Abraço - por Andréia Franco

Abraço - por Andréia Franco

Quando eu era criança

Era um menino levado

Às vezes vivia mal humorado

Adorava ficar à toa,

Mesmo se isso

Não parecesse ser coisa boa,

Me entretia lendo livros,

Adentrava pra dentro da história,

Lá eu sonhava com o que

Havia perdido, não que eu

Fosse acostumado a me perder,

Mas aquele mundo era tão mágico

Que eu me perdia naquelas linhas

Que tanto me ensinavam a crescer.

Lá de dentro, uma luz parecia brilhar,

Como num palco, no sonho

Eu queria adentrar.

As personagens ali estavam,

Eram seres diferentes

Que existiam para alegrar

Toda aquela gente que só

Que estava ali para se encantar,

E aquele canto

Soava como o do velho sabiá

Que já não conseguia mais cantar

Mas isso não tinha importância alguma

A gente não se importava era

Com coisa alguma,

Queria mesmo era um abraço quente,

Sabe, daqueles que anima a gente.

Depois que cresci,

Percebi mesmo é que abraço

Sincero é coisa difícil de se achar

O caso do abraço tornou-se

Quase um jogo de meretriz

Por causa de interesses

As pessoas vivem brigando à toa

No mundo do cada um por si

Gostava mesmo era quando

Abraço eu ganhava

Era de qualquer pessoa

O que não nos faltava

Mesmo era o riso, ah, o riso

De quem ri por qualquer coisa à toa...

 

 

Publicado em 20/02/2014

 

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