Não vi, não conheci, não provei... e não gostei! - por Teia Camargo

Não vi, não conheci, não provei... e não gostei! - por Teia Camargo

NÃO VI, NÃO CONHECI, NÃO PROVEI...E NÃO GOSTEI!

Identificou-se? Totalmente ou só em parte?

Todos nós temos nossas antipatias gratuitas ou repulsas instintivas por coisas com as quais nunca tivemos contato ou por pessoas com quem jamais trocamos uma palavra, sem que saibamos identificar o que motivou esse sentimento negativo.

Não resta dúvida de que permanecer na nossa zona de conforto, “torcendo o nariz” para o que achamos que poderá nos desagradar é muito mais fácil e menos arriscado do que enfrentar o desconhecido.

Em compensação, este tipo de comportamento resistente a mudanças e a novas experiências nos impede de degustar outros sabores, de conhecer lugares nunca dantes visitados, de travar contato com alguém fora do nosso círculo de amizades ou até mesmo de assistir um filme que não seja do gênero ao qual estamos habituados.

Permitir-se desbravar novos horizontes, estar disposto a empregar outro olhar sobre aquilo que se enxergava feio, ruim ou desagradável, pode nos obrigar a ter que “dar o braço a torcer” para o fato de que estávamos enganados e assim amargarmos algum arrependimento pelo tempo e pelas oportunidades desperdiçados.

E quem gosta de assumir que estava errado e se enganou quanto aos sentimentos, às preferências e às escolhas que fez e às que não fez?

Aquele que receia expor seus equívocos, teme sentir vergonha de dizer, por exemplo, que embora tenha passado a vida toda odiando neve, no dia que a sentiu cair sobre seus ombros deixou-se levar por uma sensação deliciosa e brincou feito criança com os flocos branquinhos, então, que continue a se negar a novas aventuras.

Caso contrário, se tiver disposto a derrubar a barreira da intransigência e se render às maravilhas que este mundo tem a oferecer, jogue-se, explore, aceite, renda-se.

Daí se não gostar, não tem problema, é um direito, mas que esteja preparado, pois ao se permitir uma chance, pode ser obrigado a conviver com surpresas agradáveis e encantamentos indescritíveis a cada passo dado em direção ao novo.

Por Téia Camargo,

02/05/15

Link do blog onde a crônica foi divulgada: http://blogfv.com.br/nao-vi-nao-conheci-nao-provei-e-nao-gostei/

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