É muito difícil dizer não - por Téia Camargo

É muito difícil dizer não - por Téia Camargo

É MUITO DIFÍCIL DIZER NÃO?

 

Excluindo o não pedagógico, aquele que usamos para evitar que as crianças façam coisas erradas ou perigosas ou para impedir que o cachorro suba no sofá ou roa os móveis, esta palavra curtinha, este advérbio de negação imperativo, pode se tornar um enorme problema em nossa vida ou, pior, transformar nossa vida num enorme problema.

 

É muito difícil dizer não? Depende de como, onde, porque ou para quem, não é mesmo?

 

Quantas vezes deixamos de expressar nossa verdadeira vontade ou satisfazer nosso real desejo apenas para sermos legais e agradáveis atendendo a um pedido descabido, uma solicitação sem propósito e logo em seguida sofremos de arrependimento, pois, no íntimo, queríamos ter dito não.

 

E por que agimos assim, nos autoagredindo, nos violentando, adotando uma atitude covarde e desrespeitosa em relação a nós mesmos? Para evitarmos constrangimento? Para não enfrentarmos uma briga, uma desavença? Para não sermos taxados de chatos? Para conquistarmos a simpatia do outro, do grupo?

 

Esse não, quase sempre visto com antipatia e repulsa, pode ser benéfico e nos ajudar a impor limites, a recusar pedidos que estejam além de nossa capacidade, a declinarmos de convites indesejados e assim nos permitir viver com maior coerência e menos peso nas costas e na consciência.

 

Quem muito “engole sapo” pode ter uma bela indigestão.

 

Aceitar tudo, acatar todas as solicitações, aturar coisas desagradáveis, sempre, o tempo todo, a toda hora, sem se permitir negar nunca, sobrecarrega o corpo, abate o ânimo, produz estresse, cansa, chateia e no final das contas, de quem é a culpa? Ah! Você sabe a resposta, não sabe? Pois é: de nossa incapacidade de nos posicionarmos com firmeza, de não agirmos em sintonia com aquilo que efetivamente queremos, acreditamos, podemos e concordamos.

 

Ser bonzinho(a) não significa ser bobinho(a)!

 

Quem deve sentir vergonha, constrangimento, medo da crítica, temor de ser mal entendido, é quem elabora uma proposta indecorosa e não aquele que recusa a se submeter ao “assédio”.

 

É muito bom e louvável sermos colaborativos, solidários, generosos, prestativos, etc e tal. Vivemos em sociedade e como tal, devemos nos preocupar com o próximo, com a coletividade.

 

Como bem disse o poeta John Donne: “nenhum homem é uma ilha isolada” e como parte desse todo, é necessário que convivamos em paz com a família, os amigos, a vizinhança, a natureza e o planeta sem, contudo, nos esquecermos de proteger nossa autoestima.

 

Afinal, só conseguiremos estar em harmonia com o outro, se estivermos em harmonia com nós mesmos.

 

Por Téia Camargo

 

25/04/15

 

LINK PARA ACESSO AO BLOG ONDE FOI PUBLICADO O TEXTO: http://blogfv.com.br/e-muito-dificil-dizer-nao/

 

 
 
 

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