Nordeste - por Anchieta Antunes

Nordeste - por Anchieta  Antunes

N  O  R  D  E  S  T  E

 

No nosso claro e utópico rincão

pisamos tórrido solo,

gretado, cáustico, solidário;

por combustível temos a paixão

por nossas raízes fincadas 

no chão onde a magia

nos faz buscar uma réstia de vida

nas curvas do indócil sertão. 

 

Barro vermelho,

útero indomável

parido na dor,

sofrido nos instantes do tempo exposto;

sertanejo de pele curtida,

de mão calejada,

de testa franzida,

e vontade partida.

Partida e recuperada,

para quem desistência

é substantivo impronunciável.

 

Como reta de rio indobrável,

com filetes capilares regando 

tênues esperanças calcinadas,

o homem avança irredutível

em busca da herança esquecida

nas dobras dos lençóis inexistentes.

 gritos,  agonia,  felicidade

e sonho concretizado,

no dia em que o vértice  da coluna

chorou pela garganta de pedra

sseu primeiro grito de vitória,

depois da chuvarada.

 

Galhos abrasivos apontam espinhos

para distanciar a distancia

e levar para bem longe 

 

de seu núcleo d’água,

a agonia da morte solitária,

e trazer para si o

pão da vida,

sal da aurora

de sobrevivência.

 

Anchieta Antunes

Copyright

ALAOMPE

Gravatá – 11/09/2015. 

 

 

 

 

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