Marco Hruschka

Marco Hruschka

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Marco Hruschka nasceu em Ivaiporã - PR na data de 26 de agosto de 1986. Mas foi em Maringá - PR que desenvolveu a arte da escrita, cidade na qual habita atualmente. É graduado em Letras - Português/Francês pela Universidade Estadual de Maringá - UEM. Leciona Língua Francesa e é pesquisador literário. Seus textos (poemas, contos e reflexões) tratam o amor de maneira profunda e peculiar. Publicou em 2010 seu primeiro livro de poemas, chamado "Tentação". Pretende lançar em breve seu livro de pensamentos, “No que você está pensando?”. Já contribuiu com seus escritos em mais de 50 antologias nacionais. Dia 15 de dezembro de 2012, tomou posse da cadeira número 25 da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro (ANLPPB), tornando-se o patrono da mesma.

“...Eu escrevo para que as pessoas sintam e pensem em demasiado, para que saiam da normalidade de suas vidas. Para mim, a literatura tem a função de tirar o indivíduo de seu eixo. É dessa forma que procuro contribuir.  

Boa Leitura!

 

SMC - Prezado escritor Marco Hruschka, para nós é um prazer contar com a sua participação no projeto Divulga Escritor. Conte-nos o que o motivou a ter o gosto pela escrita? Em que momento decidiu publicar seu primeiro livro?

Marco Hruschka - O prazer é todo meu. Bem, eu me considero um leitor tardio. Comecei a ler os grandes clássicos depois de ingressar no curso de Letras e a ler o que havia de mais novo bem mais tarde. Por outro lado, comecei a escrever com meus 21 anos. Descobri que podia escrever poemas e tocar as pessoas a partir de um exercício que uma professora propôs em sala de aula: escrever uma estrofe de um soneto. Quando me vi capaz disso, passei a escrever sonetos freneticamente, o que acabou resultando no primeiro capítulo do meu livro Tentação. Em seguida criei um blog onde comecei a publicar meus escritos. Logo comecei a receber comentários e elogios, o que me incentivou ainda mais. Senti que podia publicar um livro e iniciar uma carreira como escritor. Então compilei meus principais poemas e o resultado foi o Tentação, que é justamente meu trabalho poético até 2010.

 

SMC - Que temas você aborda em seu livro de poesias “Tentação”? O que o inspira a escrever sobre estes temas?

Marco Hruschka - O Tentação é multitemático. Ali você encontra poemas que versam sobre a natureza, a sociedade, o tempo, a vida e a morte, Deus e religião, as musas, o sofrimento e os sentimentos mais profundos do ser humano. Há poemas, inclusive, com uma pitada de erotismo. Contudo, a predominância ainda é o Amor, que é tratado de uma maneira muito peculiar. Eu me considero um poeta cujo combustível é justamente a inspiração. Não se cria versos sem paixão. Eu tenho que estar sentimentalmente preparado para escrever o poema. E as palavras, embaralhadas em algum lugar do espaço, devem estar prontas para se transformar em poesia! A sensibilidade e as emoções do poeta são o imã que atrai magicamente cada verso, estrofe, rima, metáfora, colocando-os nos seus devidos lugares. Escrever é uma tentação!

 

SMC - Como foi a escolha do Titulo do livro “Tentação”?

Marco Hruschka - O texto que fiz para a contracapa do livro resume muito bem o porquê da escolha. Ei-lo: “O que é Tentação, afinal? Tentação é, acima de tudo, desejo, vontade, ânsia e paixão. O querer. O movimento íntimo de si em relação à pena e ao papel, o versar subconsciente, as letras delatando nada mais do que partes do seu interior. É também a denúncia do que está fora, mas que o cerceia, e que, de alguma forma, o seu consciente não quer aceitar. Por extensão, Tentação é o ato ou efeito de tentar, ou seja, a tentativa de moldar a poesia e depois a cobiça de se desprender das regras, de criar asas. A tentativa do primeiro livro. É tudo isso e mais: é o impulso, o apetite, a sensualidade. Todos os poemas levam uma gota do nome do livro. Cuidado para não cair em Tentação!”.

 

SMC - Quais seus próximos projetos literários? Pretendes publicar um novo livro?

Marco Hruschka - Dentre meus principais projetos para o ano que vem estão a realização de um festival literário aqui na minha cidade, Maringá, e a publicação de um novo livro, que se chamará No que você está pensando?. Este livro trará pensamentos curtos, seguindo a preferência do leitor moderno, sobre temas como relacionamentos, o amor, a sociedade, a vida e a morte e o próprio escrever. Trata-se de textos que foram escritos diretamente no facebook, recebendo o feedback dos leitores, por meio de comentários e compartilhamentos, em tempo real. Agora, muitos deles já estão no meu blog. Pretendo levar para a mídia impressa aquilo que vivenciei no mundo virtual. Será um livro diferenciado. Algo novo no mercado.

 

SMC - Qual o público que você pretende atingir com o seu trabalho? Que mensagem você quer transmitir para as pessoas?

Marco Hruschka - As pessoas que mais se identificam com os meus poemas e textos em geral são aquelas que possuem ou um pensamento crítico forte ou um sentimento igualmente forte que não consegue colocar para fora.  Geralmente, essas pessoas se veem na minha literatura, acabam sentindo que aquilo fora escrito especialmente para elas e se emocionam. Eu escrevo sobre sentimentos comuns a todas as pessoas. Eu escrevo a todos aqueles que já tiveram um amor, consumado ou perdido. Eu escrevo a todos aqueles que não concordam com tudo que se impõe a sua frente. Eu escrevo para que as pessoas sintam e pensem em demasiado, para que saiam da normalidade de suas vidas. Para mim, a literatura tem a função de tirar o indivíduo de seu eixo. É dessa forma que procuro contribuir.

 

SMC - Escritor Marco, de que forma você, hoje, divulga o seu trabalho?

Marco Hruschka - Atualmente eu divulgo o meu trabalho sobretudo nas redes sociais. Como disse, escrevo sempre no facebook, na página pessoal e na página de escritor, e depois republico alguns dos textos no blog (www.letralirica.blogspot.com ). Existe ainda outra forma de divulgação, que são as antologias literárias. Participo sempre que posso e já estou presente em mais de 50 livros diferentes. Ainda, contribuo com algumas revistas tais como Pluriversos e Outras Palavras, ambas de Maringá. Por fim, quando há eventos relacionados à literatura, como os da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro, da qual sou membro efetivo, faço uso da palavra e declamo alguns poemas.

 

SMC - Onde podemos comprar o seu livro?

Marco Hruschka - Hoje meu livro não se encontra mais nas livrarias. Eu utilizo a atual edição para projetos sociais, de incentivo à leitura, doações etc. Contudo, alguns leitores me pedem e eu lhes envio pelo mesmo preço que era vendido nas livrarias. Quem se interessar em adquirir o Tentação pode enviar um e-mail para marcohruschka@hotmail.com para saber mais detalhes.

 

SMC - Quem é o escritor Marco Hruschka? Quais seus principais hobbies?

Marco Hruschka - Eu sou um amante das artes em geral. Colecionador de livros, possuo uma biblioteca que cresce a cada dia, tesouro que pretendo repassar aos meus futuros filhos. Será a minha herança a eles (risos). Além disso, aprecio tudo que tem relação com a cultura francesa: artistas, monumentos, história, gastronomia etc. No cotidiano, gosto de assistir filmes, tanto no cinema quanto em casa, jogar futebol com os amigos e, ultimamente, tenho aperfeiçoado mais um gosto pessoal: cozinhar. Aprecio muito a cozinha italiana. No fim das contas, escrever acaba sendo o “passatempo” que mais me realiza.

 

SMC - Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário no Brasil?

Marco Hruschka - Como seria bom se as editoras não buscassem apenas livros “bons de mercado” (risos). Uma boa leitura não é necessariamente um best-seller. Um best-seller não é necessariamente uma boa leitura. Eu acho um processo muito complicado lançar um livro por uma editora. Com muita sorte, depois do aceite, a editora acaba moldando a sua obra para que ela seja vendável, com isso ela acaba perdendo a sua essência. Eu preferi lançar o meu livro de maneira independente, ou seja, banquei a edição, assim ele saiu como eu queria na época. Eu acho que o escritor iniciante não conhece os poucos caminhos que existem entre ele e uma editora de qualidade ou um projeto de incentivo. Creio que deveria haver seleções mais justas, concursos mais verdadeiros e iniciativas por parte tanto do governo federal como dos meios privados que viabilizassem de fato o encontro do talento emergente com o público leitor.

 

SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor, muito bom conhecer melhor o Escritor Marco Hruschka, que mensagem você deixa para nossos leitores?

Marco Hruschka - A mensagem para o leitor é simples e clichê: Leia! Adquira o hábito da leitura. Comece lendo o que gosta e passe a ler coisas diferentes. Seja curioso. Procure o significado de uma palavra nova. Reflita. Leia os clássicos. Leia os novos. Incentive a leitura por onde você passar. Dê livros de presente, é elegante, é charmoso. Por fim, deixo-os com um texto meu que estará no próximo livro:

“Escrevo na tentativa de me curar. É o meu antídoto. Fui infectado pelo vírus da expressão e a única maneira de sarar é justamente escrever. Tudo o que me vem à mente, às vezes até mesmo sem querer, sem que eu me concentre, implora para ser exprimido. Entretanto, não antes de ser lapidado. Não antes que eu desenhe o texto e o pinte com as minhas cores prediletas. A arte final exige retoques. As palavras vivem por aí, soltas no mundo das ideias. Mas, para que façam sentido, precisam ser unidas umas às outras engenhosamente. O texto é como um quebra-cabeça, se não for bem encaixado, fica imperfeito. Eis o meu veneno e o meu remédio. Delinear sentidos requer responsabilidade e por isso mesmo costuma ferir, visto que estou preso a esse sistema de sinais, volátil, restrito, intangível e só posso me comunicar por meio dessa torre de babel, que é a linguagem. Mas eu hei de controlá-la, dominá-la e fazer prevalecer as minhas intenções. Então, tenho prazer. Sem vacilar, insisto porque amo o que faço. E amo o que faço porque insisto. Entretanto, ao mesmo tempo em que conquisto a imunidade, me infecto. É o meu carma. Sereno e algoz. Sou o sangue escorrendo em cima do papel e o tempo, que tudo cura. Não consigo evitar, pois não se trata de um ofício, mas de uma missão. Fui escolhido. Não tenho escolha. E mesmo que tivesse, não sei se optaria pelo não, pois a literatura me consome e me liberta. Quando eu me for, deixarei uma carta, será o modo como direi “oi” de onde estiver. O além é inevitável. Este escrito, também. É assim que eu falo. É aqui que eu me encontro”.

 

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