Espelho - por Elair Cabral

Espelho - por Elair Cabral

 Silenciosa e calma a olhar para ti, me pego a reviver

É como mergulhar numa fonte de revelação do ser

 Onde não há enganos, nem traições, nem falsidade

 Rio imenso de límpidas águas da impactante verdade

 Ofélia, a louca admirou seu reflexo no espelho das águas

 Vislumbrou a vida das sombras da morte no mar de lágrimas

 No espelho coberto de pó das cegueiras introvertidas

 Em que refletes e expandes as vozes, nos sonhos perdidas  

Não ocultas a face antiga, não me revelas figuras estranhas

Simplesmente reflete as minhas verdades sem artimanhas

Verdades encalacradas em cada lassidão da minha pele

Incrustadas no silencio que por amor o reflexo não repele

Imagens de doação, de entrega e de troféus recebidos

Revelações de que o encanto está no amor atribuído.

Diante de ti, espelho revelador das marcas do tempo

Como a linda palmeira suave, a bailar com o vento

Me curvo entre prazeres, certezas e estranhamentos.

                                      

   Elair Cabral

                                            03/02/14

 

publicado em 23/04/2014

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