Como se diz Eu te amo - por Adriana Freitas

Como se diz Eu te amo - por Adriana Freitas

 

COMO SE DIZ EU TE AMO

 

Hoje em dia os relacionamentos estão cada vez mais efêmeros. As pessoas se confundem, se usam e se jogam fora como peças de supermercado. Os relacionamentos estão cada vez mais sendo vitrines de rede sociais. Pessoas se expõem. Atos de carinhos deixaram de ficar apenas em quatro paredes e se tornaram “selfs” fotográficos.

As palavras perderam as forças. Agora elas são usadas em uma velocidade avassaladora. Os sentimentos deixaram de ser construídos com o passar do tempo. Eles são confundidos com qualquer coisa. Uso as palavras de um amigo. “- Eles estão confundindo dor de barriga com amor”.

O amor nasce aos poucos. No dia a dia. Quando se conhece uma pessoa, quando se conhece os defeitos dessa pessoa. Não são dois dias, dois meses que se dá para ter certeza que se ama uma pessoa. Não falo aqui do amor sanguíneo, familiar. Esse amor eu até acredito que seja a primeira vista, mas o amor de carne não.

A paixão sim. Pode ser imediata. É química. É choque, o encontro das peles. É o cheiro que agrada. O toque bem vindo e esperado. A atração física nasce de um olhar, de um sorriso. A paixão cresce após um beijo bem dado.

Mas o amor... Ai o amor. Ele demora. Ele não vem assim de uma hora pra outra. É verdade que ele não marca hora. Ele nos pega desprevenidos. Em um momento de distração. Mas esse amor de carne que falo. Ele vem depois da atração, depois daquela paixão intensa e avassaladora. Depois que os corpos cansados e satisfeitos já se conhecem e reconhecem todos os caminhos que agrada o outro.

O amor nasce na rotina. Naquele cabelo assanhado. No olho inchado, no hálito matinal. É quando nenhum defeito é capaz de diminuir o sentimento e admiração pelo outro. Dizer eu te amo é muito fácil. São apenas três palavras. Sentir esse amor é que demora mais.

Todo início de relacionamento as pessoas tendem a se doar. A querer dar o melhor de si. Querem agradar. É natural. Querem conquistar aquele ser desejado. Nada mais que justo. Mas por que com o passar do tempo às pessoas começam a questionar o comportamento do outro e até julgar as suas “mudanças”?

Não somos nós que mudamos. Não são os outros que mudaram. As máscaras apenas caíram. O ser já está conquistado. Ou se acredita nisso. As pessoas tendem a relaxar. O esforço em agradar já não se faz tão necessário. As brigas começam a aparecer. As diferenças surgem. O que era engraçado ou sem importância pode passar a incomodar.

E o que falar? O amor acabou? Talvez ele nunca tenha existido. A paixão sim. Esteve presente. Mas ela tem data de validade. Um dia passa. Um dia acaba. E todo aquele furor. Toda aquela intensidade navega em calmaria. Já não tem mais a emoção, já não tem mais o frio na barriga. E o que se faz em uma hora dessas? Bom é aí que o amor pode surgir. Ou ele começa a nascer aí. Ou ele morre antes de dar o primeiro suspiro.

 

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