José Fernandes P. Júnior - Entrevistado

José Fernandes P. Júnior - Entrevistado

por Shirley M. Cavalcante (SMC)

 

J. FERNANDES P. JÚNIOR é professor de filosofia na rede pública de ensino do DF desde 2007. Graduado em Filosofia e Pós-graduando em Filosofia e em Direito Processual. É, também, advogado, poeta diletante e autor do livro O Sofrimento dos Filósofos – editora Biblioteca 24 horas e, também, de uma coletânea de artigos filosóficos e jurídicos intitulada de Reflexões Jusfilosóficas: entre o existencialismo, o humanismo e o direito (não publicado).  Seus escritos transitam pelos meandros da filosofia, sobretudo. Diz ser um diletante da poesia, sem reivindicar o título de poeta.  Atualmente, está escrevendo um livro de poesia de temática mística e filosófica, que a princípio levará o título de Trevas, Trovões e Trovas: escritos de uma noite escura.

“Saber das dores e, portanto, do sofrer desses imortais, do caráter que neles foi gerado na escola da dor e que triunfos ou derrotas foram colhidos em tempos de sofrimento, sem dúvida isso nos levará a compreender a máxima de que “filosofar não é outra coisa senão aprender a morrer.””

 

Boa Leitura!

 

SMC - Escritor José Fernandes é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor, conte-nos o que o motivou a ter gosto pela Filosofia?

J. Fernandes - Primeiramente gostaria de cumprimentar a todos que fazem esse importante projeto que é o Divulga Escritor. Faço votos que essa ideia tenha vida longa.

A respeito de como a Filosofia entrou na minha vida ou o que me motivou a abraçá-la, posso seguramente afirmar que nada foi premeditado. O gosto pela Filosofia nasceu naturalmente. E depois de ter nascido fui motivado para conhecer os grandes problemas da vida ou as grandes questões do mundo.  Até hoje – e isso é natural do filósofo – somos movidos pela chama do conhecimento e, portanto, do amor ao saber. Essa é a grande motivação de todo filósofo: a busca pela sabedoria. Por isso mesmo tornamo-nos amigo dela.  Talvez tenha sido isto que levou Immanuel Kant a dizer que havia se casado com a Filosofia.

    

     SMC - Conte-nos sobre o seu livro “O Sofrimento dos Filósofos”

 J. Fernandes - Esse é o meu primeiro livro publicado. Trata-se de um opúsculo que aborda a questão do sofrimento na vida de grandes nomes da filosofia, desde Heráclito até Gilles Deleuze.

O livro nasceu do interesse em trazer a público uma obra que apresentasse os dramas e as dores existenciais sofridos por personagens imortais do pensamento universal. Antes disso havia percebido que no mercado não havia livro ou manual com essa proposta, qual seja, a de oferecer ao leitor uma apresentação mais íntima sobre os infortúnios e desgraças vividos por nossos heróis do pensar. Por isso reitero a importância disso: Saber das dores e, portanto, do sofrer desses imortais, do caráter que neles foi gerado na escola da dor e que triunfos ou derrotas foram colhidos em tempos de sofrimento, sem dúvida isso nos levará a compreender a máxima de que “filosofar não é outra coisa senão aprender a morrer.”

 

SMC - A quem você indica a leitura?

J. Fernandes - O interesse da obra deverá estar voltado para profissionais em geral das áreas de humanas (filosofia; direito; psicologia; teologia...), nesse rol, estão inseridos, professores, acadêmicos dessas áreas, alunos da educação básica, poetas, operadores do direito, teólogos, escritores etc. Mas nada impede que leitores de outras áreas se interessem em lê-lo. Penso que a temática do sofrimento é algo universal e inerente ao ser humano, e isso é um atrativo para a leitura da obra.

 

SMC - Onde podemos comprar o seu livro?

J. Fernandes - O livro poderá ser adquirido pelo site da Editora Biblioteca 24h, que é o www.biblioteca24horas.com e, ainda, pela Livraria Cultura e pelo Amazon ( WWW.amazon.com ). Ou diretamente comigo por meu do e-mail jrfernandes1000@gmail.com

 

SMC - Soube que está vindo uma nova obra literária, que temas você aborda em seu novo livro “Trevas, Trovões e Trovas”?

J. Fernandes - É verdade. Acabei de escrever meu trabalho mais recente, “Trevas, trovões e trovas: escritos de uma noite escura”. Trata-se de um livro de poesia. Neste, busquei inspiração nos poetas malditos como, por exemplo, Augusto dos Anjos e E. A. Poe, e também, nos poetas místicos como Dante e Tagore. A composição dos versos que fazem parte deste meu livro, além de perpassar pela verve mística, ainda se orna de inspirações filosóficas. A temática de cunho existencialista, como da morte, da esperança, angústia, fé... dão cadência à obra. Em termos gerais é isso.

Estou, agora, à procura de uma editora para publicação e, portanto, analisando algumas possibilidades, mas ainda não há nada de concreto.

 

SMC - Como foi construído o enredo desta obra?

J. Fernandes - Escrever poesia é algo muito difícil. Não sou daqueles que acreditam que você simplesmente recebe uma inspiração ou uma iluminação e o verso está pronto. Isso pode ocorrer, claro. Mas, em regra, prefiro acreditar que o poeta é antes de tudo um leitor, um observador, e um indivíduo que tem uma visão diferente sobre as coisas, é isso que torna possível a poesia. Em Trevas, trovões e trovas  não tracei nem um mapa ou cronograma, simplesmente fui escrevendo, transpirando e tecendo o verso.   Isso demandou  algum tempo , mesmo tendo algo já escrito, que estava engavetado.

 

SMC - Já tens previsão para o lançamento?

J. Fernandes - Como disse, ainda estou à procura de uma editora para publicação. Espero que brevemente isso aconteça. Nesse sentido, não há nada previsto, ainda.

 

SMC - Como você vê o mercado literário Brasileiro?

J. Fernandes - Ao meu sentir, não é fácil ser escritor no Brasil. O mercado editorial é seleto, firmando-se apenas naquilo que lhe é oportuno e lucrativo. Um escritor desconhecido ou iniciante, nisso me incluo, sabe muito bem do que estou falando. As dificuldades são muitas, desde a preferência por parte das editoras pelos “medalhões” da literatura à dura realidade de que o brasileiro não é afeto ao hábito da leitura. Infelizmente, o escritor que está começando terá que, por si só, frequentemente, encarar essa realidade excludente e desanimadora; de início, pouquíssimos são os que conseguem romper essas barreiras; há que se ter paciência, pois isso demanda tempo e dedicação.

 

SMC - Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário no Brasil?

J. Fernandes - O incentivo concreto à leitura por parte de órgãos governamentais pode trazer melhorias ao mercado editorial. Mas tais investimentos deveriam ser implementados para aqueles que, além de iniciantes, apresentem algo de qualidade em termos de literatura; do outro lado, as editoras que quisessem investir no talento de novos escritores deveriam, também, ser contempladas e reconhecidas, ou seja, como contrapartida, deveriam receber algum benefício, talvez uma redução de impostos ou coisa que o valha, a fim de viabilizar tais melhorias. Penso que uma política nesse sentido resultaria em benefícios significantes para todos. Talvez, até já existam programas de governos com essa roupagem, se sim, deveriam ser aprimorados ou mais divulgados. Nunca é demais lembrar que o livro no Brasil é caro e em vista disso deveria ser mais acessível em termos de custos.

 

SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação, muito bom conhecer melhor o Escritor Júnior Fernandes , que mensagem você deixa para nossos leitores?

J. Fernandes - Minha mensagem é de incentivo à leitura, pois ela liberta e eleva o ser humano a uma condição de nobreza que nenhum bem material pode oferecer.  Quando estou ministrando aulas de filosofia aos meus alunos, sempre enfatizo o poder da leitura na vida das pessoas. Se a população de nosso país fosse habituada à leitura, nossos governantes seriam bem melhores, seríamos um povo mais consciente e crítico. O clichê “a leitura abre portas” é mais pura verdade. É isso! Não deixem de ler os meus livros (risos).

 

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