaria? Pegou no telemóvel. Do outro lado ouviu a voz do seu amado, as lágrimas correram-lhe pelo rosto.Disseram palavras de amor e despediram-se. Os pais chegaram. Joana adormeceu e nessa noite sonhou que corria de mão dada com Alexandre, o seu namorado. Sentiu o amor, o frio e a beleza do mar, sentiu muita alegria.

No dia seguinte era o último dia  do ano. Fez os preparativos para festejar a saída do Ano Velho e entrar bem no Novo Ano . No entanto, o seu coração sangrava, sentia-se tremendamente infeliz: ia festejá-lo sem Alexandre. Sentia-se também perdida pois estava desempregada e não via esperança...

 

A meio da tarde, adormeceu. Sonhou que tinha havido uma guerra, ficara só, sem ninguém, todos tinham morrido, apenas ela sobrevivera. Foi um pesadelo. Viu-se envolta na escuridão e na destruição. Ouviu uma voz horrenda que lhe dizia: -Estás só!E agora?Acordou sobressaltada, sentia todos os seus nervos tensos de terror. Chorou. Após algum tempo, voltou a si. Olhou à sua volta, viu que tudo estava calmo. Ouviu a voz dos pais. O Telefone tocou. Era Alexandre com a sua voz doce: - Querida Joana, estou no aeroporto. Vou passar a noite aí!

Saiu de casa feliz,olhou para a paisagem, viu o brilho do sol, sentiu o vento e a brisa do mar no rosto e a vontade de desaparecer que há momentos atrás a envolvera tornou-se numa enorme vontade de viver e de correr para os braços de quem amava. Uma lágrima rolou-lhe pelo rosto mas agora era de emoção, era de alegria de estar viva e de poder maravilhar-se com a natureza, com a beleza que lhe era oferecida pelo UNIVERSO e de ter a possibilidade de amar e ser amada!

Joana apercebeu-se que afinal de um momento para outro, a vida mudava e não era assim tão má…valia a pena viver e que o Universo acaba por nos dar o que queremos. Quem sabe, se  brevemente, o telefone não tocaria para lhe dar a novidade de um novo emprego?

Ela agora sabia que valia  a pena ter esperança, que valia a pena não desistir e enfrentar os obstáculos! A VIDA MAIS TARDE OU MAIS CEDO, RECOMPENSA-NOS!       

 

 

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