Folclore - por Marta Maria Niemeyer

Folclore -  por Marta Maria Niemeyer

Nasci na semana do folclore. Uma deslumbrante mistura de costumes, tradições e provérbios em varias regiões do meu país. Contos de um povo inteligente, trabalhador e festivo. " Dizem " que sou impar, acho que seu plural. Uma ciranda que dança em ritmos  variados e acelerados. Muitos causos e histórias  de fazendas mal- assombradas que fazem ameaças imaginárias de temer a própria sombra. Portas e janelas  abrindo e se fechando, ventos assobiando. Mulher vestida de branco. Você vai ver após a meia noite. Jovens evitam se casar durante o mês de agosto Porque "DIZEM" que é tempo de desgosto, também tempo de cachorros zangados, cuidado você pode ser atacado. Cada um com sua fé, crendice e superstição. Os chás que curam unhas encravadas e garrafadas que levantam defuntos. Muitos bebem para esquecer outros bebem para esquentar. Uns bebem para refrescar, outro bebem para desinibir e alegrar. Aqui no Rio de Janeiro quando há exagero, dizem que está pagando mico. Na terra do sucupira parece que todos piram. O Saci -pererê armando ciladas pelos caminhos perseguindo os viajantes. Outras vezes   perdido, não sabe o que fazer. A  mula sem cabeça rondando pelos caminhos nos tempos de quaresma. A poesia com encanto  literal aproveita a riqueza do plural para brincar com o vendaval .   Marta Maria Niemeyer

 

 

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