Aceitas um docinho? - por Carmen Jacques Larroza

Aceitas um docinho? - por Carmen Jacques Larroza
Aceitas um docinho?   
 
      Olá queridos leitores. Estive ausente, eu sei, mas chegaram a sentir minha falta? Não, é claro. Com tantos cronistas maravilhosos...
      Como está cada um? Com ou sem pressa? Se tiver apressado, melhor que deixemos para conversar depois. Mais tarde, sentas. Descansas um pouquinho do teu fatídigo dia de trabalho, suor  (e lágrimas?), desfrutas  a mínima parcela de teu direito a "pernas para o ar, que ninguém é de ferro." Após, dá uma lida nestas "mal traçadas linhas". Ok? Podemos fazer esse  acordo?
      Meu assunto de hoje, refere-se a delícias. Pensaste em receitas? Restaurantes? Comprinhas básicas? Viagem? Eu pensei em comer. Kkk
      Como é bom comermos doces, tortas, bolos, pudins, sorvetes, pavês, negrinhos, bombons, chocolates, lasanhas, picanhas, cupins, batatas frita, churrasco... Huuuummmm! Estou sentindo água na boca, aromas, só de pensar. Imagina, se visse "ao vivo e a cores" ... E tudo isso é tão light e tão diet, que nem  faz mal para a saúde, nem para o corpo. Muito menos para os "pneuszinhos" ou "zões"! Só fazem aparecer uma gordurinha localizada aqui, outra ali, uma papadinha acolá. Que mal tem isso? Geralmente, é o que pensamos, na maioria das vezes em que estamos...  Como direi? Degustando? Ah, só hoje...
      Mas degusta aqui, degusta ali, isso, aquilo e chega um dia que a roupa começa a apertar, a apertar... Temos que deitar, na cama, para fechar o zíper... Apelamos para os corpetes, modeladores, cintas para camuflar. Então, vamos camuflando, camuflando... até o dia em que as roupas não cabem mais. Explodem que nem a Dona Dondinha. Blummmm! 
A partir dai, começamos a fugir das balanças. E elas são tantas! E pior, estão sempre de braços abertos nos convidando para um "tete-a-tete". Fingimos que não as vemos olhando para o outro lado, porém no outro lado também tem outra disposta a nos acolher. Como é grande o comércio de farmácias! E nossas amigas moram ali.
      Decidimos que é hora de renovar o guarda-roupa. Afinal, merecemos um novo look! Saímos felizes, sorrindo sozinhas. Que mulher não adora umas comprinhas,  como direi...? "Para renovar o visual"? Ainda mais, quando é para si mesma? Afinal, sempre compramos para o marido, para os filhos, para a casa. E para nós? Costumamos nos relegar ao segundo plano. Como somos generosas!
    Dinheiro na carteira, ou um cartão de crédito... Lá vamos nós faceiras. Experimenta aqui, experimenta ali. Puxamos a coitada da confecção para baixo, para o lado, para cima... mas ela insiste em sua vontade de não fechar nos seios, na cintura ou no quadril! As vezes ainda dizemos para a vendedora: -  Antigamente eu usava P. 
Caminhamos, caminhamos, procuramos, nos desiludimos, nos entristecemos e lamentamos o fato de que os logistas só compram roupas para quem é mignom!
   Voltamos para casa, cansadas, irritadas, frustradas conosco mesmas e de mãos vazias. No outro dia a mesma via crucis e de novo, mãos vazias.
     Prometemos fazer um regime. Primeiro, segundo, terceiro dia e a gente, ali, firme comendo folhinhas, chuchu... E lá seguimos nós vencendo a gula (que diga-se de passagem, é pecado. Tão grave quanto roubar, por exemplo). Achas que não é bem assim? Então eu te conto, para Deus não existe pecadinho, nem pecadão! Saiu da linha, já era... Infração!
     De repente, não mais que de repente, vindo não sei de onde e nem como, aparece, como que por encanto, diante dos nossos pobres olhos, um docinho, um bom-bom ou sei lá o quê. Olhamos para o lado resistindo, lutando contra, mas já salivando e... nhoque! Só um! Nesse "só um", mergulhamos inteiras.
    O médico nos manda fazer exercícios. Suamos, cansamos, visitamos a amiga balança e ... nada. Nem um grama a menos.  E se estivermos na TPM, no climatério ou na menopausa... Xiii... Pior ainda! O metabolismo fica numa lerdeza.... que te conto. Ou talvez nem precise contar, pois já passaste pela experiência.
     Ai, meu Deus, por que tem que ser assim? Muitas vezes ocorre, que quando fomos jovens, não comíamos, porque não tínhamos o que sobra no bolso dos políticos: a grana. Depois quando melhoramos um pouquinho, financeiramente, que poderíamos recompensar àquela época.... temos uma promotora a nos acusar. Meritíssima... Excelentíssima... Magistrada senhora Balança. 
    Pôxa! É brabo! É como diz a música "Comer, comer, comer, comer é o melhor para poder crescer...". Crescer sim! Porém não em altura e sim em largura. Pior...!
    Entretanto, não se pode fazer disso uma lamúria, uma murmuração ou um queixume. Se não, coitado de quem convive conosco e que não tem culpa de nada. Precisa ter ouvidos de elefante ou de dinossauro e uma paciência de Jó!
     Frusta-mo-nos e carregamos o companheiro juntinho. Ora, não é "na saúde e na doença"? Então, é na magreza e na gordura também!  Ou não?
     Entretanto, para tudo existe solução. Só para a danada da morte é que não tem jeito, mesmo. Eu ...hem? Longe de mim! Prefiro minhas gordurinhas, viva, do que magreza deitada e envolvida em flores coloridas! 
      A primeira alternativa que temos  é pedirmos a Deus que nos ajude dando-nos força e coragem para perseverarmos na dieta. Gente, se não for por Ele estamos fritas, que nem as deliciosas batatinhas...
     A segunda é buscar um(a) nutricionista e encarar uma dieta com seriedade e paciência, para não fazermos a besteira de querer concertar uma coisa e estragar todo o resto. Paciência, porque uma reeducação alimentar não é milagre. Milagre? Só Deus faz.
     A terceira é nos assumirmos como somos balofinhas, fofinhas, gordinhas, cheinhas ou seja lá o que for... Procurar  ser feliz  discernindo que o exterior é bom para os olhos, mas na vida o que vale é um coração limpo, caráter, integridade, idoneidade...
porque o nosso Pai, não olha o exterior. O que Ele quer é um coração magro, enxuto de pecados. Mas, também, não podemos nos esconder atrás disso e nos tornarmos uma jamanta, né? 
    Excesso de carga estoura a saúde do motor, dos amortecedores e dos pneus da jamanta. 
    É muito difícil encarar um regime com seriedade e comprometimento. Também é difícil resistitr a uma guloseima. Ainda mais na TPM, ou não é?
    E então? Vai um docinho ai? Queres uma receitinha deliciosa?
      Um até breve para todos. Sejam felizes! Que Deus os abençoe.
 
 

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