Aprendizagem ancorada nas tecnologias da informação e comunicação - por Fabiana Juvêncio

Aprendizagem ancorada nas tecnologias da informação e comunicação - por Fabiana Juvêncio

APRENDIZAGEM ANCORADA NAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

           

            A pesquisa de qualidade no setor de Software Brasileiro 2009 (MCT, 2010), aponta deficiências na qualidade do processo de software por parte do parque nacional de empresas da área de software, explicitando a necessidade de investimentos para que se melhore a qualidade e a competitividade do software nacional no mercado mundial, passando necessariamente pela melhoria na formação dos nossos engenheiros de software.

            Moreira (1999) apresenta um esquema representando os oito tipos de aprendizagem, segundo o qual qualquer habilidade intelectual pode ser analisada em termos da combinação de habilidades mais simples para produzir a sua aprendizagem.

Os tipos de aprendizagem apresentados por Moreira (1999, p.73) podem ser explicados da seguinte forma:

 

a)         Tipo 1: Sinais - corresponde à aprendizagem de “sinais”, sendo ligadas às respostas gerais, difusas, emocionais, caracterizando-se por serem respostas que não se acham sob controle voluntário;

b)         Tipo 2: Estímulo-Reação – corresponde à aprendizagem associada a uma resposta precisa a um dado estímulo;

c)         Tipo 3: Cadeias – são as respostas encadeadas de duas ou mais conexões de estímulo-resposta;

d)        Tipo 4: Associações verbais – é um subtipo da aprendizagem em cadeia, sendo associado às cadeias verbais;

e)         Tipo 5: Discriminações Múltiplas – associado à capacidade de responder de forma diferenciada a diferentes estímulos dentro de um conjunto;

f)         Tipo 6: Conceitos – corresponde a uma resposta a uma classe de estímulos como um todo, caracterizando-se por uma generalização do caso 5;

g)         Tipo 7: Princípios – está associado a cadeias de conceitos e regras;

h)         Tipo 8: Solução de Problemas – corresponde à elaboração de novos princípios que combinem com outros já absorvidos anteriormente.

            Normalmente, na condução do processo de ensino-aprendizagem, segundo Bordenave (2007), o docente utiliza métodos de ensino e algumas ferramentas didáticas, visando facilitar a aprendizagem:

 

Segundo Paulo Freire (2005 p. 34):

 

“O professor que realmente ensina, quer dizer, que trabalha os conteúdos no quadro da rigorosidade do pensar certo, nega, como falsa a fórmula farisaica do faça o que mando e não o que eu faço. As palavras às quais faltam a força do exemplo, pouco ou quase nada valem. Pensar certo, é fazer certo”.

 

            Vale salientar que a formação crítica pode se apoiar na tecnologia ou no novo como descreve Libâneo (2002, p. 67):

 

“É certo que as práticas docentes recebem o impacto das novas tecnologias da comunicação e da informação, provocando uma reviravolta nos modos mais convencionais de educar e ensinar.  (....) A utilização pedagógica das tecnologias da informação pode trazer efeitos cognitivos relevantes, estes todavia não podem ser atribuídos apenas à tecnologia”. 

 

            Já Perrenoud (2000) observa que, formar para novas tecnologias é formar o julgamento, o senso crítico, o pensamento hipotético e dedutivo, as faculdades de observação e de pesquisa, a imaginação, a capacidade de memorizar e classificar, a leitura e a análise de textos e de imagens, a representação de redes, de procedimentos e de estratégias de comunicação.

 

“É preciso combater a ideia do professor como o único irradiador de conhecimentos apregoado pela educação bancária. O professor ainda é um ser superior que ensina a ignorantes. Isto forma uma consciência bancária. O educando recebe passivamente os conhecimentos, tornando-se um depósito do educador. Educa-se para arquivar o que se deposita. Mas o curioso é que o arquivado é o próprio homem, que perde assim o seu poder de criar, se faz menos homem, é uma peça. O destino do homem deve ser criar e transformar o mundo, sendo sujeito de sua ação” (FREIRE, 1979, p. 38).

 

            Em suma: se faz necessário aos docentes em atuação estimular a inovação tecnológica em sua sala de aula,  na utilização das mídias da Tecnologia da Comunicação e Informação, como também, motivar a pesquisa cientifica como fonte inovadora ao conhecimento.

 

REFERÊNCIAS

 

BORDENAVE, Juan D.; PEREIRA, Adair M. Estratégias de ensino-aprendizagem.28. ed. Petrópolis: Vozes, 2007

FREIRE, Paulo. Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.

__________. Pedagogia da autonomia. 31. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2005.

 

LIBÂNEO, J. C. Adeus professor, adeus professora? novas exigências educacionais e profissão docente. 6. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2002.

MOREIRA, M. A. Teorias de aprendizagem. São Paulo: EPU, 1999.

PERRENOUD, P. 10 Novas competências para ensinar. Porto Alegre: ArtMed Editora, 2000.

PRESSMAN, R. S. Engenharia de software. 6. ed. Porto Alegre: AMGH, 2010.

 

 

 

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