Arnaldo Teixeira Santos - Entrevistado

Arnaldo Teixeira Santos - Entrevistado

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

 

Arnaldo Teixeira Santos, nome literário de Arnaldo António Teixeira de Oliveira Santos, nasceu a 26 de Fevereiro de 1947, em Santo Tirso (Portugal), onde reside. Como seus gostos principais: leitura, escrita (especialmente poesia), colaborador em dois jornais regionais do seu concelho de Santo Tirso, tendo já colaborado com outros do referido concelho. Como actividades principais: é um dos fundadores do Grupo Coral da Misericórdia local; actualmente, é um dos dirigentes da Universidade Sénior Tirsense; é apresentador de eventos; foi locutor de rádios locais, durante muitos anos (desde as chamadas rádios “piratas”); fez parte do Conjunto Musical ‘Os Amigos da Borga’ (de música popular portuguesa), também do seu concelho. No desporto, praticou atletismo de competição, variante de estrada, a nível popular, de 1984 a 2013 e foi dirigente em três clubes (dois deles acumulando ser atleta na modalidade), também do concelho de Santo Tirso.

 

“Encanta-me a métrica poética, a rima, a sonoridade dos sonetos. Quanto a mim, são o expoente máximo da poesia, quando compostos com todas as regras a que um soneto obriga.”

 

Boa Leitura!

 

Escritor Arnaldo Teixeira Santos é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor, conte-nos o que o motivou a ter gosto pela escrita literária?

Arnaldo Santos - Eu sempre gostei de escrita e desde 1975 que colaboro com jornais regionais. A escrita literária começou em Abril de 2010, depois de ter participado num evento patrocinado pela Câmara Municipal de Santo Tirso, denominado na altura “A Poesia Está Na Rua”, tendo lido poesia de poetas consagrados portugueses. A partir daí, tentei fazer poemas, inicialmente compostos por quadras, mas nos últimos tempos só componho sonetos pois, na poesia, é o que mais gosto de ler e compor.  

 

Soube que seu estilo de escrita preferido é o soneto, que temas você aborda em seus textos literários?

Arnaldo Santos - Abordo vários temas na poesia que componho: especialmente sobre o amor, crítica social do que julgo negativo em Portugal e no mundo, entre outros.

 

Pode nos apresentar um soneto de sua preferência?

Arnaldo Santos - Tenho preferência por muitos mas destaco um, de vários que fazem parte do livro brasileiro “Deitado Em Berço Esplêndido – Antologia em Prosa e Verso”, de 2016, com tema obrigatório sobre corrupção.

       Corrupção generalizada         

       Corrupção, no Brasil e em Portugal

       Está generalizada, pois então,

       Vale tudo, até roubar o irmão

       Pois para esses será tudo legal!

 

      Corrupção é inimiga do Povo

      Corrompe, mesmo, a Democracia

      E o Povo finge que não sabia

      Não vendo, sem ela há mundo novo!

 

      Mesmos erros sempre Povo comete

      Nunca aprendendo a grande lição

      Não distingue o que se lhe promete

 

       Depois, enganado, não terá razão

       Manifestações e greves comete

       Não adianta, o erro foi em vão!

                                                                                                               

Você já participou de várias antologias e colectâneas, qual a participação que mais o cativou, por quê?

Arnaldo Santos - É um pouco difícil responder a esta pergunta, no entanto refiro o livro “Palavras Nossas – Colectânea de Novos Poetas Portugueses”, de 2014, com coordenação do poeta e escritor Miguel Almeida, o principal causador de eu participar em livro de poesia. Também porque a maios parte dos meus poemas que constam no livro, referem-se aos principais motivos de interesse do concelho onde eu nasci e resido.   

 

E com relação aos eventos, qual o momento/evento, que mais marcou, por quê?

Arnaldo Santos - Na literatura, os lançamentos dos livros editados pelo grupo “Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa”, sediado na Póvoa de Varzim, pela sua boa organização e bom gosto, liderada pelo óptimo sonetista José Sepúlveda, um homem excepcional.

 

Tens um horário preferido para escrita, ou costumas escrever a qualquer hora quando surge inspiração?

Arnaldo Santos - Depende da minha inspiração de momento. Mas prefiro, sem dúvida, de manhã, pois tenho a cabeça mais limpa, inspirando-me melhor.

 

Qual o tipo de textos que gostas de ler?

Arnaldo Santos - Gosto da literatura, de uma maneira geral, mas a que gosto mesmo mais é de poesia e, nesta, sonetos. Aprecio muitíssimo os sonetos dos portugueses Luís Vaz de Camões, Manuel Maria Barbosa du Bocage, Florbela Espanca, Antero de Quental, Cesário Verde e dos brasileiros Gregório de Matos, Augusto dos Anjos e Olavo Bilac, de entre outros. Também gosto de ler prosa, especialmente romances hostóricos, história, biografias, saúde. Mas a poesia está sempre em primeiro lugar.

 

O que mais o encanta na leitura deste estilo de escrita literária?

Arnaldo Santos - Encanta-me a métrica poética, a rima, a sonoridade dos sonetos. Quanto a mim, são o expoente máximo da poesia, quando compostos com todas as regras a que um soneto obriga.

 

Quais os seus principais objetivos como escritor, conte-nos pensas em publicar um livro solo?

Arnaldo Santos - Os meus objectivos, é continuar a concorrer a livros de colectâneas e antologias colectivas, fazendo parte actualmente de 25 livros, mas o meu maior sonho é um dia publicar livro a solo.

 

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Arnaldo Teixeira Santos. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Arnaldo Santos - Quem deve agradecer sou eu, por esta honrosa oportunidade que me deram, para ser mais divulgado, também, no país irmão Brasil e nos restantes paíes da lusofonia. A humilde mensagem que deixo, é para que as pessoas da lusofonia se interessem cada vez mais em ler e comprar livros de poesia, pois Portugal e Brasil, por exemplo, sempre tiveram grandes poetas. As pessoas que gostam de poesia, mas ainda não são autores, tentem compor, pois se gostam e têm vontade, está meio caminho andade e, a inspiração, normalmente vem, porque lá diz o ditado: “grande poeta é o povo”. Foi um enorme prazer para mim dar está entrevista. Muito obrigado.  

 

 

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