A Queda Cômica - por Margarida Lorena Zago

A Queda Cômica - por Margarida Lorena Zago

A Queda Cômica!

                              (Lorena Zago)

 

Em plena sexta-feira a tarde, sol a pino, mês de dezembro, num calor abrasador, Gabriela e seu irmão Rafael, decidiram aproveitar a hora da sesta dos pais, para aprontar travessuras.

Pé por pé, em pleno silêncio, conduziram-se até o pasto,  que ficava atrás do rancho do gado bovino e suíno, para buscar o cavalo baio, encilhá-lo e apostar corrida, na estradinha estreita, que ladeava o terreno do Sr. Genésio, pai das crianças.

Gabriela tinha 9 anos e Rafael, seu irmão , tinha 7 anos, porém, não havia  idade que limitasse os dois, em suas peripécias.

Gabriela era uma menina magrinha, com vasta cabeleira, geralmente presa por uma ou duas tranças. Rafael era um menino de estatura média, muito corajoso e valente, quando se tratava em lidar com cavalos. Herdara este dinamismo de seu pai Genésio.

Não bastava o cavalo Baio, novo e xucro, Rafael encilhou também, uma égua velha e mansa, de nome Morena, para fazer a aposta de corrida com sua irmã Gabriela.

Sem ninguém perceber, os dois peraltas, levaram os cavalos encilhados até a porta principal dos ranchos, traçaram uma linha de saída para a corrida, conduziram os cavalos até lá, montaram-nos e ao contarem até  três, saíram em disparada.

Tudo estava a contento.  Rafael, o mais experiente em montaria, distanciou-se com moderada rapidez, troteando garboso, no lombo da égua Morena, mas, aos poucos, foi sentindo falta de sua irmã, que montara o cavalo Baio, e não aparecia, para comemorar a aposta de ligeireza e capacidade de montaria. Desconfiado, Rafael, olhou para traz e nada via, nem ouvia. --Pensava, onde estará Gabriela e o  cavalo Baio?

Rafael, muito astuto, virou-se e foi em busca dos desaparecidos.

Ao galopar até próximo dos ranchos, da onde haviam partido, observou pasmo e rindo descontroladamente, viu Gabriela levantando-se com dificuldades e com ar de choro, pelo desconforto em todo o seu corpo, pois, ao dar saída para a corrida, deu com as esporas nos flancos do cavalo Baio e este, mais que depressa saiu em disparada, passando por um pé de limão, que tinha sob sua sombra, uma porção grande de areia, e ao passar correndo por lá, Gabriela ficou presa num galho de limão, com uma de suas tranças.

  O cavalo assustado, desviou o caminho, deixando a menina presa pelo cabelo, até o galho de limão quebrar-se,  deixando Gabriela  esborrachar-se sobre o monte de areia, e lá ficando, até ser encontrada pelo irmão Rafael.

Assustada e toda dolorida, Gabriela ergueu-se com a ajuda do irmão.  Uma vez de pé, caiu aos prantos, mancando, com parte dos cabelos arrancados e fixos no pé de limão, pediu a seu irmão clemência: Desejava que chamasse seus pais, para que a socorressem.

Quando os pais das crianças souberam do acontecido, socorreram-na, e após uma bronca, esclareceram  as crianças, de que este tipo de brincadeira era muito perigoso, e que na próxima vez que quisessem galopar com os cavalos, deveriam pedir ajuda aos adultos e sob guarda destes, poderiam fazê-lo, com mais segurança e cuidados.

Deste dia em diante, as crianças andaram muito no lombo dos cavalos,  mas sempre  acompanhados de pessoas, que pudessem intervir nos momentos que se fizesse necessário.

Galopar era um dos esportes preferidos de Gabriela e seus irmãos, Rafael, Roberto, Marina e o pequeno Manoel.

Sobre prados e campinas, estas crianças, galoparam por muitos anos, felizes e sob os cuidados de seus pais ou avós.

 

 

 

 

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