Mergulhos no escuro - por Adriana Freitas

Mergulhos no escuro - por Adriana Freitas

MERGULHOS NO ESCURO

 

            O amor às vezes é um mergulho em águas desconhecidas. Às vezes vemos o lago aparentemente límpido e de águas belas e convidativas.  Às vezes de tão encantados com a beleza das águas, nos precipitamos e mergulhamos de cabeça sem nos preocupar com os perigos.

            No início o toque da água na pele causa uma excelente sensação de prazer e, eufóricos, mergulhamos cada vez mais fundo, sem nos preocuparmos com o que podemos encontrar. Estamos felizes, a sensação é boa, por que parar ou ir devagar?

            E quando menos esperamos atingimos um fundo do lago e neste local existe uma pedra que teríamos enxergado se tivéssemos mergulhado com atenção. Poderíamos nos desviar dela ou a tocarmos levemente e sem danos.

            No entanto, por causa da velocidade descuidada e impressa, o atrito com a pedra causa traumas, fere a pele que antes era só prazer. Rapidamente a pele se divide e sangra. O estrago já foi feito.

            A ferida formada leva-se tempo para sarar. O mergulho foi um tiro no escuro, poderia não ter acontecido nada, mas aconteceu. E como herança ficou a cicatriz. Aquela marca que não sai da memória e que nem sempre se pode esconder.

            Algumas pessoas levam um tempo para querer mergulhar novamente, outras não. Preferem correr o risco, mesmo que se arrependam depois. O medo de se machucar novamente é um fato. Um fantasma que habita os pensamentos e de alguma forma moldam as ações.

            Mesmos os destemidos, os aventureiros, após determinado trauma irá fazer novos mergulhos, mas dessa vez com mais cautela.

 

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