Brasil - Somos um País democrático? Ou escravos de suas artimanhas? - por Leandro C. Alves

Brasil - Somos um País democrático? Ou escravos de suas artimanhas? - por Leandro C. Alves
Brasil.
 
Somos um país democrático? Ou escravos de suas artimanhas?
 
 
 
Como dizer em orgulho se nós esquecemos nossas histórias?
 
Hoje estamos em luto por um sonho, um orgulho, um desejo de sermos melhores.
 
Melhores em que?
 
Enquanto alguns ganham milhões, a maioria sonha em pequenos momentos de felicidades impostas sobre o lustro dos calçados de alguns atletas que sobrepostos em solados de travas de borracha ou alumínio, em noventa minutos ganham fortunas, mesmo não possuindo nenhum preparo estudantil, acadêmico para usufruir de imensos salários.
 
Como podemos esquecer nossos problemas em frente à TV, ao torcermos por nossa nacionalidade, e deixarmos para trás uma mancha de possível desvio de condutas de nossos representantes e suas corruptelas, que pelo dom da palavra consegue até mesmo ludibriar o mais mestrado doutor das letras.
 
Como dizermos em orgulho, se movidos por uma paixão nacional, esquecemos-nos de momentos de nossa história, que realmente ferem e interferem em nossas famílias?
 
Como dizermos em orgulho, ao chorarmos por um momento transpassado no espaço de quatro anos, e deixarmos por debaixo da soleira de nossas casas, aquela real situação que ferem nossas economias?
 
Engraçado ver na contramão de nossas ideologias de vida e no orgulho por nossa nação, vermos desleixos e enterrados por alguns instantes, o passado e a memória de nossa história. Talvez estas sejam a falha de nós seres humanos, que movidos por um espaço tão curto de tempo e, por uma forte emoção, esquecemos nossos problemas e dificuldades, levando-nos a embriagarmos por esta paixão nacional chamada futebol. Futebol este usado talvez como válvula de escape para os grandes problemas, que como os romanos e gregos da era antiga, impunham a distração das más administrações de época, as arenas, pelo qual os gladiadores morriam para levar prazer a população descontente com o poder tirano.
 
Hoje a população nacional chora por nossa derrota, mas como os antigos romanos esquecem o que realmente atinge nossas casas.
 
Pergunto?
 
Cadê os aspectos da investigação das grandes empresas petrolíferas do país?
 
Cadê a preocupação com as grandes catástrofes naturais que abrange o sul e o norte?
 
Cadê a melhoria do sustento social de nosso país?
 
Cadê os investimentos sociais?
 
Cadê a preocupação pelo nosso povo sofrido e lutador?
 
Não choremos por uma paixão de momento.
 
Devemos erguer nossas cabeças e lembrarmos que no amanhecer do próximo dia, todos nós estaremos envolvidos ainda pela nossa tristeza de derrota nacional, mas em nossa labuta diária sofrida.
 
Porém nossos ilustres representantes estarão desfrutando dos frutos e prazeres que as suas profissões lhes dão.
 
 E nós estaremos lutando embaixo do sol ardente, esvaecendo nosso corpo em um esforço além das nossas condições para sustentarmos quem amamos.
 
A paixão passa, a economia nacional é nossa vizinha de porta, mas nossa família é nossa razão de viver.
 
Enquanto torcíamos e sofremos pela derrota de um esporte, esquecemos-nos de nossa economia, política, saúde e segurança.
 
Povo Brasileiro...
 
Tão amado e tão sofrido...
 
 
 
Por Leandro Campos Alves.
 
 
 
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