Algumas nuances da visão estrutural da Língua - por Tânia Dantas

Algumas nuances da visão estrutural da Língua - por Tânia Dantas

Algumas nuances da visão estrutural da Língua

 

Compreender o funcionamento da linguagem é compreender a natureza do ser humano, pois a capacidade de agir sobre o outro na interação em suas diferentes formas de manifestação é característica fundamental da existência humana. Por isso, é necessário conceituar a linguagem como diferencial da espécie humana e como veiculadora de cultura. Assim, buscaremos a seguir traçar algumas nuances das perspectivas de Saussure, sobre linguagem.

Na perspectiva de Saussure, língua é um sistema convencionado, um fenômeno social, que, sendo utilizado arbitrariamente, consegue interferir e mesmo moldar incontáveis aspectos referentes às relações humanas em uma sociedade. Para o linguista o falante não tem nenhuma forma de poder sobre o fenômeno língua. O referido linguista concebe o fenômeno linguístico como um sistema estruturado, portanto, fechado, sendo a estrutura linguística considerada como uma representação coletiva que age coercitivamente sobre o falante.

Saussure (1995), que no início do século passado trilhava um caminho semelhante ao de outros estudiosos da linguagem, não enxergava os fenômenos linguísticos senão deste modo: a língua, instrumento sistemático, impositivo e dominante, equivalia à sociedade; a fala, por sua vez, embora possua atividade, é específica, diminuta.

Cabe ao falante, portanto, estabelecer a dinâmica da língua, torná-la «viva», embora esta particularidade esteja, intrinsecamente, atrelada às regras ditadas pela cultura na qual está inserida, bem como à língua de que faz uso. O linguista optou por priorizar os elementos que compõem o aspecto normativo da língua. Para ele, a natureza normativa e previsível da língua se sobrepõe ao seu aspecto mutável.

Essa visão estrutural da Linguística sofreu uma significativa mudança a partir da segunda metade do século XX, época em que as discussões acerca da Linguística passaram a incluir o falante como peça-chave em todo o processo.

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Referência:

Saussure, F. Curso de linguística geral. São Paulo: Cultrix, 1995.

 

 

 

 

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