Maritacas - por Ione Kadlec

Maritacas - por Ione Kadlec

MARITACAS

 

É tão solitário andar entre “as gentes”

Vaivém frenético de andarilhos bem vestidos

Passos apressados

Um querer não querer

Um fazer sem receber

Um falar que destoa

Mia, engasga.

Pensar descosturado

Feito retalhos, trapos, fiapos

Chega à chuva

Tão miúda!

Tão chata a cair fina sem sorrir

Na praça ampla, larga, vazia chora

Contornada por asfalto

Carros, concreto: semanas e semanas

Sempre coberta com as folhas de palmeiras, quaresmeiras

Acompanhada de pássaros que cantam

Maritacas em bando

Pombos a cata de migalhas

Natureza a viver

Triste é andar sem gente, com gente, sem pés

É a vida!

A forte chuva, ao contrário da miúda, sempre mergulha no mar

Não deve haver solidão numa alma praça

Repleta de ideias

Terras cercadas por mares, montanhas,

Universo infinito de estrelas

 

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