Fábio Antônio Gabriel

Fábio Antônio Gabriel

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Fábio Antonio Gabriel, nascido em Quatiguá, PR, 1982, após dez anos na vida religiosa e faltando um mês para ser ordenado padre, renunciou ao ministério diaconal e passou a dedicar-se ao ensino de filosofia e ao estudo da psicanálise. Possui formação em filosofia, teologia e psicanálise, com ênfase em estudos em ética, ressentimento, depressão, filosofia política, teoria dos valores.  Entre outras atividades, atuou como professor de filosofia na Universidade Estadual do Norte do Paraná e professor no Colégio Rio Branco de Santo Antonio da Platina, PR, colaborador titular da Revista Ciência e Vida da Editora Escala, membro titular do Conselho Editorial do Instituto Diálogos em Mercosur, membro titular da ABRAFP – Associação Brasileira de Filosofia e Psicanálise.

“O autor iniciante deve buscar uma editora que seja rigorosa na aceitação de originais, que tenha processo de seleção e que não cobre dos autores para publicar. A persistência talvez seja a melhor arma para quem deseja amenizar as dificuldades. Mas, quem realmente gosta de escrever, as dificuldades que se abrem, na verdade, são encaradas como desafios.”

Boa Leitura!

 

 

SMC - Escritor Fábio Antônio Gabriel, para nós é um prazer ter você conosco no projeto Divulga Escritor. Conte-nos  em que momento decidiu publicar seu primeiro livro?

Fábio A. Gabriel - O primeiro livro Filosofando, noções introdutórias, surgiu no momento inicial em que comecei a trabalhar com o ensino de filosofia no ensino médio e percebi as dificuldades dos alunos em assimilar conteúdos básicos de filosofia porque o material muitas vezes apresentava-se em linguagem hermética. Primeiramente, parecia um sonho difícil de ser realizado, mas foi  concretizado paulatinamente.

 

SMC - Você deixou a Igreja faltando um mês para sua ordenação sacerdotal, poderia nos falar o motivo? Sofreu críticas por conta da sua atitude?

Fábio A. Gabriel - Eu diria que a experiência do ministério diaconal me fez repensar as opções para minha vida e seguir um novo caminho. No caso, diante da dúvida, não hesitei em ser honesto comigo mesmo e lembro que meu bispo, na época, tentou dissuadir-me da idéia de desmarcar minha ordenação sacerdotal, mas se tivesse sido padre, naquele momento, não estaria sendo honesto comigo mesmo. Quanto às críticas, foram as mais diversas possíveis. Pessoas ligadas à Igreja, de diversas formas se manifestaram, até tomaram atitudes para complicar minha vida, uma espécie de retaliação, mas tenho como princípio ético que devemos ser autênticos. Quando ingressei no seminário, realmente desejava ser padre, mas, ao aproximar-se o dia da ordenação, percebi que não me sentia tão convicto e não me arrependo de nada. Se fosse hoje, teria tomado exatamente a mesma decisão.  Enfim, devemos ser autênticos, sinceros e que Deus continue nos amando sempre. O Papa aceitou meu pedido de dispensa e fui reduzido ao estado laical. Procuro, com a graça de Deus, ser um bom cristão.

 

SMC - Que temas você aborda em seu livro: Filosofia e Educação: Um Diálogo Necessário?

Fábio A. Gabriel - O presente livro tem como objetivo principal apresentar, por um conjunto de textos, diferentes visões e necessárias reflexões sobre o mundo da Filosofia e da Educação.

Essas reflexões tiveram origem no mundo grego. Foram os filósofos gregos os precursores do diálogo em torno da Filosofia e da Educação na busca do verdadeiro sentido do mundo. O livro foi co-organizado com Cláudia Battestin e reúne artigos internacionais sobre a temática. A apresentação do livro é do professor Silvio Gallo (UNICAMP) e conta com a participação dos autores: Angélica Silva Costa (UFU), Antonio Carlos de Souza (UENP), Aurélio Bona Júnior (UFPR), Carlos Willians Jaques Morais (UEPG), Cláudia Battestin (UFPel), Fábio Antônio Gabriel (UENP), Fernando de Brito Alves (UENP), Fernando Lopes de Aquino (Unicamp), Gomercindo Ghiggi (UFPel), Jorge da Cunha Dutra (UFPel), José Carlos da Silva (UENP), Kátia Cunha (UFU), Luciana Brito (UENP), Roselaine Bolognesi (Unicamp), Mauro Augusto Burkert Del Pino (UFPel) e Maria Eliane Rosa de Souza (PUC-GO).

 

SMC - Em seu livro, Filosofando, Noções Introdutórias,  segunda edição, publicado em 2010, vimos que lhe foram acrescentadas algumas páginas e a participação da escritora Karina Gaspar. Conte-nos o que diferencia a segunda edição da primeira?

Fábio A. Gabriel - Na segunda edição de Filosofando, noções introdutórias, incluindo a contribuição da professora Karina Gaspar, mestre em filosofia pela UFRJ, trabalhamos aperfeiçoando o texto, revendo conceitos e também nesse período já estava atuando na UENP- Universidade Estadual do Norte do Paraná, no curso de filosofia, com a disciplina Ensino de Filosofia, e pude rever aquilo que havia escrito na primeira edição. Em breve pretendemos realizar uma nova edição aperfeiçoada. É sempre importante procurar melhorar.

 

SMC - Escritor Fábio, de que forma você, hoje, divulga o seu trabalho?

Fábio A. Gabriel - Aos poucos fomos ganhando espaço nas lojas das Livrarias Cultura, depois nas Livrarias Curitiba, em algumas livrarias da rede Saraiva e também contamos com diversas outras iniciativas, sites que publicam o que colocamos. Hoje, quando divulgamos nosso nome no Google, podemos perceber o quanto se encontra presente em diversos sites que têm gentilmente divulgado o nosso trabalho, seja em relação aos nossos livros, seja em relação a artigos que publicamos mensalmente nos jornais. Em setembro estaremos com um novo site que possibilitará aos nossos leitores novos recursos de interatividade. Não tenho grandes pretensões de ser um escritor reconhecido, mas nos esforçamos para que nosso trabalho esteja disponível para quem desejar conhecê-lo.

 

SMC - Vimos que você já publicou por diferentes editoras. Conte-nos: que dificuldades você encontra para a publicação de seus livros?  O que você acredita que deve ser feito para amenizar essas dificuldades?

Fábio A. Gabriel - As dificuldades para o escritor brasileiro são diversas; a principal é fugir de editoras que não são profissionais. O autor iniciante deve buscar uma editora que seja rigorosa na aceitação de originais, que tenha processo de seleção e que não cobre dos autores para publicar. A persistência talvez seja a melhor arma para quem deseja amenizar as dificuldades. Mas, quem realmente gosta de escrever, as dificuldades que se abrem, na verdade, são encaradas como desafios.

 

SMC - Onde podemos comprar os seus livros?

Fábio A. Gabriel - Sobre a aquisição dos meus livros, sugiro visitar meu site que tem links para aquisição e dados sobre os livros. De modo geral, eles podem ser encontrados, no Brasil, nas livrarias Cultura, Livrarias  Curitiba,  Livraria Travessa e, em Portugal, na Distribuidora Coimbra. O leitor que desejar receber o livro autografado, na medida do possível, atenderemos a todos os emails pelos endereços:  Fabio.gabriel@uenp.edu.br ou fabioantoniogabriel@gmail.com

Site: www.fabioantoniogabriel.com

 

SMC - Quais seus próximos projetos literários?

Fábio A. Gabriel - Na Bienal do Rio, no final deste mês de agosto, lançaremos Reflexões filosóficas sobre o amor, Editora Intelectus. É uma coletânea de reflexões sobre o amor. Meu primeiro livro de poemas.

 

SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação, muito bom conhecer melhor o escritor Fábio Antônio Gabriel. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Fábio A. Gabriel - Deixo um poema que se encontra no novo livro.

Por uma ética do respeito

 Fábio Antonio Gabriel

A ética do respeito começa pelo você, não pelo eu.

São tantas as manifestações éticas,

são tantos os códigos morais,

mas a verdadeira ética é a do respeito humano.

É necessário respeitar o sentimento alheio,

É importante respeitar as crenças do outro.

O “Outro” é sempre “Outro”.

A ética do respeito passa pelo entendimento

de que nossos valores não são universais,

por mais que os apreciemos.

Não podemos nos valer da pretensão

de acreditar que uma religião é a verdadeira,

tão somente porque é aquela que professamos.

Não precisamos converter o Outro,

 basta respeitá-lo e respeitar as convicções que movem esse Outro!

Entendamos e respeitemos que cada um escreve a sua história,

cada um tem seus amores,

cada um tem seus caminhos.

Esforcemo-nos por não magoar as pessoas.

Amemos...

Respeitemos...

E o resto é resto.

 

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