J. C. Sibila - Entrevistado

J. C. Sibila - Entrevistado

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

 

José Carlos Sibila é mestre em Ciências da comunicação pela universidade de São Paulo; Dramaturgo, com dez pecas escritas e três encenadas nos teatros brasileiro. As peças já montadas são “Teto de Lona”; “A eleição da mãe de Jesus/doida”. Roteirista de diretor de vários filmes, entre eles os curtas “O grito da terra e Apesar de você”.

 

“É a estória de um jovem com dupla personalidade que se vê aprisionado em um lugar que não consegue identificar. Sua única possibilidade de descoberta e liberdade é viajar para o passado.”

Boa Leitura!

 

Escritor José Carlos Sibila, é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor, conte-nos o que o encanta no estilo de escrita do “Realismo Mágico”, também conhecido como “Realismo Fantástico”?

J. C. Sibila - O que me atrai no realismo mágico é a viabilidade de interferência de acontecimentos fantásticos em uma narrativa realista.

Quando não encontro possibilidades narrativas no realismo, procuro me auxiliar da magia para estabelecer a minha estrutura narrativa.

É um gênero associado em geral à ficção latino-americana, mas que ocorre também em romances de outras procedências.

Na América-Latina encontram-se exemplos na obra de Gabriel Garcia Márquez.

Na Europa autores como Milan Kundera, Fay Weldon, Angela Carter, Jeanette Wisterson introduziram o fantástico na literatura com grande entusiasmo.

Particularmente, acho fundamental que o fantástico não perca o vínculo com a realidade.

 

Em que momento pensou em escrever “Criaturas”?

J. C. Sibila - No início de 2001 editei o meu primeiro livro de contos pela editora Nativa, com uma série de dez contos  que inseriam numa narrativa ficcional os elementos do realismo mágico que me permitiam fazer uma leitura fantástica da realidade.

Em todos os contos as descrições e diálogos fixam-se de forma obsessiva a superfície do universo narrado, mas sempre há elementos que fogem à realidade, como se fosse um olhar além dela.

 

Após a publicação desta obra, dando sequência ao acervo literário do autor José Carlos Sibila foi publicado “Uma alma a procura de um corpo” conte-nos o que o inspirou a escrever o enredo que compõe o livro.

J. C. Sibila - A situação fantástica do personagem levou-me a desenvolver este romance. É a estória de um jovem com dupla personalidade que se vê aprisionado em um lugar que não consegue identificar. Sua única possibilidade de descoberta e liberdade é viajar para o passado.

 

Qual a mensagem que você quer levar ao leitor através da leitura desta obra literária?

J. C. Sibila - Quero apenas lembrar que existem atitudes que permanecem eternamente conosco e não basta escondê-las. Às vezes precisamos viajar para outros tempos e espaços para revisitar os acontecimentos. Magicamente vamos ao encontro de alguma realidade escondida. Mas é sempre bom lembrar que essa viagem não precisa rigorosamente de um tom dramático. Muitos dos meus textos caminham pela comédia.

 

Soube que temos livro novo no prelo, pode nos contar um pouco sobre o que vamos ter em breve para leitura?

J. C. Sibila - Trata-se de um romance, também na linha do realismo mágico e o título é “O homem sem passado”. o personagem, após viver muitos anos em um manicômio, é solto e não consegue se lembrar de nada além do presente. um grupo de pessoas procura então lhe dar  outro passado que lhes convém, para que ele assuma algumas dívidas  sociais cometidas pelo grupo.

 

O que é referência no romance “O Homem sem passado”?

J. C. Sibila - O fantástico e a hipótese provável de que cada um precisa do passado para seguir a vida no presente.

 

Além de escritor você trabalha com direção de peças teatrais e Cinema, qual a principal diferença de um texto adaptado para o cinema de um texto adaptado para o teatro?

J. C. Sibila - Penso que a pureza de gêneros, estilos e suportes está um tanto superada.

Nas especificidades das estruturas narrativas tenho a impressão que o texto teatral é para estórias a serem vividas e só ganham corpo quando a vida lhes é dada pelos atores. Já o cinema e o romance têm características predominantemente narrativas. Mas há que se ter cautela quanto a estas afirmações para que não se tornem regras duras e imutáveis.

 

Com tantas atividades artísticas, conte-nos o que mais chama a sua atenção em um texto?

J. C. Sibila - A verossimilhança é o elemento fundamental no texto ficcional.

 

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor José Carlos Sibila. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

J. C. Sibila - Procurem ler, assistir, presenciar e ouvir obras que levem o receptor à seguinte reflexão; “em que isso me modificou”?

 

Serviços:

Email do autor:  jcsibila@yahoo.com.br

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