Morte Coisa que Evitamos Falar - por Silva Neto

Morte Coisa que Evitamos Falar - por Silva Neto

Morte, Coisa que Evitamos Falar - por Silva Neto

 

A aceitação à fatalidade da morte é um dos temas mais ignorados em todos os tempos, tanto pela comunidade religiosa cristã ocidental, quanto por outros seguimentos espiritualistas, inclusive, agnósticos e ateus.

Vivemo-nos escondendo dela, tentando enganá-la a qualquer custo, ignorando-a, fingindo não a conhecer; agindo tal qual um devedor desonesto diante da presença de seu credor. Nunca imaginamos que seremos cobrados, um dia, e que nos encontraremos frente a frente com esse credor contumaz.  — Pagas o que me deves com a morte! Eis a temerosa frase!

Seja a morte de qual gênero for, alcança a infância, a adolescência, a juventude, a idade madura, a velhice, até o ventre materno, no caso dos “natimortos”. É implacável, sem dó, necessitando apenas de um motivo, mesmo simplório, é capaz de dizimar coletivamente sem que se possa domar seu ímpeto de destruição, de espalhar temor e sofrimento durante toda nossa existência. O confronto com a morte, principalmente, de parentes próximos e afetivos deixa-nos constrangidos.

Nunca paramos e pensamos nessa realidade cruel, aos nossos olhos, como que fossemos imperecíveis. Mesmo tendo um conhecimento relativo de quantos anos poderemos viver, agimos sempre, por ignorância ou não, no sentido de abreviar nossa existência pelos maus hábitos alimentares, exposição a perigos, ofensas ao próximo e excessos de todo o gênero.  Ignoramos, por exemplo, a Lei de Ação e Reação demonstrada por Newton. A Lei do Retorno ou Lei de Causa e Efeito, como queiram, essa reciprocidade existe, embora se teimem em não a considerar. E, olha lá! Aprendemos quando crianças, na escola, que a cada ação corresponde a uma reação de igual intensidade.  Quem brincou com bumerangue ou com uma simples peteca sabe bem de que estou falando!  Tudo que sobe, desce. Tudo que cai, levanta. Tudo que vai, volta. Tudo que planta, colhe. (Pedro embainha tua espada, pois quem com o ferro fere com o ferro será ferido. Jesus).

As religiões cristãs exploram o tema de diversas formas aconselhando-nos a procedermos bem, pois não sabermos o dia, nem a hora.  

Segmentos espiritualistas como o Espiritismo trata o tema de maneira suave e consolador demonstrando a dualidade (corpo físico/espírito) separável, onde o primeiro se extingue como a própria ciência demonstra. Porém, o segundo, permanece indestrutível, mudando apenas de endereço.

O ateísmo, irredutível e irascível, propaga a morte como o fim. Morreu, acabou-se. Nada mais do que corpo enterrado. Livrar-se do inimigo é derrotá-lo, exterminá-lo, e livrar-se de prejuízos é desgostos é tirar a própria vida.

São escolhas as quais não podemos julgar, embora saibamos qual o melhor caminho a seguir.

 

E-mail: João.digicon@gmail.com

 

 

 

 

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