A noite da sina - por Daniela Gebelucha

A noite da sina - por Daniela Gebelucha

por Daniela Gebelucha

 

Naquelas noites reluzentes de verão, Pedro, ao andar por aquela cidade não concebia que seu destino seria traçado em poucas horas. Por aquelas ruas quase vagas, poucas almas a transitarem... Andava tranquilamente em direção de seu trabalho, era guarda-noturno em uma casa de festa na zona leste da cidade de São Bernardo.

Embora não aparentava, estava cansado daquela rotina, pensara muito em mudar de profissão, mas o que fazer naquelas alturas da vida, aos 47 anos. Dedicara anos naquele emprego, o qual hoje já não lhe dava mais o prazer de outrora. A mulher com que vivia era sua companheira, até tinha encantos de juventude, mas por hora, admirava-a. 

Entrando na Rua Magalhães, percorreu o trajeto pensativo. Enxergava mulheres produzidas vulgarmente, homens fumando e rindo. Chegou à City Party, deu uma olhada panorâmica, diversas pessoas se divertiam, entrou numa sala que dizia: “Uso exclusivo para funcionários”, abriu lentamente o armário, pegou o uniforme preto, e sem exitar, vestiu-o logo. Observou as rugas no espelho, arrumou o cabelo e foi para o salão. 

Em uma mesa requintada, uma moça discutia assuntos de trabalho com um grupo de pessoas. Era bonita, astuta e elegante. Pedro colocou-se ao seu posto, do lado esquerdo da porta central, dirigia seu olhar àquela mesa, seus pensamentos viajavam nas situações mais improváveis, não a conhecia, mas desejava-a.

Joana, era o nome dela, ao ver Pedro ali, não teve dúvidas, era ele! Sabia que teria que agir com cautela para não dar pistas nem informações imprecisas.

             De fato, ela era inteligente e sabia que o plano não podia falhar. Havia muita coisa em jogo.

 - Bebida para todos- disse, enquanto brindava com o grupo. 

Deu uma volta na mesa e foi ao toalete. Fora seguida, sentiu o sangue gelar nas veias, o coração palpitava, ouvia passos, quando foi segurada pelo braço.

 Tentou gritar, mas fora corrompida por um beijo ardente de Pedro, que ao sentir que Joana correspondeu trancou a porta do toalete. Enfurecida com aquele ataque surpreendente deixou-se levar por aquelas carícias envolventes e brutais. Ela, porém, não sabia que uma aventura ardorosa no toalete, comprometeria o trabalho de Pedro, que no dia seguinte, fora demitido. 

 

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Publicado 30/01/2014

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