Natal, Festa de Gente Grande - por Silva Neto

Natal, Festa de Gente Grande - por Silva Neto

Natal, Festa de Gente Grande  –  Por Silva Neto.

 


Nosso  presente é um reflexo  de nosso passado.

Quando não apagamos a luzes que existem em nós, elas se refletem, iluminando o presente e nos mostrando o caminho por onde devemos seguir.  Somos crianças crescidas, tanto no tamanho físico quanto no desenvolvimento racional e moral.

Refletimos nossa infância no Natal através das ações dirigidas aos nossos pequenos. Quem de nós não se sensibiliza com as luzes, com os cânticos natalinos,  a Árvore e o Papai Noel?

Excitamos as crianças a gostarem de tudo isso por um impulso natural de transmitirmos a eles o que fomos  e ainda somos.

É o mesmo que dizer: faça o que fiz isso é bom!

Quanta saudade e lembranças do Natal de minha infância! Da empolgação das festividades, do cheiro da roupa nova, dos amiguinhos, das quermesses, das missas enfadonhas, dos cheiros de velas acesas, dos hinos de Natal.

E, olha! O coração falava mais alto, já naquele tempo. Tinha uma namoradinha ou quase, daquelas  atrações que dizem ser de vidas passadas. O tempo não apaga as coisas boas que acontecem em nossas vidas.

Ainda sinto o cheiro do perfume, da colônia que minha mãe botava em mim. 

Aquela procissão foi inesquecível. Ela estava linda vestida de Anjo, o Anjo mais lindo que já vi.  Após a procissão saiamos juntos em direção aos brinquedos. Como era bom!

Lembro-me daquele fim de ano. Ela vestia um vestido de organdi, saia rodada, não sei se era assim, pois não entendo de modas.  Só sei que ela estava linda! Eu vesti roupa nova, calça curta e camisa quadriculada azul.

Meu pai vendia miudezas e, entre as bugigangas, perfumes, colônias, sabonetes etc., Eu fui até sua mala de negócios e roubei uma colônia bastante perfumada, embrulhei em um papel de presente e dei à Raquel. Ela achou aquilo muito estranho, não quis receber. Eu disse que tinha tirado da mala de meu pai. Ela já havia aberto o pacote. Eu aproveitei, abri o frasco da colônia colocando em seu vestido um pouquinho. Também coloquei na minha roupa, guardando o frasco na mala de onde havia tirado. 

Esse fato ficou marcado em minha vida. É um perfume que não sei o nome, mas, posso identificá-lo se alguém estiver usando hoje.

Corremos no carrossel, nos cavalinhos, comemos pipocas, maçã do amor, algodão-doce e tomamos geladinha,  foi o melhor fim de ano de toda minha vida.

 

Natal é isso. É um retorno à nossa infância, onde os personagens se invertem. Agora são nossos filhos, netos e sobrinhos. São as crianças em geral e porque não dizermos: somos nós mesmos travestidos de adultos. Vamos soltar a franga! Ou melhor, a infância que existe em nós neste Natal!

 

A todos os que fazem o Divulga Escritor; nossos leitores anônimos, por mínimos que sejam os que me curtem, de coração infante desejo tudo de bom que o tempo atual não é capaz de nos dá.

 

Um Feliz Natal já nos é suficiente. Portanto, Feliz Natal a todos!

 

 

 

 

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