Eugênia Menezes - por Eduardo Garcia

Eugênia Menezes - por Eduardo Garcia
EUGÊNIA MENEZES
 

Eugênia Menezes nasceu em Taperoá, no cariri paraibano. Ali viveu até os onze anos quando, muito a contragosto, saiu para estudar, mantendo os vínculos com essa comunidade até hoje. Bacharel e Licenciada em Ciências Sociais, especialização em Sociologia e Métodos e Técnicas de Pesquisa Social, mestrado em Teoria Literária. Pesquisadora Social da Fundação Joaquim Nabuco, atuando nas áreas de promoção cultural e planejamento. A sua relação com a Literatura é sem compromisso: lê quando pode, escreve quando tem vontade. Começou a escrever em 1979 quando se engajou na equipe de base das Edições Pirata, movimento editorial para publicação nas áreas de ficção, poesia e ensaio. Fez parte da diretoria da UBE em três gestões. Publicou Arca do Tempo, O Canto da Minha Memória, Terra arada, reconstrução da lembrança, Trança de Gente, Equívocos do Cotidiano., Foi co autora de Cartas Marianas I e II e de Histórias do Meio do Mundo. Participou de várias Antologias e publicou textos em Jornais e Revistas. Co autora de Escrituras, do qual fez a orelha e organizou, junto com Lourdes Rodrigues, a sua publicação. Membro do Traço Freudiano Veredas Lacanianas Escola de Psicanálise, desde abril de 1996.

Fonte da biografia e foto: http://www.traco-freudiano.org/

Participou de 46 POETAS, SEMPRE.  Organização: Almir Castro Barros.  Recife: Edições Bagaço, 2002.  145 p.  20x21 cm.  ISBN 85-7409374-2  Poetas pernambucanos contemporâneos, poesia pernambucana.  Col. A.M.  

 

 TOQUE DE FADA

 Esteve sempre ao alcance das espingardas. E seu corpo, malhado pelo chumbo, sangrava sempre, até que se fez caça. Pousou sobre o braço plano do cajueiro, olhos fechados aguardando a morte. Caçador aprisionou-a, aninhou suas penas contra o peito, e arrulhou canções ao seu ouvido. E quando a coroou pomba de sua paz, desencantou-se e deslizou seu corpo de fêmea pêlos riscos da caçada, salvando vidas na folhagem.

 

OFICINA

 

A luz incandesceu o verde das mangas

e amaciou o aço das espadas

para o corte das margens.

Pelas frestas das lombadas pousam réstias

sobre as folhas coloridas pelo mago,

unidas pelo visgo das resinas da serra

que joga pequenas plumas brancas

sobre os óculos de Miguilim.

No brinquedo de roda,

mãos se conjugam no laço de amor

formando feixes enfeitados de alegria

pelo toque das espáduas e espátulas.

Fardo de arte e fé,

embarcado pelos estivadores suados

a caminho da liberdade.

 

Que pessoa simples, delicada é a amiga Eugênia, carismática, de muito talento, fez história quando participou da Geração 65, movimento de escritores independentes no Recife que criaram as Edições Pirata.

Promete continuar produzindo em quanto é colaboradora assídua na UBE, União Brasileira de Escritores.

 

Fonte:

http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/pernambuco/eugenia_menezes.html

 

Pesquisa e Comentários

Luis Eduardo Garcia Aguiar

Poeta - Escritor - Colunista - Palestrante

Diretor de Imprensa da UBE

 

 

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