Não faz parte do cotidiano - por Adriana Freitas

Não faz parte do cotidiano - por Adriana Freitas

NÃO FAZ PARTE DO COTIDIANO

 

A violência deveria chocar. Não deveríamos nunca nos acostumar com ela. A violência nunca deveria fazer parte do nosso cotidiano. Ela não é e nunca será algo banal, trivial, ela nunca será um lugar-comum.

            A dor, seja alheia ou própria, não deve ser algo para se levar nos ombros. De qualquer jeito, como parte da nossa indumentária. Ela não é acessório. É algo que deve ser sentido e combatido.

            É assustador ver pessoas ficando cada vez mais anestesiadas com as atrocidades, injustiças, estupidez humana. Seja com o outro ou com elas mesmas. A violência não pode fazer parte da rotina. Não é natural. Jamais será salutar.

            Não podemos nos trancar em nossos mundos particulares, cercados de “segurança” e medos e esquecer que existe um mundo precisando de conserto. Solidarizar com a necessidade do outro, unir-se em prol de um objetivo maior, distribuir auxilio, afetos, isso sim que deveria fazer parte da nossa rotina.

            Não é apenas apontando culpados que se resolve o problema. Cada um pode fazer a sua parte. Cada um pode agir da melhor maneira. Cada um pode contribuir para um mundo melhor. São nos pequenos gestos. Nos pequenos atos. É no respeito que se dá ao outro.

            Não é mágica. Nada se resolve de um dia para o outro. Mas é com o primeiro passo que se caminha longas distâncias. Quando pararmos de agir de maneira egocêntrica se sem falsas justiças, quando aprendermos a nos colocar no lugar do outro, já teremos dado o primeiro passo.

 

 

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