Igor Alcantara - Entrevistado

Igor Alcantara - Entrevistado

por Shirley M. Cavalcante (SMC)

 

Autor de 5 livros e nascido na pequena cidade de Janaúba-MG em 07 de Maio de 1977, Igor Alcantara é apaixonado por literatura desde criança. Foi após ler uma coletânea de contos russos que, aos 11 anos, decidiu se tornar escritor. Foi nesta idade que produziu "A Flor de Moscou", seu primeiro conto. Muitos de seus escritos desde então se perderam, mas isso não o fez parar.

Igor Alcantara é um autor que acredita que escritores precisam se arriscar em terrenos antes não explorados. Por este motivo seus livros são de estilos diferentes entre si. É apenas saindo da "zona de conforto" que se pode realmente evoluir na arte das palavras.

 

“Como teria sido se Jesus tivesse nascido no Brasil? Como a história dele poderia ser recontada, levando em conta uma região e uma época diferentes”?

 

              Boa Leitura!

 

Divulga Escritor - Escritor Igor Alcantara é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor, conte-nos o que o motivou a participar do Festival de Literatura organizado pelo escritor Luiz Amato?

Igor Alcantara - Achei uma iniciativa interessante de divulgação da literatura nacional e decidi participar.

 

Divulga Escritor - O que mais o encanta no evento?

Igor Alcantara - O fato de escritores se unirem em um evento virtual sem a intermediação ou o consentimento de editoras ou da mídia tradicional.

 

Divulga Escritor - Quais os principais desafios para o seu livro de terror “Mutuwa”?

Igor Alcantara - Foram vários desafios. O primeiro deles é que nunca havia escrito um livro neste gênero. Já flertei com o mesmo em alguns momentos em “Sonhos e Delírios”, mas em apenas um capítulo ou dois. Então compreender a forma de escrever terror sem usar da bengala fácil e fútil dos clichês foi um grande desafio.

O segundo desafio é que o livro é composto por contos. Então não é apenas uma história que eu precisei criar, mas várias. Além disso, os contos todos se passam na mesma cidadezinha e estão intimamente interligados. Assim, um conto não poderia contradizer o outro. Então havia um trabalho constante de adequação e revisão para que tudo ficasse bem construído.

 

Divulga Escritor - De que forma estes desafios foram superados?

Igor Alcantara - Com paciência e planejamento. Tinha sempre ao lado meus caderninhos e desenhava esquemas para conseguir interligar as histórias de forma que nem eu e nem os leitores ficássemos perdidos. Além disso, na própria escrita, houve um cuidado com o uso das palavras, pontuação e tamanho das frases e parágrafos para tentar conduzir o ritmo de leitura e respiração do leitor, ajudando assim no clima de tensão, medo e suspense.

 

Divulga Escritor - Como foi a construção do seu romance histórico “Trinta e Três”? Conte-nos um pouco sobre a obra.

Igor Alcantara - Trinta e Três, como o título diz, se passa durante 33 anos entre as décadas de 1940 e 1970. Ele possui três protagonistas, que mostram 3 visões diferentes do mundo, e começou com uma pergunta que eu queria tentar responder: “Como teria sido se Jesus tivesse nascido no Brasil? Como a história dele poderia ser recontada, levando em conta uma região e uma época diferentes”?

Baseado nesta premissa, eu passei quase um ano estudando de forma extensiva e quase maníaca a História do Brasil e compreendendo possíveis erros de tradução dos evangelhos e como eles poderiam ser representados nos dias de hoje.

Em “Trinta e Três”, um dos protagonistas chama-se Emanuel, filho de José e Maria, e nasce de uma família pobre no sertão nordestino. Perseguidos pelo Coronel Herodes, eles fogem de lá até chegarem a São Paulo, onde José começa a trabalhar como pedreiro. E assim conto sobre os imigrantes nordestinos, o nascimento do tropicalismo, a construção de Brasília e, claro, a Ditadura Militar.

Apesar deste conceito inicial, o livro não possui absolutamente nada de religioso. É um livro mais político que mistura ficção com fatos históricos reais.

 

Divulga Escritor - Em que momento pensou em escrever “Sonhos e Delírios”?

Igor Alcantara - Este livro demorou 10 anos para ser escrito. Eu tinha várias ideias desconexas para uma total releitura do universo ficcional de Sandman, de Neil Gaiman e aquilo não saía de minha cabeça. Eu não conseguia escrever mais nada, porque aquelas ideias ficavam martelando minha cabeça.

Então fui escrevendo um pouco aqui, um pouco ali até que um dia juntei tudo em um livro. Não é uma obra que me orgulho, mas eu precisava escrevê-la para libertar minha criatividade para outras coisas.

 

Divulga Escritor - Como foi a escolha do Título para esta obra?

Igor Alcantara - O título nasceu no começo do projeto e era provisório, mas no final acabou se tornando definitivo. A ideia era descrever o que eu tinha em mente para obra, que se passa em um mundo de sonhos e que flerta o tempo todo com a loucura.

 

Divulga Escritor - Qual a mensagem que você quer transmitir ao leitor através de seu romance filosófico “O Dia em que Deus Chorou”?

Igor Alcantara - Este foi meu primeiro livro publicado, em 1997. A ideia central deste livro é discutir e questionar fatos que normalmente não questionamos como por exemplo o que é a existência e como sabemos que existimos de fato.

E se tudo isso que vivemos não for nada mais que o sonho de outra pessoa? Se for assim, o que aconteceria no dia em que essa pessoa acordasse?

O livro passa por estes assuntos que até hoje ocupam minha cabeça e o final os leitores se questionam se tudo aquilo aconteceu mesmo ou se os personagens simplesmente enlouqueceram.

Eu não tenho a pretensão de passar mensagem alguma no livro, apenas quero fazer o leitor pensar a respeito da história e das questões levantadas.

 

Divulga Escritor - O que mais o encanta nesta obra?

Igor Alcantara - Acho que o que mais me encanta no livro é que é uma obra que as pessoas leem e querem discutir e conversar sobre isso e cada um tem uma visão diferente sobre o assunto.

 

Divulga Escritor - Onde podemos comprar os seus livros?

Igor Alcantara - Meus livros podem ser comprados tanto em versão impressa quanto em ebooks. Os ebooks estão disponíveis nos principais dispositivos: Kindle, Kobo e iBooks, basta pesquisar pelo meu nome ou pelo título da obra.

Já os impressos são vendidos pelo Clube dos Autores e pela Amazon. Todos os links e informações estão bem explicadas em meu site pessoal: http://igoralcantara.com.br

 

Divulga Escritor - Como você vê o mercado literário brasileiro?

Igor Alcantara - O mercado formal, de editoras estabelecidas, vejo com certo desânimo. As editoras, por uma questão de mercado completamente compreensível, se foca apenas nas modinhas literárias que, infelizmente, a maioria dos autores segue.

Se a modinha é vampiro, só se publica livro de vampiro, se é soft-porn, aí é só isso. Hoje em dia estamos na modinha da fantasia-RPG e só tem espaço quem escreve sobre isso ou, claro, já é famoso.

Por isso, vejo com bons olhos iniciativas de auto publicação. Neste mercado tem nascido muita coisa boa que vale a pena ler e investir tempo e dinheiro.

 

Divulga Escritor - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Igor Alcantara. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Igor Alcantara - Busquem ler mais e coisas fora do mercado tradicional. Normalmente quando você foge das modas, acaba encontrando ótimos trabalhos.

 

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Contato: divulga@divulgaescritor.com

Imagem de apresentação da entrevista

 

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