Momentos de transcendência - por Mauricio Duarte

Momentos de transcendência - por Mauricio Duarte

Momentos de transcendência

 

Um satori é difícil de conseguir.  Uma experiência mística que nos transforma alterando um ou vários – talvez todos – aspectos da nossa vida, tornando-nos iluminados.  Por outro lado, as experiências de kenshô são fugazes e logo desaparecem, deixando apenas uma lembrança de alegria, contentamento e felicidade sem efeitos duradouros.  Para além do mero kenshô e do duradouro satori, está o Nirvana, no qual o processo de iluminação é completo e não temos mais paixões mundanas nos arrastando de um lado para o outro.  Somos budas, sem karma.

Esses momentos de transcendência são tipicamente experienciados por quem pratica meditação.  E quem não tem essa prática no seu cotidiano irá estranhar todas essas designações e conceitos.  Mas fazendo uma analogia com a situação do homem contemporâneo, podemos dizer que é uma questão de escolha.  Como escolhemos na nossa vida diária assistir o programa A, o programa B ou o programa C na TV.  Como sintonizamos a rádio que mais gostamos ou sintonizamos na rádio de sempre, só por costume.  Como pretendemos ter uma carreira profissional sólida e consistente ou apenas empurramos com a barriga com aquele emprego chato que nos dá o sustento mas não oferece nenhuma perspectiva de melhorar de vida.  Isso são escolhas.  E numa abordagem mais ampla, escolhemos verdadeiramente quem somos, por mais doloroso ou contrário às nossas expectativas isso seja.  Escolhemos o tempo inteiro sermos pessoas superficiais existencialmente ou pessoas com uma profundidade existêncial.  Mas como? “Eu sou como sou e é isso que eu sou”.  A maioria das pessoas pode pensar assim durante muito tempo e até durante a vida toda.  Porém isso não é verdade.  A sabedoria está disponível para todos, assim como o sol nasce todos os dias para todos.  Nem todos reivindicam essa sabedoria, esse crescimento interno, pessoal e infinito, mas ele está sempre na lista das possibilidades da nossa vida.

Somos todos budas em nossa fagulha divina interior e nosso guia interno sabe disso, colocando-nos, na maior parte das vezes, em oportunidades de vida nas quais possamos nos desenvolver espiritualmente.  A tragédia é que esquecemos que somos budas e o recordar dessa verdade transcendente é a maior busca de todos os tempos.  A história da humanidade está repleta de acontecimentos que demonstram que os seres humanos procuram com todas as forças e vontades, aumentar o seu nível de consciência.  E isso é verdade mesmo para os ditos personagens históricos sombrios, como Hitler ou Stálin, por exemplo.  Todos estão fazendo o máximo que podem, de acordo com o seu nível de consciência.

Desse modo, sem falsos moralismos podemos afirmar que o samadhi, o nirvana e a iluminação são para todos e não “coisa de quem medita” ou de “quem é zen”.  A energia que permeia os corpos celestes do espaço sideral é a mesma que nos forma em nossos organismos desde o nível celular até a nossa pele exterior.  Sendo assim, somos filhos do Universo, reivindiquemos nossa transcendência.  Paz e luz.

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

 

 

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