Marcelo Mário de Melo - por Eduardo Garcia

Marcelo Mário de Melo  - por Eduardo Garcia

Marcelo Mário de Melo é jornalista, nasceu em Caruaru e veio para o Recife com 9 anos de idade. Escreve poemas, histórias infantis, mini contos, textos de humor e notas críticas, peças teatrais.

 Considera-se um artesão-aprendiz de literavida e escreve dentro do espírito de que o homem é um animal político e o político é um animal humano. Vê a elaboração poética como o olhar que mergulha e voa, o espirarco-íris de portas abertas e andantes, sintetizando o pré sentir humano nos mergulhos introspectivos, nas interações sociais e nas viagens cósmicas.

Poeta materialírico, entende que o exercício poético não se deve transformar numa nova modalidade de culto, pois já existem religiões demais no mundo. Vê a religião como a filha desnaturada da emoção e da poesia. Em ótica, em ética e em estética é adepto do realismo pus e seiva – o real tal qual viceja ou apodrece. Ingressou na base do Ginásio Pernambucano do PCB em 1961, aos 17 anos de idade, participou da fundação do PCBR em 1967-68, entrou na clandestinidade e foi preso político em Pernambuco de 9 de março de 1971 a 24 de abril de 1979, tendo participado de 5 greves de fome. Filiou-se ao PT em 1980, afastou-se em 1992, se refiliou em 1996. Politicamente, identifica-se como plebeu, republicano, democrata-popular, cidadão de esquerda, socialista, pluralista e seguidor do DETRAN – sempre à esquerda, não ultrapasse pela direita. Defende a militância quadrilateral - contra a fome, o raquitismo político, a subnutrição cultural e a corrupção visceral.

Vários livros sendo organizados por ele, com prefácio, orelha, etc., inclusive a produção jornalística.  Além de 28 folhetos de cordel. Sendo alguns deles paradidáticos, tratando do uso da Crase, dos Porquês, dos Pleonasmos, do novo Acordo ortográfico da Língua Portuguesa.

 

QUEM O FARÁ?

 

Marcelo Mário de Melo

 

Purgar os erros.

Lembrar os mortos.

Fecundar os sonhos.

Festejar as vitórias.

Se não fizermos isto

pela nossa causa

quem o fará?

 

A AUSÊNCIA DEDICADA


Marcelo Mário de Melo

A ausência dedicada está sempre presente pontual e assídua em tempo integral e pernoita assinando a ata. Tem cor de cinza-pálido é sólida e seca em contornos definidos de borracha de desapagar e se pegar como aranha fazendo teia em canto de parede.

As pessoas se sentem agredidas com a sua presença ostensiva e não sabem como se livrar dela que é peguenta. Mas com a ajuda de um grilo mágico meu amigo que conseguiu entrar em seus pensamentos e no seu mundo descobriu seu segredo.

Ela é sempre acusada de invasiva e o grilo me disse que quando a acusam disso dá risada porque de fato não é invasiva nem um milímetro mas entrona exatamente isto entrona pois não invade nada nem mesmo empurra porta e só entra onde encontra porta  aberta sendo este o seu segredo.

Então é muito fácil livrar-se dela: somente não deixar a porta aberta.

 

 

Pesquisa Luis Eduardo Garcia Aguiar

Escritor – Jornalista – DRT 6006/PE

Segundo Tesoureiro da UBE

 

 

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