Encontros - por Paulina Rodrigues

Encontros - por Paulina Rodrigues

ENCONTROS

 

Lembro-me de quando entrastes na varanda de minha casa

O Céu estava turvo e a tarde já declinava!

 

Você parecia-me cansado, pois viestes de longe

Mas estava animado e segurando uma bolsa de cor bege

 

À noite e seu cobertor negro abraçou com ternura a mãe terra

A lua se escondeu, a noite foi ficando mais longa

Não acendi todas as luzes e nós ficamos na penumbra

 

Não acender todas as luzes naquela noite

Talvez a você soasse um tanto estranho

Mas o que você não imaginava

Era que a luz no momento incomodava os meus olhos tristonhos

 

Convidei-te a entrar e você aceitou

Sentando-se em um tamborete ali você me contou

 

Que era de poesia um escrevinhador

Que escrevia de tudo um pouco

Que viajava nas asas dos ventos

Que se achava um escritor muito louco

 

Falou-me de suas Obras de Artes, de sua exposição

Falou-me dos filhos e filhas e de sua separação

 

Continuou o seu relato com verdade

Falou-me que não morava na cidade e sim um pouco distante, mas que sabia muito bem transformar o difícil em simplicidade

 

Pediu-me que contasse um pouco sobre mim

O que eu gostava de fazer

Foi difícil até meditar

No que eu tinha que te responder

 

Tentei responder-te com a maior educação e esclarecimento

Que no momento não estava lendo e escrevendo

Pois nada era produzido em meus pensamentos

 

Disse-lhe que eu era escritora de música, contos e poesia

Mas que inspiração e desejo para escrever no momento não havia

 

Nós percebemos que falávamos a mesma língua

Que teríamos que dá e beber dessa mesma água e da mesma cacimba

Chegou à hora de você partir

Então marcamos nosso próximo encontro de escritores

 E mostraremos um para o outro a nossa literatura arrojada

Com gosto de mel e cheiro de flores

 

Em uma mesa da praça colocamos os nossos tesouros

Cumprimentamo-nos com um abraço

E sentamo-nos um de frente para o outro

 

Ali começava a nossa exposição de poesias variadas

Poesias que revelara muitas coisas que passamos no decorrer de nossas vidas

 

Você logo percebeu que eu estava a tremer de frio

Ofereceu-me seu agasalho, eu te achei muito gentil

 

Como o relógio não pára

O tempo passa

O mundo gira

Chegou a hora de nos despedir

Cheios de saudades irmos embora

 

Nós tínhamos com toda certeza

Que tudo que conversávamos iria ficar eternizado em nossa lembrança

Parecia uma eternidade

Mas até que em fim voltamos a nos encontrar

Foi de minha escolha nos encontrar no mesmo lugar

 

Quando você chegou, eu já estava com algumas de minhas filhas a te esperar

Você logo chegou trazendo suas meninas bem comportadas para com as minhas brincar

 

Nossa alegria era grande

Ao vê-las ali se divertir

Nossa atenção a elas eram dobradas

Para de nossos olhos nenhuma delas sumir

 

Ficávamos felizes em vê-las conversar

Sorrir, correr naquela manhã ensolarada

Mas o relógio fez questão de ser responsável

Lembrando-nos que, o nosso tempo já havia encerrado

Reunimos nossas filhas e voltamos cada um para o seu lado!

 

 Paulina Rodrigues

 

 

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