Ludmila Clio - Entrevistada

Ludmila Clio - Entrevistada

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

 

Ludmila Clio nasceu em Cachoeiro de Itapemirim (ES), em 22 de março de 1981.

Começou a escrever para sua gaveta, como a maioria dos escritores, mas furtivamente, mostrando seus escritos para amigos e professores, foi encorajada a romper com a gaveta e publicar-se. O estopim se deu em 2004, quando venceu pela primeira vez um concurso nacional de poesias, realizado no Paraná.

Em 2012, lançou “Sem Filtro na Veia”, seu primeiro livro de poesias, com fotografias de Natássya Carvalho e prefaciado por Ignácio de Loyola Brandão. Em 2016, é publicado simultaneamente no Brasil e em Portugal, pela Chiado Editora “Febríssima”, seu segundo livro de poesias, ilustrado por Vanz Santos, designer e ilustrador de Alegre (ES).

A propósito, “Clio” não é seu sobrenome de batismo, mas uma homenagem a Clio, musa grega da história, curso no qual Ludmila graduou-se em 2005. Mãe da adolescente Luísa, Ludmila mora em Campinas (SP) desde 2013.

 

“Ela tem que romper essa fronteira da plasticidade e arrebatar a minha alma. Ela tem que se comunicar com meu coração, me emocionar. Assim como as pessoas.”

 

Boa Leitura!

 

Escritora Ludmila Clio, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos o que a motivou a ter gosto pela escrita literária?

Ludmila Clio - Agradeço a oportunidade. É sempre especial poder divulgar meu trabalho! Bem, minha motivação não foi romântica e poética. Comecei a escrever numa tentativa de exorcizar meus demônios interiores, minhas angústias e insatisfações. Escrever, para mim, sempre foi uma forma de aliviar a tensão da minha existência ante a realidade, uma maneira de arrancar o amálgama da rotina e me devolver à vida, ainda que momentaneamente. Em suma, escrever é a única maneira de me sentir viva e, desde que senti isso na adolescência, não parei.

 

Quais critérios foram utilizados para a seleção dos textos poéticos que compõem “Febríssima”?

Ludmila Clio - Via de regra, escolho os mais recentes (embora no Febríssima tenha uma poesia escrita quando eu tinha 17 anos) e os que, de alguma maneira, me emocionam. Procuro me distanciar do contexto em que foi escrito, tento ler como uma terceira pessoa. Se me tocar em algum ponto na alma, o poema provavelmente é selecionado. O critério é basicamente o arrepio que ele pode me provocar.

 

Quais temas estão sendo abordados nesta obra literária?

Ludmila Clio - Sentimentos... Toda nossa humanidade como saudade, solidão, desejo, dor, amor, paixão, vontade, caos, a angústia ante o sistema. Tudo o que nos move ou, pelo menos, deveria nos mover.

 

Como foi a escolha do título para o livro?

Ludmila Clio - Escrevi um poema que fala sobre ter febre na alma, destoar do que é posto, do padrão. E quis ser hiperbólica. Dizer “febre alta”, “febrão”, ainda não me traduzia. Então, num lampejo, me veio a palavra “febríssima”, que atendia perfeitamente ao meu anseio. Como sempre faço quando tenho uma dúvida, fui ao dicionário pesquisar o termo, que não existia! Até há pouco tempo, se alguém pesquisasse no Google a palavra “febríssima”, ele não retornava resultados e sinalizava: “você quis dizer feríssima”. Atualmente ele ainda faz essa crítica, mas apresenta diversos resultados. Então posso dizer que, de alguma maneira, inventei uma palavra, apesar de seu significado ser claro e dispensar traduções.

 

O que mais a encanta nos textos poéticos?

Ludmila Clio - A profundidade, a verdade. Uma poesia, para me encantar, tem que ser muito mais que um amontoado de palavras bonitas. Ela tem que romper essa fronteira da plasticidade e arrebatar a minha alma. Ela tem que se comunicar com meu coração, me emocionar. Assim como as pessoas.

 

Você pode presentear os nossos leitores com um dos textos apresentados em “Febríssima”?

Cuide bem do teu amor

O amor excede as palavras.

Ele é declarado silenciosamente

nas atitudes mais simples,

nos cuidados mais sutis.

Zelamos por quem amamos acho que,

por puro agradecimento. 

Porque pessoas especiais

transformam a importância de tudo em nossa vida, 

mudam o sentido das coisas, 

fazem do comum o extraordinário.

Pessoas especiais são raras, 

e cuidar delas é um privilégio existencial,

É sabedoria também.

 

Onde podemos comprar seu livro?

Ludmila Clio - O livro está disponível nos sites da Livraria Cultura

http://www.livrariacultura.com.br/busca?N=0&Ntt=febríssima ;

 

da Martins Fontes; 

http://www.martinsfontespaulista.com.br/febrissima-541414.aspx/p

 

da Chiado Editora (comercializado somente em euros) 

https://www.chiadoeditora.com/livraria/febrissima


e em e-book: Apple iBookstore, Barnes & Noble, Sony, Kobo, Diesel ebook Store, Amazon, Baker & Taylor e Google Play.

 

Quais os principais hobbies da autora Ludmila Clio?

Ludmila Clio - Música é a maior paixão da minha vida. Meu tempo livre, em geral, invisto em assistir a shows, clipes específicos ou em leitura de biografias de músicos que aprecio.

 

Quais os seus principais objetivos como escritora?

Ludmila Clio - Tocar a alma das pessoas é algo com o qual nunca sonhei quando comecei a escrever e, no entanto, depois de tantos depoimentos lindos e fortes que já recebi, isso se tornou meu principal objetivo. Nada é mais fascinante que isso. Claro que ter reconhecimento é muito bom, mas que não seja pela imagem ou por moda. Que seja por transitar no profundo, por falar dos segredos de quem não conheço. Isso dá sentido à minha vida.

 

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Ludmila Clio. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Ludmila Clio - O que tenho de mais vivo em mim é a urgência de viver, consciente da efemeridade da vida. Então, se eu tivesse que dizer algo a alguém, diria que vivesse com paixão, sem deixar a vida para depois. Corremos para apressar o trabalho, mas não corremos para encontrar uma pessoa querida. No entanto, se ela morre, suspendemos tudo para ir ao seu velório. Corremos para nos despedir, mas não temos tempo para dar um abraço, sorrir junto, passear, deixar a rotina um pouco de lado de vez em quando. Não vejo sentido nisso. Minha mensagem seria essa: a vida é agora. Daqui a pouco eu não sei. A poesia está acontecendo todo dia, ela não se intimida ante a rotina. Perceba.

 

 

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