Marcio Muniz - Entrevistado

Marcio Muniz - Entrevistado

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

 

Carioca da gema, escritor por vocação desde os 12 anos de idade. Com formação técnica na área de eletrônica e também formado em Administração, atualmente sou pós graduando em Gestão de pessoas e Gestão de projetos. Publiquei uma poesia no livro Café com poesia que faz parte da coletânea Inspirar, escrever e sonhar, uma parceria entre o site Trecho de livros e a editora Casa cultura. Publiquei também três poesias na coletânea Entrelaços da Darda editora. Tive contos selecionados para participar das coletâneas Sombras e desejos e  Contos de um natal sem luz, organizados pela escritora Rô Mierling. Autor do livro de poesias “Vida e verso em prosa”, publicado de modo independente e também autor do livro de contos “Encontros como o amor”. Tudo publicado durante o ano de 2014. Em fevereiro próximo será lançado meu primeiro romance pela Drago Editorial “Amor, somente Amor”.

 

“Mas todo grande amor precisa de um começo, um ponto de partida, precisamos nos encontrar com ele através da pessoas certa, estar abertos para sentir e viver essa sensação. Para o amor entrar, portas e janelas precisam estar abertas.”

 

Boa Leitura!

 

Divulga Escritor - Escritor Marcio Muniz, é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor, conte-nos, o que o motivou a gostar de ler, e quais os seus autores preferidos?

Marcio Muniz - Comecei a ler como a maioria das crianças com as histórias em quadrinho. Depois fui para os livros infanto-juvenis da coleção “vaga-lumes” mas o primeiro livro que li foi “Confissões de um vira-latas” de Origenes lessa. Depois parti para os livros clássicos (Dom Casmurro que até hoje é meu preferido; O cortiço, A moreninha, Capitães de areia, etc). Coloquei na cabeça que antes de ler literatura estrangeira, precisava ler muito e conhecer a riquissíma literatura nacional. Apaixonei-me por Machado de Assis e Érico veríssimo. Depois conheci João Ubaldo, Paulo Coelho e Marcelo Rubens Paiva, cujas crônicas e contos me influenciaram bastante. Em termos de poesia gosto muito de Carlos Drummond, Fernando Pessoa, Cecília Meireles, Manuel Bandeira e Vinícius de Moraes. Só depois de ler bastante nacional é que parti para os clássicos internacionais (Jane Austen, Dostoieviski, Tolstói, Julio Verne, Saramago, Mario Vargas Lhosa , Gabriel Garcia Marquez, etc) e por fim, abri minha mente para os livros digamos, mais comerciais e para muitos autores de fantasia e outros nem muito conhecidos. Destaco aí Dan Chen – A montanha e o rio; Christopher Paolini – Saga Eragon e; Joe Hill – O pacto. Em suma, estou sempre experimentando e apesar de adorar os clássicos nacionais, acho que são hoje em dia leituras pesadas para os pré-adolescentes e por vezes, apresentá-los muito cedo às crianças, eles acabam desestimulando o gosto pela leitura.

 

Divulga Escritor - Que tipo de textos você começou a escrever? E depois, como surgiu outros segmentos de escritos?

Marcio Muniz - Tudo começou para mim com a poesia. Sempre gostei deste tipo de texto, principalmente ao conhecer grandes poetas nas aulas de português no colégio. Depois vieram as crônicas, para mim, formas de expressar meus sentimentos e principalmente minhas opiniões, coisa que gosto muito de fazer, tipo: Firmar uma posição a respeito de algum tema. Lembro-me que aos 14 anos, escrevi um texto de despedida para minha turma da oitava série. A professora de português que acompanhava a turma ficou sabendo do texto, leu em voz alta na sala e foi uma choradeira geral. Acabou virando o discurso da nossa então formatura. Depois, vieram os contos, principalmente os românticos (coisa que sou muito!). Encontrei neles uma forma de externar minhas impressões no mundo, meus devaneios. Aos poucos fui me desafiando e sendo desafiado em criar outros tipos de textos, temas diversificados, depois mais longos e por fim, mais profundos.

 

Divulga Escritor - Em que momento pensou em publicar o seu livro “Vida e verso em prosa”?

 Marcio Muniz - Guardo minhas poesias na gaveta e só meus amigos tinham acesso. No ano passado, incentivado por alguns amigos, me inscrevi para tentar participar de duas coletâneas de poesias e fui selecionado. Isso me deu confiança para tentar alçar vôo solo. Daí procurei uma profissional muito competente chamada Miriam Moraes e ela gostou dos textos, comprou o projeto e cuidou de todo o processo para mim (diagramação, correção, capa, etc). Acho que sempre tive esse sonho, faltava-me confiança.

 

Divulga Escritor - Que temas você aborda nesta obra?

Marcio Muniz - Bom, como disse, eu sou muito romântico e gosto de dar minha opinião sobre os mais diversos temas, por isso, trato de temas bem ecléticos, mas com toda certeza o romantismo fala mais alto nesse livro. Mas há também poesias de celebração à vida, alguns de cunho social e alguns meio tristes e reflexivos, coisas típicas de adolescente, afinal, há textos no livro desta época da minha vida

 

Divulga Escritor - Qual a mensagem que você quer transmitir ao leitor através dos textos publicados em seu livro de contos “Encontros com o amor”?

Marcio Muniz - Acho que o amor hoje em dia anda meio fora de moda. Gostaria que os leitores do meu livro pudessem acreditar nele outra vez, dar-lhe voto de confiança. As pessoas ficam idealizando o amor como nos grandes romances e telas de cinema e esquecem que o amor pode estar ao lado, simples, bem próximo de nós. As histórias do livro podem parecer surreais num primeiro momento, cafonas para alguns, mas se forem pensar bem, são situações do tipo: Por que não? Claro que por serem curtas, elas tratam do primeiro encantamento, a primeira impressão sobre alguém e não dá para ser amor propriamente dito. Mas todo grande amor precisa de um começo, um ponto de partida, precisamos nos encontrar com ele através da pessoas certa, estar abertos para sentir e viver essa sensação. Para o amor entrar, portas e janelas precisam estar abertas.

 

Divulga Escritor - Escritor Márcio, conte-nos, como foi a construção do enredo que compõe o seu romance “Amor, somente Amor”?

Marcio Muniz - Esse livro surgiu a partir de uma cena que eu imaginei enquanto andava de ônibus pela cidade (Rio de Janeiro), a cena em que o personagem masculino, vê pela primeira vez a mocinha. Estava na Zona Sul da cidade, lugar onde ficam os bairros mais tradicionais e de uma suposta “elite” carioca e no mesmo cenário eu via aqueles meninos que ficam nos sinais fazendo malabarismos ou simplesmente pedindo esmolas. Daí eu pensei: “só o amor pode aproximar e unir esses dois mundos”. Estava lendo Romeu e Julieta na época e não poderia surgir inspiração melhor para uma história de amor entre os diferentes. Além disso, julguei que seria legal retratar além do amor, a questão do preconceito social e racial, pra quem saber, provocar alguma reflexão a respeito.

 

Divulga Escritor - Qual a maior dificuldade que você encontrou ao escrever o romance, e de que forma você venceu este obstáculo?

Marcio Muniz - Transformar uma ideia em livro é outra conversa para alguns. Para mim, depois que começo a escrever as palavras fluem seguindo um fluxo que custa a cessar. Acho que a parte mais complicada nesse caso foi quanto a revisão dos textos e quanto aos spoilers que eu sem querer fui dando ao longo do texto sem perceber. A gente lê, relê e parece que não enxerga os erros, as repetições. Esse é um texto que escrevi ainda bem jovem (há pelo menos uns 14 anos atrás), ainda estava meio crú, literariamente falando. Agradeço pelo texto ter caído nas mãos do Gustavo Drago, um dos sócios da Drago Editorial (Editora que lançará o livro). Ele e sua equipe me deram todo o suporte necessário, várias dicas e fizeram um trabalho brilhante na revisão do texto, diagramação do texto e com a capa, vocês vão ver.

 

Divulga Escritor - Onde podemos comprar os seus livros?

Marcio Muniz - “Vida e Verso em prosa” só pode ser comprado diretamente comigo já que trata-se de uma produção independente. “Encontros com o amor” também pode ser adquirido diretamente comigo, com direito a autógrafo e marcador de página, ou se preferirem, também através do site da Editora multifoco na loja virtual. “Amor, somente amor” estará disponível entre o fim de fevereiro e princípio de março através da loja virtual da Drago Editorial e também estará disponível nas principais livrarias do país como Saraiva, Travessa, cultura, etc. Aliás, gostaria de fazer menção a Drago Editorial que apesar de ser nova no mercado, está vindo com tudo, tanto com sua equipe, quanto na questão do respeito ao autor e na divulgação e distribuição das obras sob sua responsabilidade.

 

Divulga Escritor - Quais os seus principais objetivos como escritor?

Marcio Muniz - Confesso que até cerca de 9 meses atrás, era nenhum. Lançar um livro era mais uma satisfação pessoal do que iniciar uma carreira. Porém, depois que obtive o retorno das pessoas, dos fãs e ouvi palavras de incentivo de profissionais do ramo e de alguns escritores, acho que fui mordido pela mosca azul e passei a levar mais a sério. Hoje em dia penso em construir uma carreira, ser reconhecido como escritor e poeta, marcar as pessoas com meus textos. Inclusive, em conjunto com dois amigos também poetas (Bruno Black e Andreia Martins), estou iniciando um projeto chamado “Poetas sem nome” cujo principal objetivo e fomentar a cultura através da literatura e da poesia na Zona oeste do Rio de Janeiro que é uma região meio esquecida da Cidade em termos culturais. Acredito que cada um pode mudar a situação em que se encontra em termos sociais à sua maneira e esta foi a maneira que encontramos para promover a mudança e a transformação no local onde residimos.

 

Divulga Escritor - Como você vê o mercado literário brasileiro?

Marcio Muniz - O brasileiro é um povo que ainda lê muito pouco e em sua grande maioria prefere  autores importados, criadores de best sellers e que acabaram virando filmes. Durante muito tempo ouvi pessoas dizendo que não liam livros nacionais. Mas isso está mudando. Hoje naõ ler nacional é que é fora de moda. Depois que mergulhei mais fundo nesse mundo, conheci muita gente boa que está correndo atrás. Gente que incentiva a cultura, muitos autores que em seus livros, nada ficam a dever aos estrangeiros. Encantei-me com os livros de Fabio Shiva, Rô Mierling, Francine Locks, Juliana Daglio e Cybelle Santos. Hoje os indico a qualquer amigo de olhos fechados. Creio que ainda temos muito a crescer, mas o horizonte é azul. A internet tem papel fundamental nisso, em mostrar esses autores e divulgar seus trabalhos, trazê-los para junto do público.

 

Divulga Escritor - Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário no Brasil?

Marcio Muniz - Acho complicado criticar as editoras de modo geral, pois elas são um negócio e todo negócio existe para dar lucro. É claro que o fato de o brasileiro ler pouco restringe o mercado e isso faz com que se aposte menos em autores novatos e mais em best sellers. A solução acaba sendo para a maioria a auto-publicação. Acho que o mercado literário precisa investir mais para tentar criar um público, formar leitores, romper com o paradigma que quem gosta de ler vem de berço. Pessoas podem ser incentivadas a ler, a desenvolver esse hábito, para isso, precisam ter mais acesso aos autores, as histórias. É preciso incentivar e fomentar os eventos literários, baixar o custo dos livros, ainda que sejam publicações menores e enxutas, sei lá, tipo literatura de cordel como uma espécie de divulgação e degustação a baixo custo.

 

Divulga Escritor - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor, muito bom conhecer melhor o Escritor Marcio Muniz, que mensagem você deixa para nossos leitores?

Marcio Muniz - Gostaria de lhes agradecer pelo espaço e parabenizá-los pela iniciativa de incentivar e divulgar a literatura e autores ainda sem tanta mídia, é exatamente disso que falei lá atrás, precisamos de canais como esse. Por fim, gostaria que os leitores de despissem de “pré-conceitos” e pudessem manter a mente e os olhos abertos para as novidades, para os novos autores e os diversos temas e maneiras de escrever. Além disso, é preciso que nós autores possamos incentivar o hábito da leitura da maneira como pudermos. Afinal, não existe escritor sem leitor.

 

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