Margarett Leite - por Eduardo Garcia

Margarett Leite - por Eduardo Garcia

MARGARETT LEITE – Nasceu em Recife, PE, no dia 16 de março de 1952.

Cursou Pedagogia na UFAL e desenvolveu inúmeros trabalhos voluntários. Fundou bibliotecas em duas cidades, formou atores com a filosofia pedagógica da Paidéia Grega. Chegou a Paulista em 1999, fincando raízes na Praia da Conceição. Deu abertura ao processo de tombamento do Sítio Histórico Nossa Senhora da Conceição, pelo qual é árdua militante, sendo este local o sítio colonial onde foi iniciada a história de Olinda. Iniciou carreira literária com o primeiro volume do livro "Galeu - Uma Mulher Chamada Amor", encaminhado à Academia Baiana de Letras. Amante do Idioma francês, estudou na Aliança francesa, cursou história das artes plásticas contemporâneas e história da França. É artista plástica, professora de teatro, cursou sobre Meio Ambiente no CPRH, fundou uma ONG em 2004 onde leciona. Fez parte do conselho da FUNDARPE, é diretora presidente da AAC - Associação de Artes e Cultura. Incorpora em sua poesia lirismo e romantismo.

 

MUTUMBÁ ÁFRICA!

 

As dores esmaecem as vitórias
Sem tirar o mérito do vencedor
Os gritos e lamentos, ainda ecoam
Ofuscando o brilho do amor

Negros em naus perdidas nas memórias
Cantos silenciosos da história,
Que oculta a verdade do horror
Em uma África desnuda e mutilada,
Cuja bandeira ainda não foi honrada
Em prantos ocultos nos morros perdidos
crianças esperam o Zumbi guerreiro
Enquanto ecoam os sons dos das balas perdidas
Matando-os , o que, já morto é,
Por falta do afeto e de amor.
E eu, herdeira da infame da covardia
Branca, e tímida
Em branca pele me escondia
Sobre os atos de outros homicidas.
Venal nas honrarias
Deixei que ou louros me cobrissem a fronte
Quando, ao menos, se quer
Poderia gritar vitórias
Deitando-me na pátria do horror
Que foi a escravidão.
E Não levantando o pendão
da África que construiu nossa nação.

 

 

BANDEIRANDO O RECIFE

 

(HOMENAGEM A MANOEL BANDEIRA)

 

O ar estava impregnado de passado
Quando cheguei silenciosamente a tua sacada Manuel
Passei a mão no patamar da janela da União

E movida por um encantamento, respirei fundo
Um ar menos poluído com cheiros da terra molhada
De um Recife dos Sonhos, nas aspirações de eternidade e pureza.
Na janela da União naquele momento, senti as saudades
Do Recife da tua infância, que o teu encantamento de poeta menino
Registrou a página da história, pescando singelas belezas na preta das bananas
No pincenê do Totonho e em tuas brincadeiras de calçada
E te amei Manuel, como o Recife Mãe, carregando-te no colo
Gritei contigo, os sons dos silêncios e das ausências
E de toda falta, que esta cidade te fez
Por quantas patacas se vende a pureza desta cidade?
se o progresso não a fez perder a doce ingenuidade
Vejo-te, eterno, correndo e brincando de chicote queimado
No nosso Recife eu durmo contigo, o sono daqueles que
Sentindo-te e sabendo-te vivo em cada saudade
Vivem hoje como tu, os sonhos de eternidade.

 

RONY AMOR

 


Na alma e na emoção
que os anjos sabem cantar
só te penso nesse amar
que é o próprio dom de deus

somos nós, na nova era
adolescentes de quimera
afagando o que restou
do sonho que sempre durou
no fundo do coração

Lá tenho um grande porão
que guardei para te dar
nele tenho camisolas, linhos, sedas
faço o ninho com afagos e carinhos
para tua vida adoçar

Músicas, canções, poesias e emoções
nos sonhos dos nossos desejos
nossa escola de amor
és a minha devoção

escuto nossa canção e me envolvo
em teu olhar.

No baú estava guardado
tantos sonhos encarnados
que deus mostrou que és tu
o homem da minha vida
timoneiro do meu barco
nós chegaremos bem largos
nesse mar que é só amor.

O meu primeiro sonho meu foi teu
o meu primeiro amor foste tu
a primeira lágrima foi tua
a primeira mão a me afagar
o primeiro solo meu
as lágrimas que deus nos deu
hoje é lenço para acenar

Voltastes homem querido
voltastes a ser meu marido
nas juras que deus cobrou
sinto-te meio anjo gente
com coração de quem sente
amor a deus e ao próximo
é o nosso é único amor.

 

 

SOL E LUA


 

  Você é meu sol
e me aquece
no calor do teu corpo
com o brilho do teu olhar

Eu sou tua lua macia e serena
e a tua noite venho iluminar
com a minha luz suave
deito nos teus braços nua e pequena
para o teu sonho acalentar

Você é o meu sol esplendoroso e forte
que do frio vem me libertar
gerando vida germinando sonhos
só nos teus braços eu posso me acalmar

Eu sou tua lua com riso tão calmo
deitando em teus braços, para te ninar
e nos meus aconchegos tu vens e me aquece
eu posso ser sol, só para te amar.

 

 

Margarett Leite de Oliveira, nome artístico Margarett Leite, sócia da UBE (União Brasileira de Escritores) Núcleo Paulista PE, da Sociedade dos Poetas Vivos de Olinda, Académica, ocupa a cadeira número  05 na Academia de Letras e Artes de Paulista PE, sendo a 2ª Secretária.

Colega de batalhas em defesa da cultura e reconhecimento em nossa cidade, Paulista PE, defensora da preservação da memória e patrimônio do município.

Apelido-a como a “Poetisa da Luz”, pelas belas mensagens de fé e paz que transmite, dona de um talento incomum, lutadora incansável contra o racismo, admiradora de Castro Alves, seu Patrono na Academia, e defensora do patrimônio indígena.

Participa intensamente em recitais, encontros poéticos e palestras, participamos juntos do 1º Encontro das Academias de Letras e Artes da Microrregião de PE na cidade de Escada.

 

Pesquisa e comentários

Luis Eduardo Garcia Aguiar

 

 

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