Ensaio sobre a terceira Guerra Mundial - por Emerson César

Ensaio sobre a terceira Guerra Mundial - por Emerson  César

ENSAIO SOBRE A 3ª GUERRA MUNDIAL

 

Na segunda década do século XXI, várias nações ao redor do globo irrompem em crises econômicas e conflitos político-militares decorrentes da erosão do Sistema Capitalista de super produção e hiper consumismo. O Sistema está ruindo, todavia, irá arrastar tudo e todos em sua queda. Em todos os continentes trabalhadores estão em greve e se organizam em centenas de manifestações, quase sempre transformadas em batalhas campais contra a Polícia e as forças de segurança do Estado. Legiões de desempregados ou batalhões de estudantes tomam ruas e praças contra governos corruptos e a classe dominante, especialmente contra as grandes instituições financeiras e mega corporações multinacionais que dominam a política e a economia mundial. Bancos são invadidos e queimados, centenas de manifestantes são mortos, milhares presos. A concentração da riqueza no planeta e a consequente desigualdade social infligida pelo 1% mais rico aos 99% mais pobres são reveladas e uma transformação radical na estrutura econômica, política e social do mundo é reivindicada nas ruas. A escassez dos recursos naturais provocada pela superexploração do meio ambiente torna-se um problema tão grave quanto os constantes desastres e cataclismos frutos do desequilíbrio climático e do aquecimento global. Esses fenômenos já não podem ser atribuídos à outra causa senão a ação do homem. A pobreza e a miséria se ampliam no planeta, assim como a revolta e a violência.

No Oriente Médio, inicia-se a maior guerra deste século, com reflexos em todos os continentes. Numa tranqüila tarde de primavera em Tel Aviv, em Israel, uma bomba explode numa escola primária para crianças judias. Trinta e sete crianças e cinco professores morrem no atentado, outras quarenta pessoas saem feridas. A repercussão na imprensa mundial é imediata e em poucas horas o Governo israelense anuncia ter encontrado provas incontestáveis de que o massacre teria sido executado pelo grupo palestino Hamas, com apoio logístico e financeiro do Irã. Ambos negam veementemente envolvimento no massacre, porém, Israel declara guerra contra o Irã, Líbano, Egito e Cisjordânia, todos acusados de apoiar e manter guerrilheiros do Hamas em seus territórios. Suspeitas de que o ataque à escola tenha sido perpetrado pela Mossad (serviço secreto israelense) num ataque de “falsa bandeira” ganha repercussão na internet e nas redes sociais. A ONU condena a declaração de guerra por alegar que as provas apresentadas por Israel não são conclusivas, mas é irrelevante. Israel inicia o bombardeio aos países inimigos, contando com o apoio dos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e França. A comunidade muçulmana na Europa toma às ruas em protesto e a violência civil se instaura no velho continente. Ao lado de manifestações pacíficas pedindo paz e respeito às leis e tratados internacionais, surgem violentos grupos e facções neonazistas e anti-semitas. Na Grécia, Itália e Ucrânia estes grupos fascistas aproveitam a crise para atacar a população judia residente em seus países. Bárbaros assassinatos e pilhagens em comunidades judias tornam-se freqüentes.

No mundo árabe, quase todos os países são governados por ditadores e pseudo-democratas serviçais à Casa Branca, no entanto, suas populações de maioria muçulmana veem no ataque de Israel contra o Irã uma declaração de guerra contra todos os “filhos de Alá” e exigem dos seus governos que entrem no conflito contra os infiéis. A pressão popular é tão grande que os ditadores temem uma nova “Primavera Árabe”. Assim, contrariando as pretensões de Israel e EUA, vários países ora aliados do ocidente se viram contra os primeiros e declaram guerra contra os “infiéis”. A guerra se expande até as fronteiras da China e Rússia que são pressionados por seus aliados no Oriente Médio a entrar no conflito. Eles hesitam, temendo que uma guerra entre as superpotências provoque um holocausto nuclear, contudo, enviam armas e dinheiro em grande quantidade para o Irã e seus aliados na região. Quem não hesita é o governo da Coréia do Norte. A partir do vazamento pelo site Wikileaks de documentos secretos entre diplomatas norte-americanos e israelenses que insinuavam ser Pyongyang o próximo alvo do Ocidente, a Coréia do Norte resolve tomar a iniciativa e declara guerra contra os EUA, Israel e, logo abaixo de sua fronteira, à Coréia do Sul. Mísseis são disparados contra Seul, forçando os EUA a enviarem tropas e navios de guerra para apoiar seu principal aliado na região. A China envia armas e suprimentos para os norte-coreanos. Armas nucleares estão à postos e prontas para serem disparadas seja na Califórnia, no Cáucaso ou nas proximidades de Pequim.


Já no continente africano, vários países marcados pelo fundamentalismo religioso irrompem em crises e conflitos internos. Famílias, tribos e comunidades inteiras de crença judaico-cristã são enforcadas ou degoladas por grupos muçulmanos fundamentalistas. Em outras regiões, famílias, tribos e comunidades inteiras de crença muçulmana são queimadas vivas por grupos cristãos extremistas. O ódio contra os “infiéis” rende massacres em todas as crenças.

Do outro lado do Atlântico, a América está dividida politicamente. México, Canadá, Panamá, Colômbia e Paraguai se inclinam a favor dos EUA e seus aliados, mas, por enquanto, evitam falar em apoio militar ou financeiro. Equador, Cuba, Bolívia, Venezuela, Uruguai, Chile repudiam a ofensiva norte-americana e israelense, mas também evitam falar em apoio militar e financeiro ao Irã ou seus aliados. A Argentina reforça sua frota naval próximo às Ilhas Falklands, há rumores de que a Casa Rosada pretende aproveitar o conflito para invadir e reaver seu antigo território tomado pela Inglaterra durante a Guerra das Malvinas na década de 1980. Entre todas as nações sul americanas o Brasil adquire importância estratégica e decisiva, sendo a maior potência militar e econômica da região. Assumindo neutralidade, Brasília evita que interesses divergentes levem os países do continente a declararem guerra entre si. Nenhum país da região quer ter o Brasil como inimigo militar. No entanto, Brasília é fortemente pressionada pela Casa Branca por um lado e do outro, pelos seus parceiros econômicos do BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul). Todos sabem da importância brasileira na geopolítica mundial e se esforçam para trazer o gigante sul americano para seu respectivo lado na Guerra.

Os olhos e armas do mundo estão voltados para o Brasil. E agora?

 

Fonte e imagem: http://dragaourbano.com.br/ensaio-sobre-a-3a-guerra-mundial/

 

 

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