Leito - por Eliane Reis

Leito - por Eliane Reis

Leito


É indiferente quando a diferença

deixa de incomodar
Torna-se extinto o instinto

de sonhar
 

A vida muda planos inexoráveis
E sombras táteis desfalecem 
Junto das folhas cálidas do outono.

Quebra-se o encanto e o pranto
 

E tudo fica estático

 num momento móvel
Surgem incertezas certas, implacáveis
 

 

Consumindo-me calmamente, sem pressa
A minha insistente existência adormece.

Junto de uma dúvida fresca

que descansa
 

Sobre um coração vazio,

jazem melancolias doces
Lá, resiste, também, uma luz frouxa
Resquícios de esperança

de uma alma adormecida.

 

 

 

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