A vida pela arte - por Eliane Reis

A vida pela arte - por Eliane Reis

A vida pela arte


A limitação que há em mim dói,
é como ferida aberta, não cicatriza, 
não fecha, não sara, fragiliza.
A certeza da minha incerteza 
é como fel, traz para o peito a dor, 
sem ao menos eu perceber, 
apenas sinto e minto e disfarço e sorrio. 
A ambivalência que me norteia 
é feroz, tênue, amiga, distorcida.
Há em mim um círculo paradoxal 
que nem eu entendo, 
mas que lamento, embora, 
às vezes, alimento. 
Há em mim tanta nostalgia, 
tanta melancolia e rebeldia. 
Há em mim o tudo e o nada, 
apenas existo e insisto, 
e duvido e acredito
e lamento e glorifico. 
Sou a certeza de que o paradoxo 
não é uma figura de linguagem, 
mas um desconcerto em concerto 
que há de ser consertado,
é como se a alma quisesse falar. 
e não pudesse por medo de sangrar.
 

 

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