Era uma vez... O amor morreu... - por Simone Guerra

Era uma vez... O amor morreu... - por Simone Guerra

Era uma vez.... O amor morreu.... 

 

por Simone Guerra

 

Morreu pela ausência do cuidado, do afeto, do carinho, da compreensão, da atenção, da amizade, da caridade e da paixão.

O amor foi embora devagarzinho da casa de Dona Mariana, permitindo que a violência diária, o desrespeito de um pelo outro, e a indiferença do marido por ela, estivessem partindo em doses graduais. Foi definhando a passos lentos até não suportar mais tanto descaso e desolação.

 

Deixou à margem do fracasso, a vida de Vívian, mulher dedicada, exemplo de mãe e solidariedade, mas o alcoolismo do seu parceiro e a submissão por parte dela, foi-se desmoronando aos poucos aquele aconchego de lar.

 

O amor foi solitário ao partir da casa de Mariella, uma jovem que amava voraz seu noivo Marcos e que mantinha um relacionamento de seis anos. As traições já eram constantes na relação por parte dele, sempre a trocava por qualquer boa balada ou até mesmo pelas amigas mais próximas dela. E, um dia, a mãe da menina o flagrou. Aquele sentimento partiu solenemente, e machucou a vida daquela jovem de apenas vinte e três anos de idade. Foi uma morte traumatizante, mas partiu, e foi melhor assim, hoje ela aprendeu a lição e vive feliz.

 

Partiu de súbito e deixou a vida de Mariana uma devastação total, ela ficou louquinha da silva. O amor tirou dela seu filho único, enveredado pelo caminho das drogas, ele amanheceu morto em uma manhã de sábado, na esquina que subia para a sua casa. Coitada daquela mulher, aos poucos, a demência foi dando lugar a razão. Hoje ela nem mais sabe sobre sua própria existência e morreu Dona Vicentina de Vila da Penha

 

O amor morreu para Joaquim, homem trabalhador, honesto e sincero. Sua amante Sandra decidiu deixá-lo pelo amor de Pedro, cujo este além de todas as qualidades de Joaquim, também tinha muito dinheiro. Acabou aquele nobre trabalhador amargando toda sua vida, sozinho. Tinha os mesmos costumes todos os dias: do trabalho para casa, de casa para o trabalho. Vida enfadonha!

 

Morreu o amor de Gabriel por Alícia, quando ele descobriu que ela precisava partir para prosseguir sua vida, estudar mais e tentar um emprego melhor. A separação pela distância, fez daquele rapaz, um homem maduro descrente e ressentido. Não amava mais, ficou vazio, não tinha alegria, e muito menos paz.

 

O amor morreu também na Rua Imperatriz do Brasil, lá mora Gabriela, ela vive presa naquele apartamento com medo do mundo e da vida. Ela tem crises diárias de pânico, e a depressão nunca mais a deixou, desde a partida de Leandro, seu marido fiel de muitos anos, que teve um ataque cardíaco fulminante. Ela entregou-se por completo ao medo de ficar sozinha e a da falta de coragem para prosseguir com sua vida sem o seu grande amor, parte de sua vida.

 

Na casa de Jane, o amor faleceu lentamente, foram muitos os anos para enterrá-lo, para constatar realmente que havia morrido de fato. Morreu de tantas brigas, discussões, agressões verbais e desconfianças. Ela sofria por perseguir e desconfiar tanto do seu noivo, o Álvaro. Trabalhador muito dedicado, mas que não tinha muito tempo para sua noiva. Quando ele chegava em casa, sempre começava o interrogatório sobre o dia, e em instantes tudo acabava em um inferno, até que Álvaro partiu para sempre, e foi para o aconchego de Zilda.

 

O amor morreu para Luíza, Fátima, Cléo, Benedito, Pedro e Tomás, cada um com suas próprias histórias... E continuará morrendo pela falta de compreensão, honestidade, entrega e dedicação.

Era uma vez... O amor morreu... Morreu? E, às vezes, quando ressuscita faz de nós uma nova vida, um novo recomeço, um martírio, mais uma dor, e muitos outros sonhos... Talvez nem Freud possa explicar. Shakespeare morreu também? Será? E o amor verdadeiro morre?

 

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