Conceição Oliveira - Colunista

Conceição Oliveira - Colunista

Conceição Maia Rocha de Oliveira nasceu e reside em Aveiro, Portugal.

Depois de concluir o curso da Escola Industrial e Comercial de Aveiro (Formação Feminina) graduou-se pela Escola do Magistério Primário.

Estudou na Alliance Française, Aveiro/Coimbra, “Diplôme de Langue Française” e “Diplôme Pratique De Langue Française”.

Prosseguiu estudos tendo concluiu, em Aveiro (Esc. Sec. José Estevão e Dr. Homem Cristo) o curso complementar dos Liceus, e o 12º, área de Humanísticas.

Ingressou na Faculdade de Letras em Coimbra, frequentou e concluiu cadeiras do 1º Ano do curso de Línguas e Literaturas Modernas, Português/Francês.

Licenciou-se nessa mesma área – Via Ensino, pela Universidade de Aveiro.

Exerceu docência (em vários graus de ensino) cerca de 38 anos. Aposentou-se da Escola Secundária Dr. Mário Sacramento, em Aveiro, em 2010.

Participou em diversas publicações de “Jornal de Escola” e colaborou, graciosamente, (mensalmente, durante oito anos), na publicação de uma Crónica/Artigo de Opinião, no Boletim Informativo da Freguesia de S. Bernardo, Aveiro.

 

Atualmente, dedica-se à escrita, tertúlia poética e pintura, participando e colaborando, sempre que possível, em atos culturais e/ou de solidariedade.

Frequenta aulas de recuperação e aperfeiçoamento de Artes Plásticas no Porto (Árvore - Cooperativa de Atividades Artísticas, CRL).

Participa, sempre que tem oportunidade, em Escritas Criativas e Concursos Literários.

 

é ASSOCIADA ou MEMBRO  de diversas Associações, Agremiações, Academias.

 

Na área da Literatura recebeu Prémios, Menções honrosas, Comendas e Destaques, Homenagens de Mérito literário, Nomeações culturais de nível internacional.

 

PARTICIPAÇÕES culturais em eventos literários; Tertúlias Poéticas/literárias; Apresentou obras poéticas,  e foi Membro de júri em concursos literários.

 

LITERATURA – PUBLICAÇÔES:

LABIRINTO DE PALAVRAS – Poesia – Editora Temas Originais Maio, 2012.

TEMPO SEM HORAS – Contos - Editora Vieira da Silva, Dezembro, 2013

Da Raiz (transparências) – Poesia – Palimage- Terra ocre, Edições, Dezembro, 2014;

Para breve um conto Infanto/Juvenil (em Fase de ilustração)

 

É coautora em variadíssimas Antologias/Coletâneas, Agendas Culturais, Revistas Literárias, em Portugal (algumas com extensão aos países da lusofonia, Angola, e Moçambique) assim como no Brasil.

 

Publica em páginas virtuais coletivas e, individualmente, nas suas próprias.

Tem publicações de poemas em Ebooks.Net (Página Virtual) nas Antologias “LOGOS” da Fénix.

 

Na Área da PINTURA já expôs individualmente e participa (regularmente) em Exposições Coletivas a nível Nacional e Internacional, agregada às Associações de que faz parte.

 

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Arte de apresentação da escritora
 

 

 

Conceição Oliveira - Colunista

Tempo, tempo... - por Conçeição Oliveira

Tempo, tempo… Fui com o vento na chuva persistente…                            Regresso na brisa de maio e aspiro o pólen de todas as pétalas…   Às vezes uma...

Dizer da saudade que se alonga - por Conceição Oliveira

In “Paradigmas -  Poesia“ Coletânea Edições Colibri, 2016   Dizer da saudade que se alonga escutar o nome da morte dor eternizada presente  cravada tangente aves rasando o céu prolongando asas na liberdade que nos falta.   Dizer da ausência pedra arremessada ao vento os...

Fechemos o olhar - por Conceição Oliveira

In “Paradigmas -  Poesia“ Coletânea Edições Colibri, 2016   Fechemos o olhar, deixemos que as gaivotas penetrem o grito em nós. Então, a terra ocre será leve na hora do crepúsculo entontecendo.   Sorvamos os salpicos das nuvens e olhemos as imagens esfumando-se sob o...

Inquietações - por Conceição Oliveira

Inquietações   Convoquei os deuses adormecidos à beira de um rio seco. Perdidas as harpas as flautas (num quase torpor de morte) pairavam sobre a contemplação de glórias passadas. Sem fonte que regue o meu canto, sem rumo e já sem forças de escarpas é o caminho apenas...

Separação - por Conceição Oliveira

Separação   Gastam-se os gestos em patéticos acenos e vítreas lágrimas escorrem sobre a nudez dos corpos em flutuações lancinantes de delírios sofridos.   Sabe-se que o amor está preso apenas por um fio nos órfãos.   Na...

Azul Grécia - por Conceição Oliveira

Azul Grécia   O vento cerca o mar e retira dele o azul. Depois atira-o às aves que pintam o céu de gritos para que possam retomar o caminho de volta.   A cor desce sobre a casa caiada em danças gregas.   E a casa porta carcomida mergulha na ombreira da orla azul.   Faz doer os...

Crepúsculo matinal - por Conceição Oliveira

Excertos do livro – Da Raiz (transparências) Crepúsculo matinal   Ferida a noite volatiliza-se despertando na aurora montanhosa pensamentos claros, empedernidos vida breve e vertiginosa.   Parca de sol, plena de interrogações a manhã aguarela sombria onde não cabe o prateado...

Há um tempo... p'ra tudo - por Conceição Oliveira

Há um tempo…p’ra tudo   Até para não pensar. Gosto de pensamentos líquidos e oblíquos que se atravessam no meu caminho e me sacodem a letargia mofada. Até ao infinito das notas musicais. A alma recria.   Há um tempo… um tempo para tudo.   Às vezes não penso. Faz-me falta não...

Raízes - por Conceição Oliveira

Excertos do livro – Da Raiz (transparências)   Raízes   Caminhando sobre a areia, num desses dias apagados em manto de nevoeiro elevo meu pensamento à dimensão do voo que me circunda. Batendo asas, levemente, a gaivota soletra pios no corte da cinza.   Ouço-a e olho-a tomo-lhe o rumo...

Despedida - por Conceição Oliveira

DESPEDIDA   Mãe, A vida acontecia e o fogo sumia…   No teu rosto já não há o cansaço da casa, do tempo, da melancolia gravada em luz de prata.   Esgotaram-se as meias cerzidas ao serão, esvaiu-se nas palavras fiadas em silêncios pela noite engolidas nas horas duras a guerrilheira que...

Mãe - por Conceição Oliveira

MÃE   Deixa-me pousar o corpo Cansado Sofrido E parado No teu regaço Adormecido No teu colo macio Onde pernoitei Em dilúvios tormentosos E frios.   Deixa-me repousar os olhos Nesse teu rosto amargo Máscara do não amor Mostrado No cansaço dos dias Em que não vieste.   E, nos sulcos...

Mensagem - por Conceição Oliveira

MENSAGEM   Em que mãos, chão, hemisfério ou simples pedra, O grito acordarei.   O mar, o céu – silenciosas testemunhas – e o papel onde rabisco este versos.   O sol grelhando a carne tenra. Como tantos outros, afundaremos.   Sou réu de um país em chamas, clamo justiça, peço...

Ao Outono Declinante - por Conceição Oliveira

AO OUTONO DECLINANTE   Tímido oblíquo um pouco mais tarde, agora circunda toda a terra  numa sofreguidão de luz. Vertiginosamente, completa o ciclo diurno. Mostra pujança a última. Sofrido, antes que a chuva antes que a cinza  e o breu se diluam em seu ventre acomodando-se...

Tontura Visual - por Conceição Oliveira

TONTURA VISUAL   Incendiado O azur prepara o fim de tarde…   Tudo tem fim. Tudo tem começo.   Crepúsculo, olhos rasos de amarelo, Receptáculo Do anoitecer… Nesta ausência de mim…   As borboletas, outras, Escondidas sob a folhagem escaldante, Simbolizam a volatilidade da...

Minha Terra, meu sal, minha Água… por Conceição Oliveira

Minha Terra, meu sal, minha Água…   Talábriga, Aviarium, Averium, Aveyro… “Suis terras in Alauario et Salinas”   Abraço longínquo perdido na bruma Onde se cruzam águas e terras que meus olhos emolduram Em laços de arco-íris, rasos de aves, manto branco, serras… Ah…minha Ria, meu mar,...

A um poeta - Joaquim Pessoa - por Conceição Oliveira

A um poeta (Joaquim Pessoa)   Todas as flores geradas em noites orvalhadas Primaveris Te pertencem.   São tuas as águas perfumadas Escorrendo acácias Telhados E pilares firmes  Para te devolverem odores Tão fortes Correndo céleres Em nossos corações.   Como poderosos vocábulos...

Homenagem a Cecília Meireles - por Conceição Oliveira

Conceição Oliveira In, VENTOS do NORTE (Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa) Antologia Poética III – MOSAICO de Palavras editora, 2016   (A Cecília Meireles)   “Tu és como o rosto das rosas: Diferente em cada pétala.”   Cecília Meireles, In O instante existe - De Viagem- arte plural...

Sangro-me - por Conceição Oliveira

Sangro-me esvaio-me e morro nas palavras que me atravessam a garganta a alma e a língua nua de prisões.   Sorvo da poesia todos os cantos; o mais terno o mais mordaz o mais acutilante.   Perseguem-me lobos famintos e eu sobrevivo à censura como quem arrecada a última gota de...

Tempo, tempo... - por Conceição Oliveira

Tempo, tempo… Fui com o vento na chuva persistente…   Regresso na brisa de Maio e aspiro o pólen de todas as pétalas…   Às vezes uma flor a ave mais próxima o verde, ah, o verde sopra baixinho...

Dizer da saudade que se alonga - por Conceição Oliveira

Dizer da saudade que se alonga escutar o nome da morte dor eternizada presente cravada tangente aves rasando o céu prolongando asas na liberdade que nos falta.   Dizer da ausência pedra arremessada ao vento os estilhaços no peito ferido aberto ao tempo.   Dizer silêncios diluídos na...

Fechemos o olhar - por Conceição Oliveira

Fechemos o olhar, deixemos que as gaivotas penetrem o grito em nós. então, a terra ocre será leve na hora do crepúsculo entontecendo.   Sorvamos os salpicos das nuvens e olhemos as imagens esfumando-se sob o “azur” silenciosas porque ténue é a lembrança dos dias felizes.   Fruamos cada...

Se pudesse escrever... - por Conceição Oliveira

SE PUDESSE ESCREVER…   Ah…se pudesse escrever nos fios do tempo Nas margens do cálice bebendo sorrisos Na água límpida da fonte e no fundo Do mar revolto ao vento…   Ah, se pudesse, Escreveria pétalas de rosa, trigais maduros Emprestaria às palavras o meu ser, Às asas das andorinhas o...

Outono - por Conceição Oliveira

OUTONO   Morro. Dentro da casca de uma árvore que se despe ao Outono. Dentro das palavras inquietas cozinhadas em lume brando surgido o tempo da podridão. Longas as noites. Morro. Morro sempre, nas palavras de Novembro sombras de mortos intenso cheiro a pólen. Crisântemos. Morro em casa um...

Noite africana - por Conceição Oliveira

Noite africana   Quente, quente a noite deixa cair a máscara e cobre as copas das árvores onde as aves depositam o seu dia.   Depois, insinua-se ao vento tropical absorve o som dos tambores expande a morna a coladera o Funaná.   E dança.   Mil cores mil imagens se contorcendo...

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