Luta Contra a Balança - por Adriana Freitas

Luta Contra a Balança - por Adriana Freitas

Eu sempre estive preocupada com o meu peso. Depois dos 23 anos engordei e então passei ao famoso efeito sanfona. Engordei e emagreci diversas vezes. A verdade é que eu nunca mais consegui voltar aos meus antigos 53 kg. Já cheguei a pesar 64 kg e hoje quando estou magra, peso 57 kg. Até esse peso está distante de mim agora.

O meu sonho era chegar pelo menos aos 54 kg, que foi o meu peso na adolescência. Aí começam as dietas malucas. O tentar se controlar. Os sentimentos de culpa, pelas coxinhas, pastéis, chocolate, sorvete. Aí começa o tal de só comer folhas, legumes e nada de carboidratos. Aí começam os sonhos com comida, que só aumentam a fome no meio da noite. O exercício aumenta ainda mais a fome e agora? Minha irmã malha pra comer e é magra. Eu fui inventar de fazer o mesmo, minhas medidas aumentaram rapidamente.

O desespero mais uma vez bateu e agora? Recorrer a remédios? Já fiz isso, emagreci, cheguei aos meus nem tão desejados, mas bem celebrados 57 kg. O problema foi a minha resistência física que foi para o espaço. E fora que não posso controlar o meu peso com remédios pro resto da vida. Fora que aos 15 anos sofri um ataque cardíaco, que foi considerado de base emocional. Não senti que foi correto continuar com um medicamento que acelera os batimentos.

E mais uma vez um drama. Parei o tratamento. Comecei a me exercitar regularmente e engordei mais uma vez. De fato, a fome que antes não sentia, veio com tudo. É tão difícil controlar isso. Foi então que tive a inteligente idéia de não mais me pesar e continuar a me exercitar. Afinal, o esporte faz bem a saúde e estou percebendo que mesmo com as medidas crescidas, minhas pernas estão mais firmes, meu corpo funciona melhor e estou mais feliz, com um humor bem melhor. Nem sei mais o que é TPM.

Mas continuo sonhando em vestir uma antiga calça que não passa mais por meus quadris. Foi então que por acaso, vi uma colega de colégio da época da infância e adolescência. Ela era tão magra, bem mais magra que eu. Como eu, também ela praticava esporte. Porém o que pude ver o tempo também passou pra ela. Foi aí que percebi que a balança não só aumentou pra mim. É um efeito natural dos tempos. Continuo evitando doces, claro. Continuo sonhando com a minha antiga calça jeans. Mas sem o desespero, sem medicamentos (apesar de que em alguns momentos eu penso neles), sem passar fome. E sempre pensando na saúde.

 

Publicado 19/12/2013

 

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