MINGAU ÁCIDO – O alimento fornecido pelas mãos de um servidor

MINGAU ÁCIDO – O alimento fornecido pelas mãos de um servidor
  MINGAU ÁCIDO – O ALIMENTO FORNECIDO PELAS MÃOS DE UM SERVIDOR
 
Fonte: Comunicação Social TJSP – LV (texto) / arquivo pessoal (fotos)

        imprensatj@tjsp.jus.br

 
 
Há alimentos culturais diversos. Um deles, o site Mingau Ácido, alimenta muitos leitores com crônicas didáticas e bem humoradas, que ensinam gramática e promovem diversão ao mesmo tempo. Poesias românticas, letras de músicas, além de textos motivacionais, são frutos da mente de um servidor do Judiciário paulista, Marcelo Fernando Garbine, que será o entrevistado do Projeto Jus_Social deste mês. Seu nome artístico é Marcelo Garbine Mingau Ácido. As crônicas são assinadas por Mingau Ácido, e as poesias, por Marcelo Garbine.
 
        O lado artístico – Sua veia intelectual surgiu quando Marcelo estava saindo das fraldas, com apenas 3 anos. O pequeno gostava de ditar estorinhas para sua mãe escrever. As folhas de papel almaço eram grampeadas em forma de livro, com direito a capa, título e nome do autor. Com 12 anos, Marcelo fazia paródias com as suas músicas preferidas dos anos 80, geralmente as das bandas de rock nacional. Seus primeiros livros foram escritos aos 17: “A Ressurreição do Poeta” e “A Refeição dos Micróbios”. As obras têm composição de prosa e verso. O primeiro é um diálogo do seu estado poético de espírito com a materialização das suas personalidades. O segundo é um manifesto jovial e inocente sobre a liberdade de expressão. Ele dava palestras sobre os livros, em escolas, para adolescentes da mesma idade que a dele.
        O servidor-artista conta que na adolescência se apaixonou por Franz Kafka e Hermann Hesse. Com Kafka, ele aprendeu uma nova linguagem. O homem antissocial e com problemas familiares o fez compreender um paralelo novo de expressão. Já Hermann Hesse fez com que antevisse o seu futuro e constatasse, 20 anos mais tarde, que, para o bem ou para o mal, ele estava certo. Com Machado de Assis, ele pôde organizar melhor as ideias soltas. A literatura machadiana, robusta, ajudou-lhe a não permitir que um turbilhão de pensamentos fosse dissipado de sua mente. Garbine conta ainda que complementou a formação intelectual com os filósofos socráticos. Na música, Renato Russo foi seu ídolo de adolescência. No cinema, diz que aprendeu muito com Woody Allen, Buñuel e Roman Polanski, principalmente, mas os seus diretores preferidos são Stanley Kubrick e Vittorio de Sica. Em segundo plano, entram Bernardo Bertolucci e Pasolini. Ele conserva especial predileção por filmes épicos que contam a história das revoluções russas do século 20 e seus desdobramentos, como Encouraçado Potemkin, Doutor Jivago, Stalin, O Círculo do Poder e outros. “Dos brasileiros, gosto do Nelson Pereira dos Santos e das críticas sociais de Sérgio Bianchi.”
 
        A outra face de Marcelo – Ele relata que houve um desvio muito forte na sua rota. Fez faculdade de economia e depois se tornou funcionário público do Poder Judiciário. Ingressou na Família Forense em 2005, como escrevente técnico judiciário, mas a literatura e a poesia continuaram acompanhando a sua trajetória, ainda que ofuscadas, relegadas a momentos de profunda inspiração. "Evidentemente era uma bomba-relógio que, uma hora, explodiria. Por isso eu estou aqui. Atualmente escrevo sempre, independentemente de inspiração. Cobro-me profissionalismo. Consigo escrever uma crônica de humor, mesmo nos momentos em que não estou bem, no meu íntimo", declara.
        Ele escreve crônicas em primeira pessoa. Cada tema remete a um período específico da vida, seja atual, da adolescência ou da infância. No caso das poesias, algumas são baseadas em amores e relacionamentos e outras, no afã de expressar um estado de espírito pessoal, do que ele é ou do que almejava ser quando foram escritas.
 
        Um pouco mais do servidor artista – Lecionou História em trabalho voluntário no Movimento Humanista. Compôs músicas didáticas para ilustrar suas aulas. Ele grava podcasts (arquivos de áudio) com a turma do Geração X2, nos quais, ao lado de mais cinco amigos, debate, de modo bem humorado, sobre temas diversos. Atualmente Mariana Luedi e Pedro Georges Eleftheriou (este último também funcionário do TJSP) estão musicando suas poesias, com violão, violino, piano e outros instrumentos, além de produzir videoclipes dessas músicas. Garbine administra o grupo literário do Facebook 'Entre Livros', com Adriana Fernandes, Claudinha Cacau e Mariana Luedi. É convidado especial do blog Literárias Mosqueteiras.
 
        Mensagem: “Se você pensa que pode ou se pensa que não pode, de qualquer forma você está certo” (Henry Ford). Quem quiser se alimentar de mingau ácido, acesse o site de Marcelo Garbine: http://mingauacido.com.br/. Lá está reunido parte de sua produção intelectual.
 
        Projeto Jus_Social – Este texto faz parte do Projeto Jus_Social, implementado em março de 2011. Consiste na publicação no site do TJSP, sempre no primeiro dia de cada mês, de um texto diferente do padrão técnico-jurídico-institucional. São histórias de vida, habilidades, curiosidades, exemplos de experiências que pautam as notícias publicadas sobre aqueles que, de alguma forma, realizam atividades que se destacam entre servidores ou magistrados. Pode ser no esporte, em campanhas sociais, no trabalho diário, enfim qualquer atividade ou ação que os diferencie. Com isso, anônimos ganham vida e são apresentados. Com o Projeto Jus_Social, o Tribunal de Justiça de São Paulo ganhou o X Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2012 (categoria Endomarketing).
 
 
Obs.:
 
A entrevista  concedida à Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo foi publicada também por mais dois periódicos, totalizando-se três publicações desta mesma entrevista:

* TJSP - 

* PROMAD -

* JusBrasil -
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