Mãe - por Tito Laraya

Mãe - por Tito Laraya

MÃE

 

         Uma mulher me esperou por nove meses, por que acreditou que eu era um presente divino! Ela nem sonhava com os transtornos, aborrecimentos, e também as alegrias que lhe proporcionei.

         Deu-me sua juventude, sua beleza, todo o seu viço, de tanto se preocupar e cuidar, daquele que nada mais era que uma vida, que ela acreditava ser sua. Mas dela não era, e foi graças a ela que esta vida frutificou.        

         Tenho marcas na alma das vezes que eu não a compreendi, o seu excesso de zelo, e o seu enorme amor, pois para ela trava-se de uma extensão de si.

         A vida foi passando, eu seguindo a minha e ela sempre me esperando, com uma palavra, um sorriso, uma visita, enfim um gesto de carinho e de compreensão.

         Hoje sou um homem maduro, e minha vida é com ela, não que isto tolha a minha liberdade, mas, na verdade, completo o meu ser, e na sua velhice aprendo com sua sabedoria!

         Todo dia colho uma flor no jardim da vida, que levo para dentro de casa para alegrar o nosso lar.

         Sei o quanto ela não dormiu preocupada nas noites que dormi fora, nas vezes que teve que me amparar dos problemas que criei hoje tais lembranças são motivo de risadas.

         Um dia dei uma chance a mim, e ao fazer isto transformei minha mãe em mais feliz, passei não só a comungar problemas, mas alegrias também!

 

 

 

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