Ariano Suassuna - por Eduardo Garcia

Ariano Suassuna - por Eduardo Garcia

Ariano Suassuna

 

Ariano Vilar Suassuna foi um dramaturgo, romancista, ensaísta e poeta brasileiro. Idealizador do Movimento Armorial e autor de obras como Auto da Compadecida e O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe.

Nasceu em: 16 de junho de 1927, João Pessoa, Paraíba, naquele tempo Cidade da Paraíba,

Faleceu em: 23 de julho de 2014, Recife, Pernambuco

Filho de Cássia Vilar e João Suassuna, então Governador, com a Revolução de 1930, seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937. A partir de 1942 passou a viver no Recife, onde terminou, em 1945, os estudos secundários no Ginásio Pernambucano, no Colégio Americano Batista e no Colégio Osvaldo Cruz. No ano seguinte iniciou a Faculdade de Direito, onde conheceu Hermilo Borba Filho. E, junto com ele, fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol. Em 1948, sua peça Cantam as Harpas de Sião (ou O Desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Os Homens de Barro foi montada no ano seguinte.

Em 1950, formou-se na Faculdade de Direito e recebeu o Prêmio Martins Pena pelo Auto de João da Cruz. Para curar-se de doença pulmonar, viu-se obrigado a mudar-se de novo para Taperoá. Lá escreveu e montou a peça Torturas de um Coração em 1951. Em 1952, volta a residir em Recife. Deste ano a 1956, dedicou-se à advocacia, sem abandonar, porém, a atividade teatral. São desta época O Castigo da Soberba (1953), O Rico Avarento (1954) e o Auto da Compadecida (1955), peça que o projetou em todo o país e que seria considerada, em 1962, por Sábato Magaldi “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”.

Em 1956, abandonou a advocacia para tornar-se professor de Estética na Universidade Federal de Pernambuco, onde se aposentaria em 1994 No ano seguinte foi encenada a sua peça O Casamento Suspeitoso, em São Paulo, pela Cia. Sérgio Cardoso, e O Santo e a Porca; em 1958, foi encenada a sua peça O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna; em 1959, A Pena e a Lei, premiada dez anos depois no Festival Latino-Americano de Teatro.

Auto de João da Cruz, de 1950, recebeu o Prêmio Martins Pena, o aclamado Auto da Compadecida, de 1955, O Santo e a Porca - O Casamento Suspeitoso, de 1957, A Pena e a Lei, de 1959, A Farsa da Boa Preguiça, de 1960, e A Caseira e a Catarina, de 1961. Entre 1951 e 1952, volta a Sousa, para curar-se de uma doença pulmonar. Lá escreveu e montou Torturas de um coração. Em seguida, retorna a Recife, onde, até 1956, dedica-se à advocacia e ao teatro.

Em 1955, Auto da Compadecida o projetou em todo o país. Em 1962, o crítico teatral Sábato Magaldi diria que a peça é "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro". Sua obra mais conhecida, já foi montada exaustivamente por grupos de todo o país, além de ter sido adaptada para a televisão e para o cinema.

Em 1976, defende sua tese de livre-docência, intitulada "A Onça castanha e a Ilha Brasil: uma reflexão sobre a cultura brasileira".

Ariano acredita que: "Você pode escrever sem erros ortográficos, mas ainda escrevendo com uma linguagem coloquial."

Foi secretário de Cultura de Pernambuco (1994-1998) e secretário de Assessoria do

Governador Eduardo Campos até abril de 2014.

Academia Pernambucana de Letras

Em 1993, foi eleito para a cadeira 18 da Academia Pernambucana de Letras, cujo patrono é o escritor Afonso Olindense.

 

Academia Brasileira de Letras

Desde 1990, ocupa a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, cujo patrono é Manuel José de Araújo Porto Alegre, o barão de Santo Ângelo.

Academia Paraibana de Letras

Assumiu a cadeira 35 na Academia Paraibana de Letras em 9 de outubro de 2000, cujo patrono é Raul Campelo Machado, sendo recepcionado pelo acadêmico Joacil de Brito Pereira.

 

O Santo e a Porca 1974  

Esta comédia em três atos, escrita em 1957, traz todas as características do Movimento Armorial, criado por Suassuna.

 

Obras:

 

Uma Mulher Vestida de Sol

1964

 

O Casamento Suspeitoso

1961

 

Almanaque armorial

2008

 

Auto da compadecida

1950

 

A História de Amor de Fernando e Isaura

2007

 

Farsa da boa preguiça

1974

 

Iniciação à estética

1975

 

Seleta em prosa e verso de Ariano Suassuna

1974

 

Romance d' a Pedra do Reino e o Príncipe do sangue do vai-e-volta: romance armorial-popular brasileiro

1972

 

Olavo Bilac e Fernando Pessoa: uma presença brasileira en Mensagem?

1998

 

A pena e a lei

1971

 

Testamento ar hi

­­1999

AUTO DA COMPADECIDA (AUDIOLIVRO): TEMPO DE DURAÇAO - 4 HORAS / FORMATO – MP3

O autor situa a peça no nordeste brasileiro. Conta a história de João Grilo e Chicó, que andam pelas ruas anunciando A Paixão de Cristo, 'o filme mais arretado do mundo'.

 

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ariano_Suassuna

 

Ariano foi o criador do Movimento Armorial, o qual mesclava o popular do folclore pernambucano ao erudito, diversos artistas aderiram ao movimento, entre eles Carlos Alberto Nóbrega.

Por vários anos manteve o Canto de Ariano aos sábados na TV Globo, onde falava e contava casos e histórias da sua vida.

Torcedor fervoroso do Sport Recife e amante do futebol.

Suas aulas espetáculo viajaram o país, sempre prestigiadas de uma plateia numerosa.

Autor de várias peças adaptadas para o teatro, televisão e cinema, como ele disse, antes de conhecer sua esposa Zélia escrevia o trágico, o bem e o amor o fez depois que a conheceu.

Sempre escreveu os seus textos a mão, duas vezes depois os passava através da máquina de escrever para outra folha, e depois de tudo revisado, outra de forma manuscrita para a última folha onde inseria desenhos feitos por ele, nunca usou o computador para escrevê-los.

Sempre o acompanhou o sorriso e o bom humor, quando fora entrevistado certa vez e perguntado sobre a formação de jogadores da base do Náutico, respondeu brincando, se é para perguntar sobre isso não venha à minha casa.

Estava escrevendo o seu último romance que por coincidência houvera terminado a semana passada, em uma entrevista há um tempo dissera, quando terminar o livro acho eu, que a morte vem me buscar, por ironia do destino, aconteceu.

Ele disse numa entrevista a Veja: Estou acabando um romance que é o livro da minha vida. Ele é dedicado a três pessoas: Miguel Arraes, Luiz Inácio Lula da Silva e Eduardo Campos. Eu exercito três gêneros literários: romance, teatro e poesia. Mas sempre fiz isso separadamente. Nessa nova obra, estou tentando fundir o dramaturgo, o romancista e o poeta num só. Por isso a considero como minha obra definitiva.

 

Pesquisa e comentários

Luis Eduardo Garcia Aguiar

 

 

 

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