Ernani Lemos - Entrevistado

Ernani Lemos - Entrevistado

por Shirley M. Cavalcante (SMC)

 

Nome: Ernani Lemos    Cidade: Londres (nascido em São Paulo)   País: Reino Unido (nascido no Brasil)

 

Comecei a trabalhar com Comunicação Social aos 15 anos de idade, na TV Globo em São Paulo. Foi o meu primeiro emprego. Depois de me formar em jornalismo, pela Universidade Anhembi Morumbi, e passar por diversos cargos e funções na empresa, um dia arrumei as malas e virei imigrante. Morei inicialmente na Irlanda, onde trabalhei como correspondente para diversos veículos do Brasil e me mudei para Londres em 2011. Aqui, fui convidado a cuidar da produção de jornalismo do escritório local da TV Globo. As coberturas mais marcantes das quais participei foram o Conclave que elegeu o Papa Francisco, os Jogos Olímpicos de Londres e os atentados ao jornal Charlie Hebdo, em Paris. Onze Semanas é o meu primeiro romance.

 

“O que eu diria para qualquer leitor de qualquer livro é: escreva de volta para os autores que você leu! O livro é uma ligação profunda entre duas pessoas e nada é tão gratificante para um escritor quanto saber que existe no mundo mais alguém conectado a ele por meio de uma história.”

 

Boa Leitura!

 

Divulga Escritor - Escritor Ernani Lemos é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor, conte-nos em que momento pensou em escrever o seu livro “Onze Semanas”?

Ernani Lemos - Obrigado pelo convite. A data exata eu jamais recordaria, mas sempre soube que escreveria um romance e tenho desde muito tempo como tema favorito a relação entre mães e filhas. Cresci rodeado por duas irmãs e uma mãe que, na incapacidade de lidar com todo o amor que sentiam umas pelas outras, brigavam muito entre si e passavam longos períodos sem se falar. Também tive a oportunidade de ouvir inúmeras amigas, muitas já com seus próprios filhos no mundo, que não conseguem manter uma paz duradoura no relacionamento com suas mães. O livro não é de forma nenhuma uma apropriação das histórias dessas mulheres - é apenas uma ficção que dá voz ao meu ponto de vista sobre um fato comum a todos esses conflitos.

 

Divulga Escritor - Quais os principais desafios para a construção do enredo que compõe a obra?

Ernani Lemos - O grande desafio foi registrar de forma compreensível duas histórias profundamente interligadas e ao mesmo tempo completamente distintas. Muita gente acha que Onze Semanas é um livro sobre a filha Meg, enquanto outras acreditam ser sobre a mãe Claudia. Eu tenho aqui a minha própria opinião sobre qual das duas é mais importante no enredo, mas a verdade inquestionável é que trata-se de uma história única com duas protagonistas de igual peso. O outro grande desafio foi lidar com temas graves sem deixar o livro ficar pesado. As pessoas choram ao ler, mas riem também. A vida real é assim, né?

 

Divulga Escritor - De que forma estes desafios foram superados?

Ernani Lemos - No caso das duas personagens, o que aconteceu foi que em determinado ponto eu tive que me dividir como escritor de dois livros. Passei dias sendo apenas Claudia. Todas as partes mais reveladoras do fim da história foram escritas dessa forma, em sequência. Eu dormia e acordava pensando como pensaria aquela mãe atormentada. O mesmo aconteceu com grandes trechos sobre Meg. Eu me mudei para a pele dela e tentei enxergar o mundo com os olhos daquela jovem. Cheguei a ter raiva de Claudia, porque consegui me desligar da verdade maior da história e passei a ver os acontecimentos apenas do ponto de vista incompleto e preconceituoso da filha. Em relação a aliviar o peso do drama, os personagens me ajudaram. Eles divertiram-se naturalmente em muitas situações e eu só precisei deixar que falassem pelos meus dedos.

 

Divulga Escritor - Escritor Ernani, o que mais o encanta em “Onze Semanas”?

Ernani Lemos - A simplicidade. Escrevi o livro da mesma forma que escrevo um email para a minha mãe ou para um amigo. Eu poderia ter seguido a linguagem elaborada que tanto admiro em muitos grandes escritores, mas evitei isso por dois motivos. Em primeiro lugar porque não sou um grande escritor. O anonimato tem suas vantagens e uma delas é a liberdade. A outra razão é um costume profissional. Como jornalista, meu principal objetivo diário é passar uma mensagem que as pessoas entendam. Quanto mais simples, melhor.

 

Divulga Escritor - Claúdia, um dos principais personagens da obra, que com seus traumas, tenta vencer o medo, superar obstáculos, conte-nos qual a mensagem que você quer transmitir ao leitor, através de Claúdia?

Ernani Lemos - Essa é um pouco difícil de responder sem estragar as surpresas do livro, mas vou tentar. O resumo da mensagem de Claudia é: cada pessoa tem suas razões, muitas vezes traumáticas, para fazer tudo o que faz; e o restante de nós não se esforça o suficiente para entender.

 

Divulga Escritor - A leitura de “Onze Semanas” nos leva a refletir, impulsionando a novas experiências através da história de cada personagem que compõe o enredo, conte-nos, onde podemos comprar o seu livro? 

Ernani Lemos - Obrigado! Toda vez que algum leitor confessa ter sido levado a refletir, sinto que cumpri o meu objetivo. Quem ainda não teve essa experiência e gostaria, pode encontrar o livro no site da editora Chiado, em Portugal; ou, no Brasil, na página da Livraria Cultura:

https://www.chiadoeditora.com/livraria/onze-semanas

http://www.livrariacultura.com.br/p/onze-semanas-46056806

 

Divulga Escritor - Quais os seus principais objetivos como escritor?

Ernani Lemos - Confesso que não me levo muito a sério como escritor. Não tenho grandes objetivos. Escrever é um passatempo, é a coisa que faço na maior parte das minhas horas livres. Eu deixo de ir ao pub com os amigos ou de assistir a uma partida de futebol para poder terminar uma crônica ou o capítulo de um romance. Acordo de madrugada ansioso por registrar alguma ideia que na hora me parece boa. Se quem escreve precisa ter um objetivo, o único que me parece razoável é ser lido. Isso me deixa muito feliz, mesmo que a única leitora seja a minha esposa.

 

Divulga Escritor - Como você vê o mercado literário Nacional?

Ernani Lemos - O português ou o brasileiro? Posso pular essa pergunta? Meu gosto pelas palavras teve muita influência de autores clássicos e contemporâneos dos dois países. A lista ia de Marcos Rey a Camilo Castelo Branco. As revistas em quadrinhos também me ajudaram bastante. Aprendi a ler com a Turma da Mônica, de Maurício de Souza. Mas vivo em terras de língua inglesa há quase 8 anos e tenho lido essencialmente autores locais, para me acostumar à cultura do lugar onde moro. Portanto, confesso minha ignorância quanto ao mercado literário nos países lusófonos. Mas espero que as pessoas em casa tenham tanto entusiasmo para ler quanto eu vejo diariamente aqui no transporte público em Londres.

 

Divulga Escritor - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Ernani Lemos. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Ernani Lemos - Foi um prazer! O que eu diria para qualquer leitor de qualquer livro é: escreva de volta para os autores que você leu! O livro é uma ligação profunda entre duas pessoas e nada é tão gratificante para um escritor quanto saber que existe no mundo mais alguém conectado a ele por meio de uma história. Seja para criticar ou elogiar, escreva. Deixe o autor saber o que você pensa. A cada mensagem que recebo, revivo as horas felizes que dediquei da minha vida para fazer existir meu pequeno livro.

 

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