Adriana Freitas - Entrevistada

Adriana Freitas - Entrevistada

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritora Adriana Freitas, mora em Recife – PE -  é graduada em Licenciatura em Ed. Artística, hab. Artes Cênicas (Teatro) pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Pós-graduada em Jornalismo Cultural pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Autora dos livros: Naquela Praia e Essa Noite.

Em entrevista a escritora conta-nos sobre seus projetos e trajetória literária, nos dá dicas de melhoria para o mercado literário brasileiro.

“O gosto pela leitura vem através do incentivo. Quanto mais os brasileiros se interessarem por livros, maior será a procura. No Brasil existem grandes autores que ainda são desconhecidos pela maioria dos brasileiros. Umas divulgações mais abrangentes, um maior apoio, assim como vocês estão proporcionando irá ajudar bastante o mercado literário.”

Boa Leitura!

 

SMC – Escritora Adriana Freitas para nós é um prazer tê-la conosco no projeto Divulga Escritor, você poderia falar um pouco sobre sua trajetória literária?

Adriana Freitas - Eu sou uma escritora iniciante. Demorei um pouco para escrever um romance. Apesar de sempre ter ideias, eu nunca as colocava no papel. Escrevi a primeira história para um trabalho que realizei com os meus alunos, juntamente com outra professora, a história chama-se “No Verão”, fala sobre uma adolescente que engravida. Esta obra tornou-se um vídeo produzido por mim, a professora de Português e os alunos. E se tornará uma revista de mangá feita por outro aluno da minha escola. O meu primeiro livro publicado se chama “Naquela Praia” romance adolescente que mostra o ponto de vista do garoto e da garota no mesmo relacionamento. Júlia e Fernando se conheceram na escola e juntos descobrem o amor e todas as inconveniências e surpresas que vem com esse relacionamento.

 

SMC - Escritora Adriana quando você começou a escrever? Em que momento decidiu ser escritora?

Adriana Freitas - Eu comecei a escrever desde cedo, mais ou menos aos treze anos. Não eram histórias, eram poemas, pensamentos. Mas antes disso, eu já inventava histórias na minha cabeça com começo, meio e fim. Só não sabia como passá-las para o papel. Na faculdade, juntamente com alguns colegas, fiz pequenos textos de teatro. A vontade de ser escritora surgiu mais ou menos há cinco anos, mas somente em 2010 que passei a escrever histórias.

 

SMC - Quando sentiu que estava pronta para publicar seu primeiro livro? Alguém a incentivou, como foi esta iniciativa?

Adriana Freitas - A minha família sempre me incentivou. Principalmente a minha irmã que sempre falava para eu mostrar o que fazia. Eu me senti pronta quando comecei a desenvolver a história de Júlia e Fernando na minha cabeça. Passei meses pensando sobre isso, desenvolvendo a história do inicio ao fim. Até que finalmente parei em frente ao computador e desenvolvi o que já habitava os meus pensamentos.

 

SMC - Como você se sente sendo escritora? O que sente quando escreve?

Adriana Freitas - Escrever pra mim faz parte da minha personalidade. Sempre falo que sou melhor escrevendo do que falando. É mais fácil escrever do que falar. Pode até parecer clichê, mas a escrita às vezes funciona pra mim como uma válvula de escape. Eu chego a esquecer do mundo quando estou escrevendo. Eu sempre me sinto melhor, mais aliviada e mais feliz.

SMC - Adriana o que mais lhe inspira a escrever?

Adriana Freitas - Fatos do cotidiano. Os sonhos que tenho. Pessoas na rua. A minha própria imaginação. Uma música. Conversa com amigos. Tudo é motivo.

 

SMC - Quais são as suas referências literárias? Que autores influenciaram em sua formação como escritora?

Adriana Freitas - Eu tenho um gosto bem variado, leio desde autores brasileiros como Machado de Assis, Paulo Coelho, Marcelo Rubens Paiva, Luis Fernando Verissimo, André Vianco, como Sthephen King, J.D Salinger, Aghata Christie.

 

SMC - Como foi publicado o seu primeiro livro?  Quais as dificuldades para conseguir publicar sua obra?

Adriana Freitas - O meu primeiro livro foi publicado com recursos próprios através de uma editora. A maior dificuldade que eu enfrento é na publicidade da obra.

 

SMC - Naquela Praia foi seu primeiro livro, como se sentiu quando pegou o livro em suas mãos pela primeira vez?  Fale um pouco sobre ele, quando você o publicou já sabia que ele faria parte de uma coletânea ou a ideia de dar continuidade a história veio depois? Por que este titulo?

Adriana Freitas - A sensação que eu tive ao pegar o meu primeiro livro com as mãos foi a de um sonho realizado. Eu já vinha sentindo vontade de escrever, mas nada me vinha à cabeça. Foi então que eu tive um sonho de apenas uma cena dessa história. Aí eu fui completando com o passar dos meses. A princípio o título seria “Júlia e Fernando”, e seria apenas um livro. Eu já tinha a história completa com começo, meio e fim, mas as ideias me vinham à cabeça e quando percebi, ficou grande demais. Negociando com a editora, resolvi dividir a história em três livros. E tive que criar títulos para cada um. Só não sabia qual. “Naquela Praia” e “Essa Noite” (o segundo livro) foram retirados de poemas que já tinha escrito.

 

SMC - Adriana fale um pouco sobre “Essa Noite”

Adriana Freitas - Essa Noite é continuação de Naquela Praia. Conta sobre o rompimento do relacionamento dos personagens. O que levou a eles se separarem. A visão de cada um sobre esse novo momento, as maneiras que cada um agiu a partir de então. As tentativas de reconciliações. Os novos sentimentos que surgiram e que ainda eles desconheciam.

SMC - O terceiro livro já tem um Titulo? Fale um pouco sobre seu terceiro livro. Que mensagem você quer transmitir para o leitor que deseja lê esta maravilhosa coletânea?

Adriana Freitas - O Terceiro livro se chama “Praia Nova” está em fase de produção. Os personagens, cada um a sua maneira, aprendem a se adaptar as mudanças e as consequências das suas escolhas. Descobrem novos sentimentos e novos amores. Descobrem que o amor nem sempre é vivido da maneira que sonham e que este pode vir de diversas formas, é só questão de consentimento. Essa coletânea fala que nenhum relacionamento é perfeito. As pessoas têm defeitos e qualidades. Nem sempre as coisas funcionam da forma que desejamos, às vezes machucamos e somos machucados. Às vezes fazemos escolhas erradas. Mesmo com todos os percalços, sempre vale a pena amar e permitir ser amado.

 

SMC - Quais os formatos em que encontramos o seu livro: impresso, e-book, áudio-livro?

Adriana Freitas - Os livros estão no formato impresso.

 

SMC - Onde podemos comprar o seu livro?

Adriana Freitas - Eles estão disponíveis no site da Livraria Cultura. Ou através do email adrianamfreitas@hotmail.com

 

SMC - De que forma você divulga o seu trabalho?

Adriana Freitas - Ainda estou aprendendo a melhor maneira de divulga-los. Já apresentei o primeiro livro em uma feira literária na praia de Porto de Galinhas, onde a aceitação foi muito boa. E o principal meio é a internet.

 

SMC - Que dica você daria para os outros escritores com relação à publicação?

Adriana Freitas - Pesquisar muito antes. Achar a forma que melhor se adeque a sua realidade. Participar de concursos literários. Entrar em contato com editoras que fazem parcerias.

SMC - Quais os seus principais objetivos como escritora?

Adriana Freitas - O meu principal objetivo é colocar pra fora tudo o que habita os meus pensamentos. Expressar minhas ideias, levar entretenimento para as pessoas.

 

SMC - Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário no Brasil?

Adriana Freitas - O gosto pela leitura vem através do incentivo. Quanto mais os brasileiros se interessarem por livros, maior será a procura. No Brasil existem grandes autores que ainda são desconhecidos pela maioria dos brasileiros. Umas divulgações mais abrangentes, um maior apoio, assim como vocês estão proporcionando irá ajudar bastante o mercado literário.

SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, a Divulga Escritor agradece sua participação, muito bom conhecer melhor a escritora Adriana Freitas, que mensagem você deixa para nossos leitores?

Adriana Freitas - Eu agradeço a oportunidade da entrevista. E falo que não importa o gênero, sempre vai existir um livro que nos identificamos e fará o nosso tempo passar mais depressa. A leitura proporciona um mundo novo. Podendo ser fantástico, dramático ou cheio de aventuras. Não importa.  A gente sempre vai encontrar ou ser encontrado por um livro que nos fará viajar sem sair do lugar, fará nos apegar aos personagens e quando a história acabar nos deixará com aquela sensação de quero mais. Às vezes nos sentimos órfãos e o bom é isso. A leitura é um vício bom. Terminado um livro e iniciando outro sempre teremos boas histórias para contar. E nunca ficamos sozinhos quando temos um bom exemplar como companhia.

 

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