Futebol do passado - por Guilherme Cardoso

Futebol do passado - por Guilherme Cardoso

Futebol do passado

 

Ah, não sei se estou velho, sou antigo ou saudosista. Acho mesmo é que virei dinossauro. No meu tempo, e não faz tanto tempo assim, as coisas eram muito diferentes de hoje.

Homem casava com mulher, família era pai, mãe e filhos, bandido tinha medo de polícia, igreja não fechava as portas, ladrão não roubava cemitério,  criança brincava era na rua, na escola, professora era a nossa mãe.

Futebol se jogava com onze, goleiro, dois beques, half esquerdo e direito, dois no meio, quatro no ataque. Não havia retranca, fazer gols era o objetivo. Jogador ganhava pouco, se vencia tinha “bicho”, gratificação por vitória, quase não machucava, corria atrás da bola feito louco, como um faminto atrás de um prato de comida.

Artilheiro era quem fazia quatro, cinco gols por partida, não por campeonato inteiro. Concentração era um dia antes do jogo, pensão na Av.Amazonas, almoço no Bandejão  Popular do Cine Brasil, às vezes Caol no Café Palhares, carne, arroz, ovo e linguiça. Seleção brasileira era sonho, loteria, não era para qualquer um, tinha que ser diferenciado.

Agora, atleta joga nada, ganha muito, cai à toa, machuca com facilidade, tem médicos, fisioterapia, piscina, academia, nutricionista, qualquer um já foi convocado, pena que não jogo mais, na seleção são todos iguais, diferente é um ou outro, negócio é enganar, imprensa enche a bola, cria o craque, ganha dinheiro e muito, quem chora, briga, paga o mico somos nós, torcedores enganados.

 

 

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