Feliz Ano Novo - por Silva Neto

Feliz Ano Novo - por Silva Neto

                      Silva Neto

 

Se o Mundo tivesse que acabar como preconizam os videntes, deveria acontecer ao mês de Dezembro. (grifo nosso)

Não há mês melhor para uma hecatombe final do que Dezembro... Afirmava!

Que tal se fosse neste final de mês, entre o Natal e Ano Novo?!

Maravilha! Não acham?

Toda a plateia arregalava os olhos para mim, torcia o nariz, como quem diz: — Sai daí, baixinho de uma figa!

Apesar de ser uma palestra Espírita, sentia a reprovação tomar conta do salão. Mas, pelo menos, ninguém dormia ou se ausentava naquela hora, como de outras vezes; o silêncio era brutal!

Continuava... Pois, nessa época, as pessoas encontram-se pacíficas, leves, humanitárias, caridosas, sorridentes (esbocei um sorriso de “self”), educadas, capazes de perdoar uma pisadela no pé, uma olhadela atravessada de um companheiro, uma fofoca leve... Afinal, é Natal! É final de Ano! A bondade está no ar!

Algo acontece, sabemos lá o quê, onde as pessoas vivem, mesmo por alguns dias, de acordo com o que Jesus ensinou, ou pelo menos parecidas.

Quantas mensagens positivas, quantas saudações, quantos presentes às crianças, quantas cestas básicas aos pobres famintos, quantas confraternizações, abraços e sorrisos distribuídos de graça!  

Mas, de onde vem esse clima ameno e sublime que se estabelece dentro de nós, malgrado o balanço material e financeiro, em geral, negativo, que fazemos nos fins de ano?

Mesmo com as manchetes catastróficas e sensacionalistas de políticos perdulários e corruptos; mesmo com as divulgações de extermínio de velhos, mulheres e crianças nas guerras fratricidas do Oriente Médio, nós nos sentimos “laites”. Não importa a condição financeira a qual estejamos submetidos, o Espírito de Natal baixa mesmo, tanto para o pobre, quanto para o rico.

Aos que exprimem bom comportamento nas prisões são lhes oferecidos indultos materiais. Chamo de indulto material, a liberdade condicional que lhes são facultadas a fim de passarem o Natal com seus familiares. Muito embora, alguns fogem, outros aproveitam para fazerem seus acertos de contas e voltam às prisões, bem mais comprometidos do que saíram.

Nos campos de guerra são proclamados acordos de paz, um cessa fogo não mais que um indulto passageiro e ineficaz, visto que a guerra sempre estoura em pouco tempo depois.

E a nós cristãos?

São nos facultado o indulto espiritual, através desse Espírito de Natal vindo da espiritualidade que nos envolve, com a finalidade de chamarmos a atenção para o cumprimento de nossas obrigações para com o próximo e responsabilidades para conosco.

Esta é a época da introspecção, de procurarmos o “eu” dentro de nós, da reflexão e da retomada de propósitos salutares para nosso adiantamento moral.

Como seria bom se esse clima gostoso fosse permanente?! Como seria bom se não houvesse a ressaca do Reveillon. Uma ressaca que apaga tudo. Pois, a partir do dia 2 do ano seguinte, acordamos em geral como éramos bem antes do Natal: malévolos, mal humorados, mal educados; incapazes de perdoarmos ao próximo, egoístas e orgulhosos.

Tudo como éramos antes!

Que aprendizado se tirou do Espírito de Natal!?

Que oportunidade jogou-se fora de uma boa reflexão para iniciarmos nossa reforma interior!?.

Por isso iniciei esta palestra afirmando: “Se o mundo tivesse de acabar que fosse ao mês de Dezembro”.

Fiquei gratificado pelos semblantes positivos dos assistentes naquela hora, após ouvirem minha explanação.

Pois é...!

O Espírito de Natal nada mais é do que a espiritualidade nos proporcionando uma visão do que seria a terra se todos vivessem com amor.

Muita paz a todos! 

Essa expressão desejada às pessoas às vésperas do Ano Novo, nos quatro cantos do mundo, em todos os idiomas é uma explosão de esperança e anseio de paz e prosperidade à humanidade.

 

 

 

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