Foi sem querer! - Querendo? - Por Teia Camargo

Foi sem querer! - Querendo? - Por Teia Camargo

FOI SEM QUERER! (QUERENDO?)

 

Hum… Ouvir esta expressão de alguém com mais de dez anos de idade faz pensar: será que foi mesmo sem querer ou se trata de um daqueles bordões do personagem Chaves?

 

Um “sem querer querendo”, quase proposital, que poderia ser evitado com um pouco mais de cuidado, respeito e atenção?

 

Claro que imprevistos acontecem, situações que fogem ao nosso controle ocorrem com frequência e também ninguém duvida de que vivemos sobrecarregados, estressados e sem tempo para nada, que dirá para refletir, repensar e contar até três antes de sair por aí.

 

Mas… Sempre tem um “mas”, não é verdade? Todos os nossos atos e palavras geram consequências e o tal do “sem querer” na maioria das vezes, estilhaça, arranha ou despedaça. Coisas e pessoas.

 

Quantas vezes a teimosia, a insistência, os momentos de pura irracionalidade, a arrogância ou a sede de vingança nos trazem prejuízos que vão desde pequenos estragos em bens materiais até a perda absoluta e irreparável do mais puro e sincero sentimento?

 

Diz o Direito que assumimos a responsabilidade pelos danos causados independente de culpa, à exceção dos motivos de força maior ou caso fortuito.

 

E a nossa consciência? O que ela nos diz?

 

Tomemos o exemplo do motorista que sendo sabedor da proibição de dirigir após ingerir bebida alcoólica, sai por aí embriagado ao volante, seguro de si, assumindo o risco de matar ou morrer. Se nada acontece, tudo bem, mas e se ele provoca um acidente, uma tragédia? Foi sem querer? É só pedir uma desculpinha e tudo se resolve?

 

E aquele casal que vive se magoando e se desculpando porque um é muito desligado e o outro supersensível, que um não percebe o que provocou e que o outro não faz por onde o parceiro enxergar sua distração? Será que não vale a pena uma conversinha franca entre eles, antes que o descaso e o descontentamento virem rotina e azedem a relação?

 

Para todo e qualquer “sem querer” devemos nos desculpar? Podemos perdoar?

 

Depende, não é verdade? Compete a cada um reconhecer os erros e tropeços com maturidade e avaliar o quanto de dissabor é capaz de relevar.

 

O que seria bom, de verdade, é que antes de pedir desculpa ou de carregar um fardo pesado de remorso, quem se importa com o outro de verdade, deveria mesmo era pensar duas vezes antes de magoar.

 

Téia Camargo

 

Texto publicado no Blog: http://blogfv.com.br/foi-sem-querer-querendo/

 
 

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